Recolher roupa e calçado para enviar para os países africanos e diminuir o número de toneladas de resíduos sólidos urbanos a depositar em aterro são dois dos objectivos da campanha que está a ser desenvolvida no concelho da Trofa, pelas Trofáguas e por uma Instituição de Seia.

Antonio Pontes na apresentação

A Trofáguas, em parceria com a fundação Centro Cristão Juvenil, uma instituição sedeada em Seia e com uma delegação em Braga, colocou junto ao Intermarché, em Santiago de Bougado, na Trofa, um roupão, que se destina à recolha de todo o tipo de vestuário e calçado para enviar para alguns países africanos.

O presidente do Conselho de Administração da empresa municipal, António Pontes, ressalvou que estes contentores não pretendem “substituir o encaminhamento de vestuário para outras instituições sociais, mas contribuir para a diminuição de tonelagem de lixo indiferenciado e atenuar alguns constrangimentos provocados por este tipo de resíduos nos bio-reactores das estações de tratamento”.

O vestuário e calçado devem ser colocados nos contentores, dentro de um saco plástico devidamente fechado, a fim de “facilitar a recolha e selecção dos objectos”, acções que são da responsabilidade do Centro Cristão Juvenil. Os artigos recolhidos destinam-se a países como Angola, Guiné e Moçambique.

A iniciativa vai ser alargada, futuramente, às freguesias de S. Martinho de Bougado, S. Mamede e S.Romão do Coronado e está prevista a colocação de cerca de nove estruturas como esta, nas freguesias citadas.

A empresa Municipal colocou esta semana duas noas estruturas para recolha de roupa e calçado na rua D. Pedro V, frente ao Finibanco e na Rua D.Maria II, junto ao Externato, ambos na freguesia de S.Martinho de Bougado.

 

 

Centro Cristão apoia Palop’s

 

O Centro Cristão Juvenil foi criado em 1992 por um casal de belgas que vive em Portugal há muitos anos e que investiu o seu próprio dinheiro. “Casa sobre a rocha” vem de um trecho da Bíblia e também porque a sede fica numa casa de campo antiga, construída sobre uma rocha grande. A fundação é reconhecida como pessoa colectiva de utilidade pública.

Segundo os seus responsáveis, a sua actividade tem-se desenvolvido por todo o país, no apoio a famílias carenciadas nos bairros de lata de Lisboa e Porto, na região interior e em várias instituições. Desde 1999 está também envolvida no apoio aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

As roupas recolhidas “escolhidas por qualidade”, são distribuídas principalmente em orfanatos e lares de crianças. Em África o centro trabalha juntamente com outras associações pequenas em quem têm confiança “para termos a certeza de que o fruto da boa vontade do povo português e do nosso trabalho chega àqueles que necessitam”, assegurou um responsável da Associação. A recolha é feita uma a três vezes por semana, conforme as quantidades envolvidas.