Quinta de S. Romão reviveu o ano de 1890, com a recriação da aldeia de S. Romão do Coronado, pelo Grupo Danças e Cantares Vale do Coronado, nos dias 14 e 15 de setembro.

Pelos espaços verdes da Quinta de S. Romão, encontrava-se a aldeia de S. Romão do Coronado no ano de 1890. Muitos eram os cenários espalhados pelo local, como reproduções da Capela de Santa Eulália, da Igreja Matriz, estação de caminhos de ferro, casas senhorial e de lavoura.

Este foi o cenário da Feira do Século XIX, que o Grupo Danças e Cantares Vale do Coronado dinamizou durante este fim de semana, e que tinha como objetivo retratar “as vivências da aldeia de S. Romão do Coronado em 1890”. Além dos “quadros vivos” desenvolvidos pelo Grupo, como o trabalho na casa de lavoura, a ida à missa, o namoriscar e as romarias, do programa constava o primeiro Festival de Folclore, uma desfolhada tradicional, atuações do Grupo de Concertinas, do Conjunto Típico Novo Dia e de Pedro Carvalho.

Para o presidente do Grupo, Ricardo Oliveira, a adesão foi “boa, nomeadamente durante o dia de sábado e ao final de domingo”. Uma situação que a organização não contava, devido “às festas que haviam na zona, como a Santa Eufémia e Santo Ovídio, e o programa da TVI Somos Portugal”, que decorreu em Valongo. “Efetivamente valeu a pena e estou convencido que para o ano será ainda melhor. Tivemos picos, mas o nosso Festival foi o que maior população concentrou devido ao excelente perfil de ranchos que tivemos presentes”, frisou.

Ricardo Oliveira avançou que o certame “é para repetir no próximo ano”, estando o Grupo já a trabalhar na próxima edição, que vai “sofrer algumas alterações para melhor”, como “alargar ainda mais a zona da restauração e do artesanato” e a “disposição diferente dos cenários”.

Os visitantes ficaram “admirados” por a organização ter conseguido, em “contra-relógio”, organizar a feira e “parabenizados pelos excelentes grupos” que atuaram no festival e pelas “novas danças” apresentadas.