A empresa JMR – Gestão de Resíduos, em S. Martinho de Bougado, testou o plano de segurança interno, com um simulacro de um incêndio, na manhã desta quarta-feira, 18 de setembro.

A explosão de um quadro elétrico provocou um incêndio num armazém da empresa JMR – Gestão de Resíduos, devido aos resíduos têxteis, que são facilmente inflamáveis.

Depois de reunir todos os colaboradores no ponto de encontro, a gerente, Maria José Ribeiro, alertou os Bombeiros Voluntários da Trofa (BVT) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) da Trofa. Quando os soldados da paz chegaram ao local, foram alertados para o desaparecimento de uma funcionária e para os ferimentos de uma outra que tinha queimaduras graves. Já a mulher desaparecida estava desmaiada no armazém, por ter inalado muito fumo.

O comandante interino dos BVT, Filipe Coutinho, contou que foram mobilizados para o local três viaturas, uma de combate a incêndios, uma de apoio com água e uma ambulância de socorro. Quanto às vítimas, a mulher que tinha queimaduras graves, “foi imobilizada no local e transportada para uma unidade hospitalar”, já a outra “recebeu oxigénio, devido às dificuldades respiratórias”, não sendo preciso ser transportada para a unidade hospitalar.

Em relação ao incêndio, “devido à indústria de transformação de papel e panos existentes havia um intenso fumo”, que dificultou o acesso aos soldados da paz. Mas, “dentro do previsível a situação correu bem”, afirmou o comandante interino.

Esta situação não passou de um exercício de simulação na empresa JMR – Gestão de Resíduos, com o intuito de “testar a organização da empresa em caso de emergência”, para saber se existe alguma “falha para corrigir”, segundo declarações de Maria José Ribeiro. “Acho que correu muito bem, os bombeiros foram rápidos na chegada ao local. Vamos ver o resultado e corrigir o que é necessário”, referiu.

Filipe Coutinho declarou que estes simulacros “normalmente correm sempre bem e são bons”, porque assim os bombeiros têm “acesso à empresa e podem conhecer as instalações” e as suas “dificuldades”. Para o comandante dos BVT, seria “muito importante” que todas as empresas desenvolvessem simulacros, pois, desta forma, os bombeiros teriam “um conhecimento mais amplo das instalações, o trabalho desenvolvido e as dificuldades que podem encontrar em situações reais”.