Os Rock Poets são uma banda, com cinco anos de existência, e que não desiste de levar a cultura rock a todos os pontos do país.

Paiva, Road Master, Speedy e Thor são os quatro elementos da banda “Rock Poets”. O projecto não nasceu na Trofa, mas os ensaios são feitos em S. Martinho de Bougado e o baixista Paiva é trofense.

“Uma paixão tão grande pelo rock que não queria apenas ouvir, queria fazer parte do movimento e achava que tinha um contributo a dar para a história do rock’n’roll“. É desta forma que Road Master, fundador do grupo, explica o que o levou a fundar uma “banda a sério” há cinco anos. Sendo um projecto sério, os músicos também o tinham de ser, por isso, foram necessários alguns castings para escolher os elementos que actualmente fazem parte dos Rock Poets. Este processo de “melhoramento” era indispensável para fortalecer uma banda que é quase “uma forma de estar na vida”. Foi precisamente a um desses castings para um baixista que Paiva compareceu. Sabia as músicas da banda, tocou-as “três ou quatro vezes melhoradas” e de uma forma que Road Master “nunca tinha ouvido antes”. Portanto, não foi necessário ouvir mais nenhum candidato para o lugar: “Cancelei logo todas as outras audições”, confessou o vocalista. Paiva conta já com uma “carreira musical sólida”, com “contratos, grandes concertos e CD gravados”, mas o projecto Rock Poets atraiu-o e “é para continuar”. Com Paiva, veio também o técnico de som Speedy. Conquistou o lugar de guitarrista numa audição e actualmente acumula os dois postos. Speedy é, também, o único que vive inteiramente da música, mas não apenas da banda. “Ninguém vive apenas sendo músico ou tocando numa banda. É preciso batalhar muito”, lamenta. Para estes roqueiros, Portugal “investe pouco neste tipo de música” e a própria “cultura portuguesa” não facilita a promoção do rock.

Alguns dos temas tocados pelos Rock Poets fazem parte de compilações nacionais e o público começa a ser muito. Ainda assim, nunca aceitaram nenhuma proposta das editoras para gravar um álbum: “Só nos apareceram sanguessugas, por isso temos trabalhado sozinhos”. Mesmo assim, em cinco anos, já deram mais de cem concertos e em todos fizeram fãs que, inclusive “fazem centenas de quilómetros e atravessam a fronteira para ver as actuações”. “Não há nada mais compensador do que ir tocar a uma cidade na outra ponta do país pela primeira vez e ter a lotação esgotada e as pessoas estarem de braços no ar a cantar as nossas músicas”, garantiu o vocalista e guitarrista Road Master.

Nas paredes da sala de ensaios estão várias bandeiras, como a do Brasil, uma vez que o baterista Thor é brasileiro, apesar de ser o mais calado dos quatro e contrariar a ideia de que o povo brasileiro é extrovertido e comunicativo. A bandeira de Guimarães, cidade natal de Road Master, também lá está presente. Só a da Trofa é que não figura nas paredes da casa onde ensaiam, junto ao recinto da Feira/Mercado da Trofa. O motivo? “Nunca nos ofereceram uma”. Os poetas do rock (Rock Poets) também nunca actuaram na Trofa, mas não descartam a hipótese, com a certeza que o quinto elemento da banda também não iria faltar: uma garrafa de whiskey Jack Daniels, a quem, de resto, até já dedicaram uma música.

Pode encontrar mais informações sobre esta banda de “puro” rock na internet, através das redes sociais e dos blogues. Só não vai descobrir os nomes verdadeiros dos músicos, porque os nomes artísticos são os únicos a que respondem e, dizem eles, até “estão registados”…