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Edição 462

Rochas com 400 milhões de anos “resistem” em S. Gens

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Serra de Bougado foi um pântano na Era Paleozoica

Sensibilizar para a preservação do património geológico do concelho foi o objetivo da ADAPTA, com o workshop que promoveu em S. Gens, onde deu a conhecer as rochas ftaníticas, que mostram que, há milhões de anos, a Serra de Bougado foi uma espécie de pântano.

No Monte de S. Gens prevalece um património geológico tão valioso, que é urgente preservar. Este é o entendimento da ADAPTA (Associação de Defesa do Ambiente e Património da Trofa), que na tarde de sábado realizou um workshop para dar a conhecer o património geológico do concelho, mais concretamente na Serra de Bougado (que faz parte do anticlinal de Valongo), com as pré-históricas rochas ftaníticas. Estas são datadas do período Silúrico (Era Paleozoica) e podem ter entre 416 a 433 milhões de anos. Trata-se de rochas sedimentares, siliciosas, muito finas e com coloração cinza clara, em alternância com níveis mais escuros, e no Monte de S. Gens apresentam-se muito deformadas e dobradas.

Os ftanitos tiveram origem numa zona mais profunda de uma bacia marinha, onde a circulação de água seria praticamente inexistente, tal como a presença de oxigénio. Ou seja, são a evidência que a Serra de Bougado fazia parte de uma espécie de pântano. Estas rochas contêm muitos fósseis, principalmente de graptólitos, seres de alguns milímetros que tinham uma carapaça quitinosa.

A visualização destas rochas é rara em Portugal e no Mundo, pelo que os responsáveis da ADAPTA alertam para a importância da preservação deste património geológico, assim como de outros elementos presentes na Serra de Bougado (que se estende por Guidões, Alvarelhos e S. Romão do Coronado), como os quartzitos, xistos argilosos, conglomerados e rochas graníticas.

Com um público de cerca de 20 pessoas, a geóloga Ana Araújo ministrou o workshop que teve uma parte teórica e outra prática, com saída para o terreno para ver os quartzitos, mesmo junto à capela de S. Gens, e as rochas ftaníticas, na Avenida da Maganha.

“O objetivo principal é sensibilizar para o património geológico que temos no concelho e para a importância da geoconservação. As pessoas pensam muito na biologia e na conservação da ‘bio’ e esquecem-se um bocadinho da ‘geo’, mas sem uma não havia a outra”, explicou Ana Araújo, em declarações ao NT.

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A geóloga referiu que, associadas à Serra de Bougado, também estão marcas de locomoção de trilobites (fósseis), no entanto sublinha que “como algumas bancadas foram destruídas, não é propriamente fácil encontrar”.

Pedro Daniel Costa, presidente da ADAPTA, afirmou que esta iniciativa foi pensada para “alertar para o facto de os vestígios pré-históricos estarem a desaparecer”. “Com as novas construções, as pessoas adquirem os terrenos e, muitas vezes, não sabendo que existem esses vestígios, acabam por destrui-los. Aqui, em S. Gens, temos um trabalho que está muito bem feito pelo padre Francisco, no entanto, há documentos na Casa da Cultura, que provam que existiram seres com milhões de anos, que acabaram por ser destruídos”, frisou. Como ainda há “uma parte” que se mantém intacta, a ADAPTA decidiu contribuir para “sensibilizar para a preservação da História”.

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Abertas candidaturas ao Prémio Bial

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Prémio monetário, no valor de “340 mil euros”, assinala 30º aniversário da Fundação Bial. Candidaturas abertas até ao dia 31 de outubro.

“Premiar a investigação médica” é um dos principais objetivos do Prémio Bial, que pode ascender aos “340 mil euros”, sendo já considerado como “um dos maiores galardões internacionais na área da saúde”.

A 16ª edição do Prémio Bial, que este ano assinala 30 anos desde a sua primeira edição, ascende a “340 mil euros”, contemplando “a investigação básica e a pesquisa clínica através de duas modalidades: o ‘Grande Prémio Bial de Medicina’ e o ‘Prémio Bial de Medicina Clínica’”.

Luís Portela, presidente da Fundação Bial, relembra que este prémio nasceu para “incentivar a investigação médica e promover a sua divulgação, primeiro em Portugal e, posteriormente, a nível internacional, acompanhando ao longo da sua história a evolução e as tendências da Saúde e da Medicina”. Luís Portela orgulha-se de “promover um dos maiores galardões na área da saúde, capaz de atrair médicos e investigadores de diversos países e de premiar profissionais de referência mundial nas suas áreas de investigação”.

No valor de 200 mil euros, o Grande Prémio Bial de Medicina distingue “trabalhos de índole médica de grande qualidade e relevância científica”. Já o Prémio Bial de Medicina Clínica, no valor de cem mil euros, premeia “um tema livre dirigido à prática clínica”. No regulamento deste concurso está também contemplada a possibilidade de atribuição de menções honrosas, “até quatro trabalhos concorrentes, no valor de dez mil euros cada”. Para além do valor monetário, o Prémio Bial 2014 contempla uma edição exclusiva, com “uma tiragem entre cinco e 15 mil exemplares”, do trabalho vencedor do Prémio Bial de Medicina Clínica e de algumas das obras galardoadas, para divulgação e distribuição gratuita junto dos profissionais de saúde.

Instituído em 1984, o Prémio Bial é atribuído de dois em dois anos e já mobilizou “1315 investigadores, médicos e cientistas, autores de 580 obras candidatas”. Nas 15 edições realizadas, distinguiu “231 autores (91 obras premiadas)” e foram editadas e distribuídas gratuitamente pela classe médica e científica “mais de 30 obras premiadas, num total de mais de 300 mil exemplares”.

Criada em 1994 pelos Laboratórios Bial em conjunto com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, a Fundação Bial é uma instituição “sem fins lucrativos”, que tem como missão “a promoção do estudo do Homem, distinguindo-se pelo seu papel incentivador da investigação médica e científica a nível internacional”.  

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ADRC Finzes promove Caminhada no Dia da Mulher

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Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, a Associação Desportiva Recreativa Cultural de Finzes vai promover uma caminhada no dia 9 de março.

A concentração está marcada para as 9 horas, junto à Academia Municipal da Trofa (Aquaplace) e o percurso terá um grau de dificuldade média/baixa. No fim, haverá uma aula de relaxamento.

É obrigatório o uso de sapatilhas.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nos locais de divulgação ou através do contacto telefónico 911 025 393. 

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