A empresa Everjets anunicou na sexta-feira, dia 22 de março, o valor do investimento num hangar/sede no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto.

 “Quatro milhões de euros”. Este é o valor do investimento num hangar/sede no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, a cargo da Everjets, empresa que ganhou o concurso público de fornecimento ao Estado de 25 helicópteros ligeiros de combate aos fogos florestais, e que “já está em fase final da construção”.

Para Pedro Silva, presidente do Conselho de Administração da Everjets e líder do Grupo Ricon, este investimento permitirá “o desenvolvimento e internacionalização da empresa de aviação executiva”, uma vez que o “novo hangar”, com “uma área coberta de 3,5 mil metros quadrados e uma área total de cinco mil metros quadrados”, poderá receber “aeronaves de grande porte para trabalhos de manutenção”, sendo “uma infraestrutura que não existia no Aeroporto Sá Carneiro nem em nenhum outro ponto do País para além de Lisboa”. “Estas características não só dotam o maior aeroporto do Norte do País de uma infraestrutura muito importante para o seu desenvolvimento, como permitem à Everjets ampliar o seu portefólio de serviços, uma vez que poderá ceder o seu hangar para operações de manutenção a grandes aviões, que até agora tinham de ser executadas em Lisboa ou fora do país”, referiu.

Para além de uma escola de pilotagem, o novo hangar albergará ainda a nova sede da Everjets, que concentrará e desenvolverá toda a sua operação a partir do Aeroporto Sá Carneiro, sendo “a única empresa de aviação executiva” sediada no Porto e a operar a partir da capital do Norte do País.

Pedro Silva anunciou ainda que o contrato com a EMA/INEM, que prevê o fornecimento de 25 helicópteros ligeiros de combate aos fogos florestais, será “assinado dentro de poucos dias”, explicando que a “entidade adjudicante” ter entrado com “uma resolução fundamentada no Tribunal de Sintra”, o que “anula os efeitos da providência cautelar que tinha sido proposta pelo concorrente derrotado”. Recorde-se que no dia 22 de fevereiro, a Everjets entregou “à entidade adjudicante todos os documentos contratualmente exigíveis, assim como prestou a caução exigida, no valor de cerca de dois milhões de euros – a mais elevada de sempre e pela primeira vez apresentada antes da assinatura do contrato”.

Será José Pereira, diretor operacional da Everjets e “um piloto comandante com milhares de horas de voo e uma larga experiência na operação de combate aos fogos florestais”, que vai “coordenar todo o dispositivo que compete à Everjets”. Os primeiros três helicópteros serão apresentados para operação a 1 de junho.