Renato Sampaio foi reeleito presidente da distrital do Porto do Partido Socialista com “uma vitória expressiva” sobre os outros candidatos Pedro Baptista e Eduardo Saraiva. As eleições na Trofa também deram uma larga vantagem ao presidente reeleito que contou com o apoio da líder da concelhia Joana Lima  As eleições na Trofa para o líder socialista no Porto foram o espelho do que aconteceu por todo o distrito. No concelho Renato Sampaio foi reeleito com larga vantagem, 94,7 por cento (532 votos), enquanto Pedro Baptista arrecadou quase cinco por cento dos votos (28). Eduardo Saraiva só mereceu dois votos dos militantes trofenses.

No que concerne a delegados eleitos no concelho pela lista do Renato Sampaio foram 33, incluindo Joana Lima por ser deputada e presidente da Comissão Política Concelhia e Otília Areal por ser do secretariado da Federação Distrital do Porto.

A nível distrital o presidente de novo no comando da Federação arrecadou 86 por cento (5100) dos votos, enquanto Pedro Baptista conseguiu 10 por cento (642 votos) e Eduardo Saraiva 4 por cento (232 votos).

Depois de saber da “vitória expressiva”, Renato Sampaio dedicou o triunfo ” ao secretário-geral do partido e primeiro-ministro, José Sócrates” e comprometeu-se a ser “presidente de todos os militantes do partido” que “não podem andar na praça pública a martirizar o partido”.

Em Santiago de Bougado o acto eleitoral decorreu “com normalidade” e com “uma adesão satisfatória”, afirmou Carlos Portela, secretário da secção bougadense do Partido Socialista. Nesta freguesia votaram cerca de 50 por cento dos militantes, sendo que 74 por cento votaram em Renato Sampaio e 25 por cento em Pedro Baptista (a melhor percentagem obtida por este candidato no concelho). Eduardo Saraiva não recolheu nenhum voto nesta secção.

Na eleição dos delegados, a lista de Renato Sampaio obteve 66 por cento dos votos, enquanto a lista de Pedro Baptista recolheu 28 por cento.

A adesão elevada também se registou um pouco por todo o distrito, levando a uma das eleições “mais participadas no PS/Porto com o voto de seis mil dos cerca de sete mil militantes com condições para tal”, referiu o presidente reeleito que não deixou de sublinhar que “os militantes fizeram uma escolha clara”.

Sobre o acto eleitoral em Santiago de Bougado, Manuel Carvalho, presidente da mesa da secção apenas lamentou “não virem todos os votantes”, mas reconheceu que “hoje em dia é difícil reuni-los todos”.

Questionado sobre se estas eleições são um reflexo da “boa saúde” do PS, já que conduziram à reeleição da maioria dos líderes das distritais, Carvalho referiu que “as zonas são muito diferenciadas no país”, pelo que “não podem servir de barómetro” para uma projecção nacional.

“É prematuro fazer uma avaliação dessa natureza, porque neste tipo de eleições os candidatos são eleitos pelo prestígio ou pelo programa que apresentam para o distrito e não a nível nacional”, acrescentou.

Quanto às eleições autárquicas de 2009 “ainda nada está definido”. Os preparativos começam “no próximo mês”, para a preparação do “assalto” à Câmara Municipal e também das secções socialistas e candidatos a presidente da Junta.

Em S. Martinho de Bougado a adesão às urnas foi de 34 por cento, sendo que Renato Sampaio reuniu 98 por cento dos votos e Pedro Baptista 1,6 por cento.

 

Joana Lima saudou Renato Sampaio pela vitória expressiva

 

“Uma vitória esmagadora que mostra que a Trofa e os socialistas estão com Renato Sampaio”. Foi desta forma que a líder da concelhia da Trofa do PS, Joana Lima se referiu aos resultados obtidos por Renato Sampaio, caracterizando-o como um homem de palavra que sempre esteve ao lado da Trofa e dos trofenses, na defesa dos seus interesses”. Joana Lima foi mais longe a congratulou-se pelo resultado obtido “pelo meu camarada Renato Sampaio que pode contar com o apoio dos socialistas da Trofa para continuar a trabalhar no distrito”, frisou.

 

 

Pedro Baptista afirma que alcançou “mínimos” e não felicitou Sampaio pela vitória

Depois dos resultados, Pedro Baptista admitiu que não alcançou “os máximos” a que se propunha e que passava pela presidência da federação, mas frisou que os “os mínimos foram largamente ultrapassados”. Para Baptista os “mínimos” era a eleição do número de delegados ao congresso distrital suficientes para apresentar uma lista à Comissão Política Distrital (CPD). A lista de Renato Sampaio elegeu 418 delegados, enquanto a de Pedro Baptista conseguiu 33 e a de Eduardo Saraiva sete.

“A partir de agora a CPD deixará de ser unânime e passará a ser plural. Funcionará a duas vozes e uma delas é a nossa”, afirmou o candidato, que se recusou a dar os parabéns ao vencedor enquanto este não aceitar um debate consigo.

“Dar os parabéns é um acto democrático e a democracia exige debate. Renato Sampaio recusou qualquer debate durante toda a campanha. Dou-lhe os parabéns quando ele aceitar um”, disse, adiantando que pretende promovê-lo no congresso distrital.

Pedro Baptista reafirmou a sua intenção de defender nos órgãos do partido a “ampla coligação de esquerda” e disse não aceitar “num partido democrático que uma pessoa possa sozinha determinar como as coisas acontecem apenas por causa dos seus complexos de direita”.

Sem reafirmar abertamente a acusação de que o acto eleitoral foi alvo de uma “chapelada”, Pedro Baptista sublinhou a “discrepância regional dos resultados, que variaram substancialmente entre os sítios onde tínhamos fiscais e aqueles onde não os tínhamos”