Contra a lei laboral e em defesa dos direitos dos trabalhadores foram os motivos que trouxeram o deputado Honório Novo à Feira semanal da trofa. Acompanhado pelos camaradas da Trofa percorreu o recinto e foi entregando informação a quem passava e apelidou de “obra de Santa Engrácia a Linha de Metro que nunca mais sai do papel”

 “A proposta do Governo da nova Lei Laboral é inqualificável”. Foi desta forma que Honório Novo se referiu na Trofa à proposta de novo código de trabalho que o deputado considera ser “ainda pior do que aquele que Bagão Félix propôs há quatro anos, que vai aumentar a precarização dos trabalhadores, vai aumentar a possibilidade de despedir sem regras e que vai atacar direitos duramente conseguidos pelos trabalhadores desde o 25 de Abril”.

Esta iniciativa que foi desenvolvida pelo PCP a nível nacional “inscrita neste processo de discussão que ainda decorre no seio da Assembleia da República em sede especialidade e que nós estamos confiantes que ainda é possível inverter”, frisou Honório Novo em declarações ao NT/Trofa TV.

“Nós somos como aqueles que dizem que até ao lavar dos cestos é vindima, e portanto até o PS ser confrontado com uma votação final na Assembleia da República, em sede de votação final global, será possível introduzir melhorias, não mudando radicalmente, mas pelo menos mitigando aquilo que são os aspectos mais graves do código do trabalho”assegurou.

Além de lançar duras críticas às alterações da Lei do trabalho e deputado apontou baterias às verbas do PIDDAC e ao “adiar” da construção da Linha de metro até à Trofa. “A linha do metro até à Trofa é uma espécie de obra de Santa Engrácia e podemos ironizar acerca desta imagem de Santa Engrácia, mas a verdade é que ela esconde um desprezo profundo pelas populações deste concelho.

Caracterizando de “ridículas”as verbas inscritas no PIDDAC de 2008 Honório afirmou que “este ano como vai, finalmente a fim destes anos todos, avançar com a construção do desvio da linha ferroviária o valor salta naturalmente, mas deixa de fora propostas e projectos consolidados aqui no concelho. Não vale a pena por uma verba substancial e dizer que a Trofa melhorou em termos de financiamento do PIDDAC e as pessoas perceberem que afinal é só para desviar a linha do comboio e ficam de fora as variantes à EN 104 e 14, a escola EB 2/3 de S. Romão que era preciso requalificar e ampliar e a própria escola de Santiago de Bougado e que também não está prevista em nenhuma verba do PIDDAC”.

O deputado foi mais longe e afirma que “agora queremos ver como é que os eleitos do PS, PSD e CDS que têm ligações ao concelho e que têm ligações ao distrito, como é que esses deputados vão votar quando nós os confrontarmos com as propostas que eles próprios aprovaram a nível local. Se votarem a favor passará e estará o problema resolvido para a Trofa, se votarem contra como aconteceu aliás nos anos anteriores nós, e sobretudo os trofenses tirarão as conclusões e terão que acusar politicamente quem anda aqui a dizer uma coisa e depois chega a Lisboa e faz exactamente o contrário”, frisou.

Já Paulo Queirós lamentou o ” comunicado do PSD a congratular-se com o poder de negociação da Câmara e eu pergunto onde estava o poder de negociação nos PIDDAC anteriores. Isto trata-se claramente de um esconder o sol com a peneira, realmente a verba para quem está afastado parece muito grande, e é, só que é para uma obra que já devia ter sido feita há muito tempo e já devia estar noutras verbas que não o PIDDAC”, adiantou.

Queirós lembrou que a própria “construção da esquadra da PSP já esteve em PIDDAC por diversas vezes e nunca avançou” adiantando ainda que a partido não está satisfeito com os investimentos projectados.