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Ano 2008

Renato Pontes abandonou Bougadense

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Veja a entrevista em www.trofa.tv

Foi com estupefacção que Renato Pontes chegou ao campo na segunda-feira da passada semana e foi informado pelo director desportivo do Bougadense que três jogadores tinham sido dispensados. "A minha admiração foi tal que quis saber os motivos, mas fiquei ainda mais espantado quando o presidente não tinha nenhuma explicação. Disse que se tinha que fazer alguma coisa, tinha que haver um abanão na equipa".

   Uma alegada decisão de Adalberto Maia, presidente do AC Bougadense, sem consultar a equipa técnica foi a "gota de água" na relação de Renato Pontes e a restante equipa com a direcção do Atlético Clube Bougadense. Numa altura delicada da vida do clube o treinador "bateu com a porta", alegando "quebra de confiança" com o presidente do emblema.

Em entrevista ao NT, Renato Pontes explicou a razão pela qual não concordou com a dispensa de três atletas, Mó, Queirós e Ricardo Costa, numa fase em que o clube ocupa o antepenúltimo lugar da Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto: "Há uma decisão precipitada (do presidente), face o momento que a equipa estava a atravessar. Pedia-se tranquilidade, porque era o que faltava aos jogadores. Eles não conseguiam fazer mais não por falta de vontade, mas sim atendendo ao momento de ansiedade. Este sentimento inibia-os de produzir o que eles conseguiam. Não era nesta altura que esta decisão do presidente fazia sentido, mas pior de tudo foi a quebra de confiança".

Segundo Renato Pontes chegou ao campo na segunda-feira da passada semana e foi informado pelo director desportivo que três jogadores tinham sido dispensados. "A minha admiração foi tal que quis saber os motivos, mas fiquei ainda mais espantado quando o presidente não tinha nenhuma explicação. Disse que se tinha que fazer alguma coisa, tinha que haver um abanão na equipa".

Face a esta situação "os jogadores não queriam que isto acontecesse, estavam solidários com os três jogadores que estavam de saída". Surgiram, então, umas tomadas de posição das quais o treinador acabou por se solidarizar e que passava pela continuidade de toda a gente. Só essa condição o conseguia manter no comando da equipa até ao final da época. "O presidente não entendeu assim" e Renato Pontes decidiu abandonar o clube, juntamente com os restantes membros da equipa técnica.

Com eles mais cinco jogadores saíram, solidários com os dispensados: Lírio, Vila Cova, Henrique, Luís Carlos e Pinto.

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O técnico confessou ter um sentimento de "tristeza por esta relação ter acabado assim", numa altura que em o clube "está a viver uma das piores épocas desportivas, desde sempre, quer em termos desportivos, quer em termos de direcção", mas não deixou de sublinhar que "aconteceram coisas que são lamentáveis", nomeadamente os ataques pessoais referentes ao salário que auferia como treinador do Bougadense. "Era um salário normal e equivalente a todos os salários atribuídos a antigos treinadores do clube".

"Para mim o mais fácil era abandonar a equipa em Dezembro, quando estávamos a quatro pontos da linha de água e sem direcção. Se fosse egoísta saía, mas não me arrependo das decisões que tomei, porque acreditava que era possível. A equipa do Bougadense produziu futebol para somar mais pontos e podia estar numa situação mais confortável se não houvessem estas peripécias no futebol, onde por vezes as arbitragens têm uma influência negativa", referiu.

Apesar de não descartar uma possível manutenção, Renato Pontes frisou que a equipa, agora muito desfalcada, vai ter muitas dificuldades para somar os pontos suficientes para conseguir manter na Divisão de Honra: "Eu acho que mesmo todos juntos, direcção, equipa técnica e jogadores, ia ser difícil, porque infelizmente o Bougadense joga contra muita coisa e agora vai ser uma tarefa árdua, mas espero que consigam tirar o Bougadense desta situação", asseverou.

Agora sem clube, o treinador já pensa no futuro e pretende encontrar equipa rapidamente. "Estou no início da minha carreira como treinador. Atendendo às adversidades que nos foram colocadas no nosso caminho, acho que neste momento sinto-me mais preparado para que noutros clubes consiga resolver situações complicadas", concluiu.

 

Veja a entrevista completa em http://www.trofa.tv/

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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