Existe um pequeno reino encantado na Trofa que atrai muitos curiosos: a Reislandia. Esta é a casa de Eduardo Reis que a criou em homenagem ao seu filho.

Não é todos os dias que se pode passear por um jardim onde proliferam animais, monumentos históricos, símbolos humanistas e até uma réplica da igreja de Guidões. A curiosidade levou algumas pessoas a espreitarem a Villa Soledade, que esteve aberta ao público na segunda-feira, 15 de agosto.

O criador deste mundo encantado considera “as placas alusivas ao humanismo” as peças mais valiosas que alí tem. Eduardo Reis acredita que a falta de humanismo” está a levar à destruição do mundo. “É pela falta de humanismo que existem muitos problemas no Mundo. Vamos aceitar a nossa condição de humanos, vamos dedicar-nos ao próximo, é o melhor caminho para a paz na nossa consciência”, afirmou convictamente.

Quem olha pela primeira vez para a Villa Soledade interroga-se sobre o porquê desta decoração. A criação da Reislândia teve início “há 14 anos”, quando uma ex-namorada “do filho” o matou e matou-se a ela também. Após esta tragédia fiquei tão revoltado que perdi a fé, e o meu Deus passou a ser somente a natureza. Então passei a dedicar a minha vida à criatividade e a reinvindicar a natureza e o humanismo em memória do meu filho”, relembrou saudosista.

A Villa Soledade vai continuar a existir enquanto o seu criador for vivo. “Estou disposto a continuar com isto enquanto estiver vivo. Tenho muitos projetos para concretizar, tenho uma âncora com cinco metros de altura, tenho um dinossauro com dez metros de altura”, admitiu Eduardo Reis.

A criatividade deste trofense ultrapassa fronteiras. Eduardo Reis é o autor do livro “Mulher fatal e Paradoxais 3 religiosas-contradições” que estará disponível nas bancas dentro de dois meses. “Este é um livro polémico, que vai trazer muita meditação”, assegurou.

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