Os exames no Ensino Básico foram positivos para a maioria das escolas do concelho da Trofa, que subiram no ranking nacional.

O Colégio da Trofa, a Escola Secundária da Trofa e a Escola Básica e Secundária do Coronado melhoraram a sua posição no ranking das escolas, ao nível do Ensino Básico. De acordo com a lista publicada pelo jornal Público, o Colégio da Trofa escalou 22 lugares, instalando-se na 82.ª posição a nível nacional. Com uma média geral positiva de 3,69, o estabelecimento privado de ensino realizou 118 provas, destacando-se as de Português, cujo resultado médio é de 3,88, enquanto o de Matemática situa-se nos 3,51.

Apesar de ser ainda a única do concelho com média geral insuficiente (2,88), a Escola Básica e Secundária do Coronado e Castro registou uma subida assinalável no ranking, com o melhoramento de 125 lugares comparativamente com o ano letivo anterior, situando-se na posição 634 a nível nacional. Com 151 provas realidades, este estabelecimento esteve perto do três a Português (2,96), enquanto a Matemática a média registada foi de 2,80.

A melhor escola pública do concelho ao nível do Ensino Básico continua a ser a Escola Básica do Castro, mas este ano “tombou” no ranking, descendo 93 lugares para o 207.º posto a nível nacional, com uma média geral de 3,27. Das 109 provas realizadas, regista-se uma média de 3,22 a Matemática e de 3,31 a Português.

A Escola Secundária da Trofa melhorou a performance, com uma média geral de 3,03, e isso valeu-lhe uma escalada de 40 lugares no ranking nacional, para o 448.º posto. O estabelecimento com o maior número de provas a nível concelhio – 315 – registou uma média de 3,09 a Português e de 2,97 a Matemática.

Secundário: Escolas afirmam-se nas ciências humanas

No que respeita ao Ensino Secundário, apenas o Colégio da Trofa melhorou a sua posição no ranking nacional. Ao subir oito lugares, a escola privada assumiu-se a 37.ª melhor do País, com uma média global de 12,82 (no ano letivo anterior foi de 12,17).

Do total das 452 provas realizadas, destaque para a nota média conseguida a Geografia, 13,16, a 13.º melhor do País, e a Matemática Aplicada às Ciências Sociais, 13,24. Na mesma ordem de grandeza, ficaram os exames de Biologia (13,33) e Física e Química (13,26). Seguem-se Matemática (12,89), Português (12,74) e História (10,92). A única média negativa foi a de Filosofia, situada nos 9,09.

Já a Escola Secundária da Trofa, que realizou 469 provas, desceu no ranking nacional para o 97.º lugar (queda de 37 posições), ao piorar a média global de 11,85 para 11,63. Apesar disso, o estabelecimento de ensino registou nota média positiva em todos os exames, com destaque para a Matemática Aplicada às Ciências Sociais, de 13,58, a 17.ª melhor do País. A média de Matemática situa-se nos 12,67 e a de Português nos 12,14. Seguem-se Biologia (10,99), Geografia (10,46), Filosofia (10,21) e Física e Química (10,08).

Com 78 provas realizadas, a Escola Básica e Secundária do Coronado melhorou a média global de 11,12 para 11,15, mas ainda assim desceu 11 lugares no ranking, assumindo-se como a 144.ª a nível nacional. Na Filosofia, conseguiu a 13.º melhor média do País – 12,93 -, e conseguiu positiva a Português (12,03), Matemática (11,58), Biologia (10,93) e Matemática Aplicada às Ciências Sociais (10,18). Na Física e Química, a média situa-se nos 9,91 e na Geografia nos 8,93.

Diretores evidenciam melhores indicadores

Para o diretor do Agrupamento de Escolas do Coronado e Castro, Renato Carneiro, os rankings escolares “dizem pouco sobre o trabalho efetuado pelas escolas”, uma vez que compara estabelecimentos que acolhem alunos com situações socioeconómicas diferentes. “Escolas cujos alunos provêm dum contexto familiar com boas condições económicas, sociais e culturais não devem ser comparadas com outras escolas em que os alunos são de níveis sócio económicos baixos e com um número significativo de subsidiados pela ação social escolar. Os primeiros, com determinantes sociológicos familiares favoráveis, com objetivos de vida bem vincados, são motivados a lutar pelo que desejam, os segundos, preocupados com a subsistência da família, encaram a escola como lugar de passagem até terem idade para ingressarem no mundo do trabalho, de modo a poderem ajudar no sustento das suas famílias”, explicou.

Ainda assim, Renato Carneiro não deixou de evidenciar “os resultados alcançados pela Escola Básica do Castro no 9.º ano, a escola pública do concelho com melhores resultados, e pela Escola Básica e Secundária do Coronado e Castro, a filosofia no 12.º ano, com os melhores resultados no concelho”.

O diretor do Agrupamento referiu ainda a taxa do percurso escolar sem retenções (reprovações), indicando o “36.º lugar” da EB do Castro e o “7.º” da EBS do Coronado e Castro, no ranking nacional.

Paulino Macedo também relativiza a fiabilidade dos rankings para definir quais as melhores escolas, uma vez que as condições dos estabelecimentos públicos e privados não são as mesmas. Mas apesar de não ser “seguidista” destes indicadores, o diretor do Agrupamento de Escolas da Trofa não é indiferente, considerando que “trazem algumas mensagens” às quais está “atento”. Socorrendo-se do ranking elaborado pelo JN, Paulino Macedo destaca o “80.º lugar” da Escola Secundária a nível nacional, um indicador que melhora significativamente se forem excluídos os estabelecimentos de ensino privado. Desta forma, surge em 19.º.

“A Escola Secundária da Trofa mantém-se desde 2014 entre as primeiras cem escolas do país. No terceiro ciclo ocupamos o meio da tabela e entre 1195 unidades orgânicas ocupamos a posição 557”, destaca.
Paulino Macedo conclui que o Agrupamento “está bem e recomenda-se”, mas “não está tudo feito” e ainda “pode ser melhor”, sublinhando que o “sucesso” se deve ao “trabalho dos alunos, à proximidade com os seus encarregados de educação e às associações de pais, a um programa de apoio aos alunos muito personalizado e ao trabalho dedicado dos professores”.