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Edição 457

Rali dos Patrocinadores – Jovens contactam com mundo do automobilismo

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Dois simuladores de carros de corrida e uma máquina real em exposição chamaram a atenção dos estudantes da Escola Básica e Secundária de S. Romão do Coronado, que também ouviram os testemunhos de dois pilotos. Atividade, realizada na manhã de quarta-feira, visou promover Rali dos Patrocinadores.

De mãos firmes no volante Ferrari, Bruno Correia tentava acelerar sem se despistar nas curvas. O jovem estudante da Escola Básica e Secundária de S. Romão do Coronado não estava a conduzir um carro de verdade, mas sim um simulador que foi colocado na escola como forma de promoção do Rali dos Patrocinadores, que se realiza na freguesia do Coronado, a 2 de fevereiro.

Ao NT, sem tirar os olhos do ecrã, explicou que a experiência estava a ser “difícil”, por ser “muito real”. “O volante prende um bocado e também é difícil controlar os pedais, pois temos que estar sempre a carregar no acelerador e no travão”, contou.

Apesar de não acompanhar o automobilismo, Bruno deixou no ar a possibilidade de “começar a apreciar”, graças à iniciativa promovida pela Junta de Freguesia e do Gondomar Automóvel Sport, promotores do rali. O jovem assegurou que vai ver a prova, até porque passará à porta de casa. “Vou estar a torcer pelo melhor”, sublinhou.

No recinto da escola, um carro de competição chamava a atenção de miúdos e graúdos, mas eram os mais novos que se atreviam a entrar para ver a perspetiva do piloto ao volante. “Deu vontade de dar uma volta nele”, confessou Jorge Silva.

Na atividade também marcaram presença dois pilotos, Zé Pedro Fontes, padrinho do Rali dos Patrocinadores, e Gonçalo Gomes, que junto dos alunos deram o testemunho do que é viver no e do desporto automóvel. “Estas iniciativas são fantásticas não só para promover o automobilismo, mas também para mostrar a estes jovens que a modalidade não é andar depressa nas estradas, mas apenas e só dentro de circuitos fechados e com todas as normas de segurança”, afiançou Gonçalo Gomes.

Os testemunhos serviram para “mostrar aos jovens o caminho que têm de percorrer, e que às vezes não é fácil, para poder alcançar um sonho”. Para ajudar na concretização desse desígnio, os simuladores, constituem “uma ferramenta importante para que possam evoluir mais rápido”. “Há 20 anos não existia nada disso, hoje em dia não se consegue fazer nada sem se passar pelos simuladores. Sou um dos instrutores de uma academia de pilotos a nível mundial e houve um português, o Miguel Faísca, que ganhou a final mundial e que ganhou um prémio de mais de um milhão de euros e está inserido numa equipa de fábrica. Há seis meses era um simples estudante e hoje é um piloto profissional e anda pelo mundo a fazer corridas de automóvel”, testemunhou.

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“Envolver a comunidade escolar” na promoção do Rali dos Patrocinadores e “sensibilizar os jovens para o desporto motorizado” foram os objetivos da Junta de Freguesia do Coronado para esta atividade. O presidente, José Ferreira, explicou que “a escola era o lugar de eleição para apresentar a prova e também para satisfazer a curiosidade da juventude”. “Quem sabe se não estará aqui um futuro piloto de âmbito nacional ou mundial e desta forma poderão esclarecer todas as dúvidas próprias da idade”, vaticinou.

O autarca assegurou ainda que “está tudo a postos” para a competição, que vai colocar o Coronado no mapa automobilístico nacional.

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Edição 457

O desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro

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Na história dos tempos, os jovens sempre foram considerados uma força importante para o desenvolvimento das sociedades e para a humanidade seguir adiante, mas na atualidade, e numa visão funcionalista e mercantilista da sociedade, os jovens são considerados descartáveis, em virtude de não responderem às lógicas produtivas, nem a qualquer critério útil de investimento. As consequências desta visão retrógrada são o flagelo do desemprego, e em particular o desemprego jovem.

Desempregado é o individuo com idade mínima de 15 anos que não tenha trabalho remunerado e esteja disponível para trabalhar. Se tem entre 15 e 34 anos, e está nestas condições é considerado, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), desempregado jovem. Esta triste realidade, que chega a atingir os 40%, não é só portuguesa; é também europeia. São muitos os países europeus, que atingem esta elevadíssima percentagem de desempregados jovens.

Os números do desemprego jovem, ainda são mais assustadores, pois é considerado empregado o individuo com idade mínima de 15 anos que tenha efetuado um trabalho de pelo menos 1 hora mediante o pagamento de uma remuneração. São muitos os jovens que, em situação de desespero, aceitam um trabalho temporário. Estes jovens, que aceitaram este trabalho precário e receberam uns parcos dinheiros, não contam para o desemprego. Também não se contabiliza os que emigram. Por estes motivos, os dados avançados pelo INE, referentes ao desemprego jovem, estão muito longe da realidade.

A legislação, que supostamente foi feita para originar a criação de novos postos de trabalho, define que os contratos de utilização de trabalho temporário podem renovar-se até ao limite máximo de dois anos, mas tem sido facilmente contornável. Os contratos nunca duram até ao limite temporal estabelecido, pois são rescindidos antes, para nunca atingir o limite, e volta-se a contratar o mesmo trabalhador, originando um círculo vicioso maléfico para a juventude.

O trabalho temporário, que seria importante para a flexibilização do mercado de trabalho, desde que adequadamente utilizado, transformou-se numa aberração e num abuso sem precedentes. Esta triste realidade, que tem tido beneplácito do poder político e também do poder judicial, demonstra o forrobodó que tem sido, principalmente para as grandes empresas multinacionais, que chegam a contratar o mesmo trabalhador para outras funções, ou com outra categoria, por novos períodos de tempo, chegando a atingir 10 e mais anos. Assim, formalmente, não corresponde a uma renovação contratual, mas a um novo contrato, mesmo que, na realidade, seja para ocupar o mesmo posto de trabalho.

O aproveitamento escandaloso dos estágios curriculares e o trabalho temporário têm sido um engulho ao desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens, pondo em causa o seu futuro. Com esta nova realidade, e porque ser jovem é (devia ser) acreditar e correr atrás dos sonhos, surgiu um novo ciclo de emigração não voluntária, agora mais jovem e qualificada, com consequências graves para o futuro do país, que pagará caro por esta falta de visão.

Portugal está a empurrar para o estrangeiro uma geração, talvez a mais bem qualificada de sempre!

Num país onde não se pode ter esperança, nem sonhos, emigrar é o mais natural. O futuro comum é negro, pois está hipotecado. O flagelo do desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro. Infelizmente, em Portugal, a história do futuro está a escrever-se na porta de saída. É triste que assim seja!

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 457

Exposição fotográfica revela trabalho solidário em Moçambique (C/Video)

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No dia 23 de outubro de 2013, o trofense Silvano Lopes partiu para Moçambique, com o intuito de a realizar, durante um mês, um documentário junto da Organização Não Governamental (ONG) Um Pequeno Gesto, com vista ao apadrinhamento de crianças e divulgação da instituição.

Quase três meses depois, o trofense vai divulgar o resultado do seu trabalho, através de uma reportagem fotográfica que vai estar exposta na sala de exposições do FIJE – Fórum de Inovação para Jovens Empreendedores. “Um pequeno gesto, uma grande ajuda” é o nome do projeto de solidariedade que Silvano Lopes realizou em Moçambique e que tem como objetivos “divulgar o resultado de todo o seu trabalho e, simultaneamente, promover esta ONG e os seus objetivos de solidariedade, que passam pelo Programa de Apadrinhamento, que liga uma criança moçambicana a um padrinho de língua portuguesa”.

Assim, do dia 3 de fevereiro a 28 de março, a sala de exposições do FIJE recebe “uma seleção de 20 fotografias” de Silvano Lopes, que retratam o tempo passado em Moçambique

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