Paróquia de Santiago de Bougado renovou solenemente a Confraria das “Almas”, com a bênção da nova bandeira e das Opas que os membros vão usar.

O mártir S. Sebastião e a Nossa Senhora do Carmo são os protetores da Confraria das “Almas”, que foi renovada solenemente na paróquia de Santiago de Bougado, no dia dedicado a S. Sebastião, 20 de janeiro.

Durante a celebração solene da eucaristia em honra do santo, o pároco, Bruno Ferreira, benzeu a nova bandeira da confraria, assim como as opas que os membros que a constituem vão usar. No final, a Confraria liderou a procissão de oração ao cemitério pelas almas.

A Confraria, que foi “fundada em 1722”, tem os “seus próprios estatutos e função”, da qual fazem parte o pároco da freguesia (presidente), Carlos Sousa (sacristão), António da Silva (tesoureiro), Adélio Neves, António Sousa, Artur Silva, Boaventura Ramos, Fernando Dias, José Araújo, José Campos, José Ferreira, Manuel Maia , Manuel Cruz e António Coelho.

Segundo os estatutos, a missão desta Confraria e dos seus membros passa por “mandar celebrar todas as semanas uma intenção pelas almas, uma eucaristia mensal com procissão de oração ao cemitério pelas almas, um ofício de defuntos cantado todos os meses, a participação dos membros nas missas pelas almas, marcar o dia de S. Sebastião (dia do protetor da Confraria) com missa solene, integrar as procissões das festas da paróquia e o compromisso dos membros de rezarem todos os dias pela almas”.

A assinalar o “primeiro ano” em que foi nomeado pároco “do Bougado grande” (21 de janeiro), Bruno Ferreira declarou que faz parte da sua missão “dar conta dos movimentos e das confrarias que a paróquia tem”. Como a Confraria das “Almas” é das “mais antigas”, o pároco sentiu “a necessidade de a renovar e escolher os membros que assumissem a missão e ajudassem a cumprir e a pôr em prática os estatutos da própria confraria em benefício das almas, não procurando honrarias, vaidades, mas servir a comunidade da paróquia”.

A Confraria, que tem “em saldo algum dinheiro fruto das esmolas das pessoas para as almas”, tem “a missão de saber gerir esse dinheiro em favor das almas”. A “atividade e gastos” desta confraria depende “somente do dinheiro/esmolas/ofertas dadas pelo povo”. A Confraria passa a ter uma bandeira, com as imagens dos santos protetores, uma vez que apenas tinha “o estandarte antigo de madeira”, que já estava “velho”.

Por ser uma Confraria “paroquial”, Bruno Ferreira tentou escolher “elementos de todas as zonas da paróquia que representassem a portabilidade”. O mandato, para já, terá “um tempo de estabilidade que se vai manter”, havendo “renovação” aquando do pedido de “dispensa” pelos membros “em consonância com o pároco”. “Depois se sentirmos que deve entrar mais alguém, vê-se, mas para já começa com este número simbólico de 13 juntamente com o pároco”, referiu.

Bruno Ferreira acredita que a renovação da Confraria vai fazer “muito bem à paróquia”, porque “os paroquianos não podem esquecer os seus irmãos que já partiram”.