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Ano 2008

Rali chega sábado a Dakar

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As tempestades de areia ainda não se abateram sobre os mais de cinquenta pilotos que partiram da Trofa e que deverão chegar este sábado à capital do Senegal. Para conduzir neste rali não é necessário ter carta de condução e muito menos ter 18 anos porque os comando são para qualquer idade.

 O exemplo do Gonçalo Costa de seis anos ou da Ana Veloso de nove são a prova de que, para se conduzir estas máquinas a idade não conta. Ana Veloso começou a participar nas provas de Slotcar há cerca de quatro anos quando "por influencia de uns familiares, vim aqui com o meu pai experimentar e fiquei a gostar", assegurando que "competir não é muito complicado, só é preciso ter um pouco de paciência e apetência nos dedos. Ser a única mulher a competir nesta prova não me mete confusão e prefiro estas máquinas às verdadeiras, pois assim não há perigo de termos acidentes", frisou.

José Gil, veio do Porto e apesar da idade, 60 anos, nada o impede de competir. "Sempre gostei de carros, o meu filho faz karting e isto é uma espécie de complemento, pois a idade já não permite as outras emoções dos carros a sério, mas às vezes dá sensações parecidas", brincou.

"Acho esta competição fabulosa, o clube tem uma organização exemplar, há uma confraternização que são agradáveis e estou a ser acolhido magnificamente, como se viesse cá todos os dias há muito tempo".

E porque aqui as avarias também acontecem e todos os dias antes da prova é preciso preparar as maquinas e fazer as afinações finais antes da etapa seguinte.

Esta quinta-feira a caravana do Slotcar faz duas etapas nas dunas da Mauritânia, fortemente guardadas por tropas mauritanas, e chegam à capital do Senegal no sábado, disputando aí as duas derradeiras etapas.

Quem também fez o gosto ao dedo foi o piloto famalicense Adélio Machado que, depois de cancelada a prova do Dakar com máquinas a sério decidiu experimentar a adrenalina dos carros de comando. Adélio mostrou-se um pouco desagradado com o cancelamento do rali pois "significa um prejuízo muito grande não só para a organização mas também para a toda a equipa que durante um ano preparou os carros, camiões e motas e na última hora vêm tudo desmoronar-se", frisou.

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Quanto ao Trofa Dakar, o piloto da Padock Competições reconhece o excelente trabalho do Clube de Slotcar da Trofa, frisando que "deveria existir mais clubes deste em Portugal". Adélio Machado garante que virá à Trofa mais vezes pois "experimentei e fiquei a gostar".

 João Pedro Costa presidente do Clube de Slotcar da Trofa granate que o clube "foi bafejados pela sorte, porque a desmarcação do Lisboa Dakar deu uma projecção ao Trofa-Dakar, ao slotcar e inclusive à cidade da Trofa, porque passamos a ter muitos participantes vindos de várias zonas do país".

O presidente salientou que " o clube tem cerca de 70 associados, dos quais 30 a 40 são praticantes regulares, logo estamos acima desse número, o que para nós é um motivo de satisfação".

Quanto à chegada ao final da prova, João Pedro garante que alguns pilotos vão chegar ao fim da prova, outros se calhar vão ficando pelo caminho, de qualquer forma as questões de segurança aqui não se colocam, a caravana certamente vai seguir toda para o Senegal", brincou. "Todos aqueles que entram no Dakar à escala real tem sempre o objectivo chegar à meta e aqui essa meta é chegar a uma confraternização na última prova num restaurante, penso que toda a gente vai querer chegar a esse dia", concluiu.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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