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Ano 2008

A LEI DO TABACO

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Para quem não me conhece, afirmo-me como fumador. Afirmo também que, apesar de reconhecer que me prejudica a saúde, e que preferia não ter este maldito vício, não sinto vergonha de ser fumador.

   A História da Humanidade está cheia repleta de educadores do povo, de donos da verdade, de iluminados e não creio que tenham deixado saudades.

Vem isto a propósito da nova lei sobre a proibição de fumar em vários locais, aliás, quase todos os locais, num texto legal que parece ter sido feito para que os fumadores fossem humilhados em pequenos cubículos como se fossem portadores de mal tão grave que, se a lei não fosse aprovada, o Director Geral de Saúde se demitia.

Muito honestamente, fiquei com pena que não se tivesse demitido por causa desta mesma lei.

Significa isto que não devia ser aprovada uma lei que protegesse os não fumadores? Nada disso.

Reconheço que nem sempre os fumadores têm a consideração devida e o respeito pela saúde dos outros e que deve ser muito desagradável, para quem não fuma, estar na presença dum fumador, sobretudo quando o fumador não revela o devido cuidado para não prejudicar os que não fumam.

Acontece que esse é um problema mais geral de educação e não se verifica apenas com o tabaco: a falta de respeito pelos outros tem uma amplitude muito mais vasta. Basta ver o lixo que se acumula nas ruas, e não só, para avaliarmos o civismo de muitos, fumadores ou não.

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Reconheço, portanto, que é justo que estes sejam protegidos. Bastaria que a legislação criasse condições para que estes não fossem incomodados e não se caísse no ridículo de se procurar encurralar os fumadores que correm sérios riscos de serem acantonados.

A verdade é que se trata, em grande medida, dum problema de intolerância, duma grosseira intromissão na esfera individual dos cidadãos e não uma mera medida de protecção dos que não fumam.

O prazer dos fumadores está nos cigarros que fumam e não na perturbação que provocam nos outros. Sendo assim, as regras de convivência deviam ser reguladas tendo em conta o conforto e o desconforto que os exageros, para um lado ou para outro, podem causar.

Já existia um razoável número de proibições e que, admito, podiam ser alargadas.

Já era proibido fumar nos locais de atendimento público ou de frequência obrigatória. Os locais de frequência não obrigatória podiam ser objecto de estudo e, eventualmente, algumas restrições mas nunca deste radicalismo fundamentalista próprio de educadores do povo de tão tristes memórias.

Não parece razoável que o Estado continue a cobrar impostos elevadíssimos (cerca de 80%) aos cidadãos fumadores e, depois, procure acantoná-los em pequenos cubículos como se sofressem de doenças raras.

O argumento que os fumadores saem caros ao SNS não colhe: o fumador, antes de ter alguma doença causada pelo tabaco, já pagou todos os tratamentos em impostos que são cobrados.

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O Estado devia ter a coragem de proibir a produção e comercialização do tabaco, abdicando das receitas que o mesmo proporciona.

É digno das melhores caricaturas que o principal responsável da ASAE, entidade que vai aplicar muitas penalisações aos cidadãos, tenha sido encontrado a fumar em local proibido, convencido que era permitido (alguém acredita?).

Depois, vem o artifício jurídico de permitir fumar em casinos. Os restaurantes dos casinos não são iguais aos outros? E os bares dos casinos? A diferença está onde? A lei não é, afinal para todos?

Desde quando é que as leis do jogo e dos casinos regulamentam sobre tabaco? Absurdo…..

O Estado estará na disposição de compensar os pequenos comerciantes pelos prejuízos que estão a sofrer pela baixa dos seus negócios?

Sempre gostaria de ver como é que os apoiantes desta nova lei irão reagir quando o Estado criar a próxima regra, aparentemente justa, de intromissão na esfera individual e que toque nos seus hábitos inofensivos.

No que me toca, cumpro, naturalmente, a lei mas recuso encolher-me e a ter vergonha de ser fumador, apesar de reconhecer que me prejudica a saúde e necessitar de estar atento para não prejudicar os outros.

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Afonso Paixão

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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