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Ano 2008

“Um sonho que se tornou realidade”

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Rui Pedro Silva confessou ao NT o que sentiu ao qualificar-se para os Jogos de Pequim

Os Jogos Olímpicos, apesar se serem um "sonho" nunca se tornaram numa "obsessão" para Rui Pedro Silva. A vitória na prova em Vigo, Espanha, abriu-lhe as portas para Pequim, onde o atleta espera "uma boa classificação" e se possível "ser o melhor da Europa".

{flvremote}http://trofa.otos.tv/videos/ruipedrook.flv{/flvremote}  Há um ano atrás era "um sonho", hoje é pura realidade. A próxima paragem de Rui Pedro Silva são os Jogos Olímpicos de Pequim. O atleta da Trofa é 74º português a representar o país nesta competição. Em Julho de 2007, em entrevista ao NT, o atleta admitia o "sonho de atingir os Jogos Olímpicos" e este mês concretizou-o, ao conseguir os mínimos na modalidade dos 10 mil metros, em Vigo, Espanha, numa corrida completamente alucinante. Ao NT, Rui Pedro recordou os momentos que se seguiram depois de 28.05,78 minutos de corrida: "Quando acabei ainda não tinha a certeza se tinha conseguido ou não. Só passados cinco minutos é que tive a certeza. Foi uma alegria muito grande, mas mesmo assim ainda estava confuso. Só no dia seguinte é que vendo na televisão e nos jornais é que vi que tinha mesmo conseguido".

Rui Pedro sente-se melhor no corta-mato, mas assume-se como um atleta polivalente. Em Pequim vai ter que fazer pista, especialidade em que se classificou na cidade espanhola e que indicia o seu bom momento. Os Jogos Olímpicos, apesar se serem um "sonho" nunca se tornaram numa "obsessão". "Preparei-me a época quase toda para a prova de Vigo, mas objectivo (de chegar às Olimpíadas) só se tornou mesmo há um mês, quando dei sinais que estava em boa forma e que só precisava mesmo da corrida certa. Tive a felicidade de acertar", contou.

Já com o pensamento em Pequim, Rui Pedro Silva entra em estágio no próximo sábado, começando uma intensa preparação para a prova. O objectivo passa por "alcançar uma boa classificação" e se possível "ser o melhor da Europa".

Os seus dias até 4 de Agosto resumem-se a "acordar, tomar o pequeno-almoço, treinar até chegar a hora do almoço para depois cerca das seis horas voltar a treinar".

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Fazer desporto profissional não é só "calçar umas sapatilhas e correr", por isso o atleta lamenta o facto de as pessoas não "reconhecerem da mesma forma outros desportos que não o futebol". Não é muito abordado no exterior, porque afinal não é "nenhum Cristiano Ronaldo para poder andar sempre na rua. Tenho que treinar grande parte do dia, já que não há substituições, não posso sair para entrar outro para o meu lugar", explicou o atleta do Maratona, que é treinado por João Campos.

Da Trofa não recebe "apoios de ninguém", e estes cingem-se "à equipa e patrocinadores".

 

Uma carreira iniciada no Ginásio da Trofa

Como toda a criança, Rui Pedro Silva começou a correr desde pequeno, para depois, na escola, começar uma nova fase. Entrou no Ginásio da Trofa com seis anos e tornou-se profissional em 2000. Na sua estante guarda alguns prémios quando estava em escalões inferiores e também troféus já quando se tornou atleta profissional. De todos, os mais especiais são os que ganhou quando foi "campeão nacional em 2007 e quinto classificado no Europeu de 2006".

Agora as expectativas são elevadas, mas Rui Pedro não deixa de ter os pés bem assentes na terra. Até porque já estar nos Jogos Olímpicos é um feito que só os melhores do Mundo conseguem.

 

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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