A Asinhas foi o presente que a ASAS – Associação de Solidariedade e Acção Social de Santo Tirso recebeu no 15º aniversário, comemorado na passada sexta-feira, num jantar solidário que contou com mais de mil pessoas.

A mascote, uma ave branca com um bico cor-de-laranja e umas enormes asas, foi apresentada por Gilda Torrão, secretária-geral da instituição, acompanhada por algumas crianças que dão sentido à existência da ASAS.

Mais de mil rostos, de todos os estratos sociais, oriundos essencialmente da Trofa e Santo Tirso, mais do que fazerem jus ao lema “dar asas à vida”, mostraram que um pequeno gesto pode mudar o mundo de uma criança. E a Trofa, no que toca à solidariedade, está “na primeira linha”. Quem o diz é Eurico Ferreira, um dos empresários do concelho e um dos testemunhos de um jantar que deu à antiga fábrica Cortel, em Santo Tirso, um colorido diferente.

“É com apreensão que vejo este trabalho desenvolvido pela ASAS, porque é um dever que temos, nós, a quem, felizmente, não falta nada, olhar para a pessoa que está do nosso lado e que lhe falta tudo”, afirmou o empresário, que mostrava consonância com Vítor Boucinha, administrador do Centro Hospitalar do Médio Ave, e outra das muitas caras conhecidas presentes no jantar.

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A solidariedade é um valor, que na opinião de Boucinha, “está patente e latente” e é expresso pelo trabalho da ASAS: “é uma organização notável e todas as pessoas devem e têm por obrigação apoiar, porque é um movimento que tem tido tal reconhecimento social, que mais do que nunca deve ser apoiado”, referiu.

José Pinto, presidente da ASAS, fez um discurso emotivo, com um balanço da actividade da associação durante os 15 anos de existência. E como esta é uma instituição que não pára, o presidente falou do projecto que a ASAS vai concretizar brevemente. Vila das Aves é a freguesia de Santo Tirso que vai receber uma instituição para jovens dos 12 aos 18 anos, uma faixa etária ainda não coberta pela acção da ASAS. Mas as pretensões não ficam por aqui. Segundo José Pinto, a Trofa também vai ser contemplada com uma instituição, esta dirigida para a autonomia dos jovens.

“Vamos inaugurar a próxima instituição (em Vila das Aves) em Julho e pensamos arrancar logo de seguida com a outra. Estará vocacionada para preparar os jovens com mais de 18 anos para o trabalho e para a vida”, afirmou.

A notícia foi recebida por Bernardino Vasconcelos, presidente da Câmara Municipal da Trofa, com agrado: “É bem-vinda (a instituição). Faremos a partilha sempre que a ASAS quiser. Ao longo destes anos temos tido uma participação constante no apoio às instituições de solidariedade social, no sentido de elas poderem desenvolver os seus projectos físicos e imateriais”, referiu.

José Pinto sente-se “vaidoso” por liderar uma instituição como a ASAS, mas faz questão de lembrar que o trabalho não é só seu. “É também de dois presidentes que me antecederam e que prestaram um serviço extraordinário”, sublinha.

O Centro Comunitário da Trofa também é motivo de orgulho para José Pinto, pois “conta com a presença de 60 idosos por dia”, o que dá sentido ao objectivo da ASAS de trabalhar para uma família “dos zero anos à terceira idade”.

A Casa do Sol, instituição a abrir em Vila das Aves, contou com o apoio da Câmara Municipal de Santo Tirso, que comparticipou, segundo o edil, Castro Fernandes, com mais de 50 mil euros.

“Entendemos que esta é uma forma de colaborar activamente na resolução dos problemas da nossa sociedade e que se estas instituições não forem apoiadas poderemos ter consequências negativas”, esclareceu.

Para o presidente tirsense, a ASAS representa um “êxito enorme de todos aqueles que desde a fundação fizeram dela uma casa fantástica em termos sociais”.