A empresa trofense Eurico Ferreira abriu, no passado sábado de manhã, as portas das suas instalações para aqueles que quiseram ser heróis por um dia e oferecer um sorriso pela vida dos que mais precisam. No sentido de mostrar o envolvimento do tecido empresarial do concelho em acções de solidariedade, a empresa realizou mais uma acção de colheita de sangue.

 Pela sexta vez consecutiva, a empresa Eurico Ferreira, situada em Santiago de Bougado, promoveu mais uma acção de colheita de sangue, em parceria com o Lions Clube da Trofa e o Instituto Português do Sangue.

Foram largas dezenas os dadores que abdicaram de cerca de 10 minutos do seu tempo para poderem salvar a vida dos que mais precisam. É o caso de Natália Ferreira, dadora assídua que realizou uma dádiva pela segunda vez na empresa Eurico Ferreira. “Vim por solidariedade, gosto de ajudar e é uma boa maneira de sermos solidários para com os outros quando precisam”, afirmou ao NT. Afirmando esperar “poder contar com o mesmo contributo se precisar um dia”, Natália Ferreira assegura que, enquanto puder, irá continuar a dar sangue. A garantia é partilhada por Celestino Ferreira da Silva, também dador assíduo que espera poder dar continuidade à sua boa acção, que remonta já aos tempos em que cumpria serviço militar. “É uma ajuda e um bem essencial que se deve fazer às pessoas, hoje estou a dar e amanhã posso precisar”, salientou.

Foi pela “vontade de fazer algo pelos outros” que surgiu a ideia de promover acções de colheita de sangue na empresa Eurico Ferreira. Já há seis anos que uma vez por ano esta acção se realiza nas instalações da empresa, revelando assim o envolvimento do tecido empresarial do concelho em acções solidárias. “O objectivo é continuar a fazer, pelo menos uma vez por ano. Não podemos fazer mais vezes porque é dificil recolher tantas pessoas e achamos que não devemos estar sempre a insistir e a pedir às pessoas”, considerou Olga Ferreira, administradora da empresa, em declarações ao NT. De acordo com a responsável, a adesão a esta iniciativa é cada vez maior e prova disso são “as cento e tal pessoas que vêm fazer a inscrição e tentar dar sangue mesmo”. “As pessoas participam uma vez e depois estão dispostas a participar sempre”, assegurou Olga Ferreira. “Vamos continuar sempre que pudermos, porque entendemos que é uma iniciativa importante para a comunidade e para nós próprios”, rematou.

Ter um bom estado de saúde, hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50 quilogramas e ter idade compreendida ente 18 e 65 anos (60 anos se for a primeira dádiva) são os simples requisitos de um gesto que pode fazer a diferença e salvar vidas.