Segundo o relatório anual “Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano” apresentado publicamente pela ERSAR, nos concelhos da Trofa e Santo Tirso a qualidade da água é segura para consumo humano, mas, segundo a Deco, paga-se caro.

O relatório “Qualidade da água para consumo humano em Portugal – 2013” da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) confirma que a qualidade da água dos concelhos da Trofa e Santo Tirso é de cem por cento segura para consumo humano. Segundo o relatório, a água para consumo humano em Portugal Continental apresenta “uma excelente qualidade”, com o indicador de água segura “a superar mais uma vez os 98 por cento”, garantindo-se aos portugueses que “podem beber água da torneira com confiança”.

Mas a qualidade da água paga-se caro nestes dois municípios, pois, segundo a Deco Proteste alertou esta quarta-feira – Dia Nacional da Água -, os concelhos da Trofa e Santo Tirso têm o preço de abastecimento “mais elevado” no valor de “221 euros”, ao contrário de Terras de Bouro que tem o “preço de abastecimento mais baixo”.

No portal, a Deco Proteste apresenta “uma simulação do valor para consumo de 120 metros cúbicos anuais”, em que se paga 430,91 euros, desde o abastecimento de água (239,03 euros), saneamento (105.12 euros) e resíduos sólidos urbanos (86,76 euros). Já a simulação do valor para consumo de 180 metros cúbicos anuais apresenta um total de “558,27 euros”, em que “327,39 euros” corresponde ao abastecimento de água, “144,12 euros” corresponde ao saneamento e “86,76 euros” é dos resíduos sólidos urbanos. Segundo a Deco, estes são os “tarifários em vigor em setembro de 2014” e “os valores apresentados não incluem IVA”.

A Trofa aplica um tarifário social “reduzido para resíduos sólidos urbanos” e uma “redução no serviço de resíduos sólidos” para “reformados com carência económica”.