joana-lima-2Joana Lima apresentou prioridades

 Foi no “símbolo” da Trofa que Joana Lima, candidata do PS à Câmara Municipal da Trofa, falou dos projectos que pretende desenvolver caso vença as eleições autárquicas deste ano. O Parque Nossa Senhora das Dores serviu de palco para uma entrevista exclusiva, em que a socialista garantiu que o primeiro passo a dar enquanto presidente da autarquia é tirar os Paços do Concelho do papel.

 Uma mulher “do povo” que põe os trofenses “à frente de qualquer interesse particular”. É com esta mensagem que Joana Lima revalida a candidatura à Câmara Municipal da Trofa nas eleições autárquicas deste ano.

A deputada socialista e candidata à autarquia pela segunda vez consecutiva, foi escolhida por 46 membros do partido para encabeçar a lista às próximas autárquicas, recolhendo o apoio da maioria dos militantes daquela estrutura e provando “a harmonia” que se vive no seio do PS Trofa.

Agora, é tempo de começar a pensar em constituir uma equipa capaz de “retirar Bernardino Vasconcelos e restante comitiva laranja do executivo camarário” e dar pela primeira vez o poder autárquico da Trofa ao Partido Socialista.

O perfil “aberto e liberal” do PS faz a candidata acreditar que o segredo para “dar o salto” é integrar independentes nas listas do partido. “Ninguém vai ficar de fora. Temos que abrir ao exterior, compor listas com militantes e independentes, porque só assim podemos dar o salto para que os trofenses se sintam bem representados”, afirmou a candidata em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

No que toca à lista que irá compor para a Câmara Municipal, Joana Lima diz-se”convencida em encontrar um bom independente, que deu provas à Trofa para poder integrar” a lista para a autarquia. No entanto, a socialista considera que ainda “é muito cedo” para pensar em listas, motivo pelo qual ainda não constituiu nenhuma equipa para integrar a Assembleia Municipal da Trofa.

Já com “alguns candidatos encontrados” para as listas às juntas e assembleias de freguesia, a socialista afirmou que ainda “há muito tempo para conduzir o processo” e evitar os momentos “atribulados” de há quatro anos atrás. A “maior receptividade das pessoas” vai ajudar o Partido Socialista a constituir “boas listas em todas as freguesias” e a lutar com consistência por um concelho mais virado à esquerda.

“Mobilizar a sociedade trofense” assume-se como o “grande projecto” do mandato de Joana Lima, que assegura que “nada será feito nas costas deles (trofenses)”. A candidata quer uma população activa. Uma população à semelhança daquela que se mobilizou contra a construção dos Paços do Concelho no Parque Nossa Senhora das Dores. E no que toca a este assunto, o projecto para o edifício camarário vai ser a “primeira coisa” que Joana Lima vai colocar em prática, caso seja eleita pelos trofenses, porque “não ter uns Paços do Concelho bem construídos e bonitos na Trofa é como ter um jardim sem flores”. O lugar do edifício será “onde os trofenses acharem melhor”, mas nunca no Parque Nossa Senhora das Dores.”Os trofenses jamais perdoarão que qualquer presidente da Câmara pense ou ouse usar este espaço para construir”, afirmou.

O “símbolo” do concelho é, nas ambições da socialista, “para requalificar e dar continuidade ao único espaço verde e de lazer e que acolhe tantos eventos simbólicos”.

 

Baixar taxas de ligação ao saneamento e abastecimento de água “não é impossível”

O trabalho desenvolvido pela Trofáguas na expansão da rede de saneamento básico e abastecimento de água foi reconhecido por Joana Lima como “importante”, mas a candidata não aceita os preços exigidos para a instalação de um equipamento que é obrigatório. “Os utentes pagam quase 750 euros, o que não é admissível. Há pessoas que vivem com reformas de 300 euros e não há uma taxa social para que essas pessoas tenham uma redução nesse valor”. A promessa de reduzir o preço “já tinha sido promessa há quatro anos e vai voltar a ser”, garantiu Joana Lima, pois acredita que “é possível”, já que “outros concelhos praticam uma taxa muito baixa” em relação à Trofa.

Por outro lado, a expansão de grandes superfícies comerciais contribui, na opinião de Joana Lima, para o comércio tradicional “definhar” a cada dia que passa. Joana Lima acredita que uma solução para o seu ressurgimento é a “requalificação da Rua Conde S. Bento”.

Joana Lima é apologista de um “desenvolvimento sustentado”, que deverá ser explorado por “bons técnicos da Trofa, capazes de darem o seu contributo e o seu conhecimento”.

É no tecido empresarial que o concelho se tem destacado no Vale do Ave e é por aí que “tem condições para desenvolver de uma forma harmoniosa”, aliando-se a todos as infra-estruturas que estão a ser criadas pelo Governo e que mereceram o regozijo da deputada. “A variante ferroviária foi consignada à segunda fase, a linha do Metro até à Trofa foi desbloqueada pelo Governo e as variantes rodoviárias são para andar com toda a força”, sublinhou.

Estes projectos são, para a deputada, um ponto de partida para uma descentralização da cidade. Sem esquecer que “é necessário criar uma centralidade em S. Martinho e Santiago de Bougado”, Joana Lima quer também ver S. Mamede e S. Romão do Coronado como um “segundo pólo urbano” do concelho, onde devem ser construídos “um Centro Cívico e um Centro Cultural”.

 

Projecto da ALET “está na gaveta”

Caso seja eleita presidente da Câmara Municipal, Joana Lima assegura que não vai diferenciar as oito freguesias da Trofa. “Cada um tem o seu espaço para poder sobressair no concelho. De Guidões a S. Romão do Coronado, todas têm uma particularidade” e o mais importante é manter presente que todas “precisam de ser desenvolvidas”.

A candidata promete não “esquecer as pessoas mais necessitadas que, quanto mais estão distanciadas do centro urbano, mais necessidades têm”, nem de “aperfeiçoar” algumas políticas, como a da educação. “A Trofa aderiu a um protocolo de delegação de competências com o Ministério da Educação, de onde se recebe quase 500 mil euros, pelo que agora existe dinheiro que pode aplicar nas escolas para fortalecer a comunidade escolar. Só assim é que o ensino e a aprendizagem sairão melhores”, afirmou.

Para a socialista não é coerente manter “projectos na gaveta”, exemplificando o da Área de Localização Empresarial da Trofa: “é um projecto que está a ser desenvolvido há anos e que infelizmente só tem tido gastos, pois o conselho de administração sai muito caro aos trofenses. Do ponto de vista prático nada está a ser feito”, sublinhou.

Joana Lima não quer que a ALET caia no esquecimento, como aconteceu com o comboio no Muro. No entanto, agora que a freguesia vai contar com a passagem do Metro e com a proximidade de um nó da variante rodoviária “o Muro tem muitas condições para ser uma das freguesias de grande desenvolvimento”, referiu a socialista.