antonio-azevedoDez anos após a independência “muitas” são as diferenças visíveis. Cingindo-se apenas à freguesia que gere António Azevedo enumerou “as várias ruas em terra batida que agora são quase inexistentes”, o “alargamento das ruas” e o “mau estado” dos estabelecimentos de ensino.

 Não geria os destinos de Santiago de Bougado a 19 de Novembro de 1998, mas conhecia de perto as dificuldades e aspirações dos trofenses, especialmente no sector da educação, onde exerceu a função de responsável pelo agrupamento de escolas da freguesia. Agora aposentado como professor e há 28 anos a viver no concelho, António Azevedo, edil da junta bougadense, afirma que “muita coisa mudou” na Trofa, mas a principal mudança é “invisível” para muitos. “Somos donos de nós próprios. O facto de termos a possibilidade de gerirmos o nosso orçamento apenas para obras para o concelho confere-nos uma grande autonomia”, afirmou.

Dez anos após a independência “muitas” são as diferenças visíveis. Cingindo-se apenas à freguesia que gere António Azevedo enumerou “as várias ruas em terra batida que agora são quase inexistentes”, o “alargamento das ruas” e o “mau estado” da educação, em que as escolas não possuíam cantinas nem ATL’s. A compra do edifício da junta de freguesia à Direcção-geral das Finanças, a construção de um novo, as novas instalações da Segurança Social, o alargamento do cemitério e a requalificação do Souto de Bairros foram outras das mudanças implementadas em Santiago.

O ambiente assume-se como uma “preocupação especial” para o edil, que ao longo do seu mandato teve de “reivindicar” a actuação da autarquia junto de alguns pontos problemáticos da freguesia. O próximo passo a este nível é a “junção de esforços” de todas as freguesias para “obrigar a empresa Savinor exercer a sua actividade, devidamente regulamentada, certificada e a cumprir os requisitos exigidos em termos ambientais”.

 

Vias de acesso estimulam desenvolvimento”

 

“O que há oito anos era um bom investimento, hoje não é”. António Azevedo defende que, em cenário de crise financeira, o melhor planeamento é feito a curto prazo e por isso considera que os Paços do Concelho deveriam ser uma obra repensada, pois “hoje em dia o aluguer é o melhor a fazer”. No entanto tem uma opinião formada sobre qual a melhor localização para o futuro edifício da Câmara Municipal. “A zona da antiga Feruni parece-me a melhor alternativa, pois é um local onde podemos construir como quisermos e não temos limitação de espaço nem de descentralização como na opção dos terrenos junto à estação da CP”.

As obras fundamentais para a Trofa, segundo Azevedo, são as variantes à EN 14 e 104 e o metro, pois “o concelho só se desenvolve se tiver grandes vias de acesso”.

Já o futuro da freguesia bougadense passa pela implementação no terreno do “grande projecto” do executivo de António Azevedo. A obra para a construção do Centro Cívico de Santiago de Bougado, que contemplará capela mortuária e centro comunitário, vai “obrigar” o edil a recandidatar-se “caso não esteja no terreno antes do final do mandato”. A apresentação pública do projecto está marcada para o final deste ano.