Belmira Guimarães é a artista plástica que tem, até 8 de Dezembro, em exposição no FIJE – Fórum Inovação e Jovens Empreendedores, os seus trabalhos. “Renascer” é o mote da artista que apresenta temas campestres, alternando com o bucolismo dos cenários rurais e a componente humana ligada a actividades como as vindimas ou a faina. Natural do Porto, a artista retrata ainda a cidade e os seus espaços.

 “Renascer, nascer de novo, reaparecer, renovar-se, rejuvenescer”. É este o espírito de Belmira Guimarães, artista plástica que veio à Trofa expor alguns dos seus trabalhos.

Descreve a pintura como “um prazer” que apenas foi descoberto perto dos 60 anos. “Eu tenho de ter sempre a mente ocupada com qualquer coisa e eu escolhi a pintura, que é um bichinho que tenho já há muitos anos, só agora a partir dos 60 anos é que a estou a por em prática”, afirmou.

Esta alegria é também partilhada pelos filhos, que segundo a artista, a incentivam a pintar e a expor as telas.

Nos quadros que pinta está presente o “espírito de rejuvenescimento”, nos temas campestres, alternando com o bucolismo dos cenários rurais e a componente humana ligada a actividades como as vindimas ou a faina. Natural do Porto, a artista retrata ainda a cidade e os seus espaços.

“Escolho temas que tenham uma história para contar. Gosto de pintar locais do Porto, paisagens de livros que os meus filhos me oferecem, porque gosto muito de fotografia e consigo transportá-la para a tela. Também gosto de tudo o que tenha a ver com a natureza, ou aos ofícios, como o das vindimas e da faina dos pescadores”, explicou Mira, nome com que assina as pinturas.

O “sonho” de Belmira Guimarães “é melhorar cada vez mais e pintar a sério, portanto este é um trabalho de amadora e não de artista plástica, tenho mesmo que trabalhar muito, mas vou conseguir, porque eu acho que quando se tem o bichinho cá dentro e muita vontade acho que já se tem os ingredientes todos para se conseguir o que se quer”, assegurou.

Quanto à iniciativa do Espaço T, Belmira considerou que “é boa não só para os artistas mas também para as pessoas que vêm visitar, porque não devem pensar só no vai e vem do trabalho, mas também terem oportunidade de ver estes trabalhos, mesmo que não gostem, acho que todas as pessoas devem ter esses momentos de prazer”.

Marta Escudeiro, assistente social no Espaço T, explicou ao NT e Trofa Tv como surgiu a iniciativa das exposições itinerantes promovidas pela instituição. “Fazemos exposições no Espaço T, no Porto, só que achamos que visto que temos cá uma delegação, que a Trofa seria um bom espaço para começarmos a começar a cultivar estas exposições de pintura e cativar as pessoas a participar nestes eventos”, declarou.

Comentando o trabalho da artista que expõe este mês no FIJE, Marta frisou que “o desenrolar foi brutal, entre aspas, porque a Belmira chegou ao Espaço T de uma maneira, e agora a evolução dela é fantástica e é visível. Desde o primeiro quadro até ao actual vemos uma evolução, tanto como pessoa, como relativamente à sua pintura”.

Os trabalhos de Belmira Guimarães poderão ser vistos no FIJE, até ao dia 8 de Dezembro.

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