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Federar a equipa de futebol de 11 foi “uma aposta ganha” para José Ferreira, presidente da Associação Recreativa de Paradela, que se voltou a recandidatar ao cargo que tomará posse esta quinta-feira.

Em entrevista ao NT, o presidente da colectividade admitiu que “tinha consciência que iria ser difícil outra pessoa assumir a direcção pelas despesas e trabalho que dá a equipa de futebol”. Mas foi esse o grande objectivo do mandato, já que a associação “nasceu com o futebol”.

“A associação começou numa brincadeira no campo de Paradela, actual complexo do Clube Desportivo Trofense, em que púnhamos uns paus ao alto e íamos jogar aos domingos de manhã”. E como o campeonato concelhio “já não dava motivação aos jogadores”, a associação resolveu aventurar-se no mundo federado da Associação de Futebol do Porto, com “cerca de 90 por cento dos jogadores naturais da aldeia”.

O primeiro ano foi de “experiência” para depois aumentar a fasquia e tentar conquistar um dos primeiros cinco lugares do campeonato. “E conseguimos. Poderíamos até ter terminado em quarto, mas o último jogo não nos correu tão bem como esperávamos”, referiu.

Apesar das críticas de uns que afirmam o exagero do número de equipas federadas no concelho, José Ferreira defende a necessidade de “fazer com que muitos jovens que jogam até aos juniores consigam prosseguir no desporto”. E é neste sentido que José Ferreira pretende prosseguir o trabalho na modalidade, não rejeitando uma possível parceria com o Trofense, para que alguns juniores possam ingressar no Paradela “e quem sabe chamar a atenção do clube de origem e voltar lá a jogar”.

Apesar de ainda não haver certezas sobre a continuidade de João Cruz no comando técnico da equipa, o futuro passa por uma política de continuidade do plantel, já que muitos jogadores “manifestaram vontade de continuar a jogar” e sem auferirem de ordenados, destaca o presidente. “Foi uma das coisas que andou no ar, mas é mentira que pagamos ordenados aos jogadores. Nós só vivemos do que nos dão os patrocinadores e o que fazemos apenas é dar-lhes uma pequena gratificação”, sublinhou.

Prova de BTT “foi um sucesso”

Apesar do desânimo de não ver a prova de BTT realizar-se no ano passado, o presidente da associação não desistiu de vê-la novamente na Trofa. Este ano o concelho voltou mesmo a ser a capital da modalidade atingindo o “recorde de participações a nível nacional”, com 370 atletas em prova.

A única “pedra no sapato” da direcção liderada por José Ferreira foi o “saldo negativo” das últimas festas de S. Pedro em Paradela.

“No segundo ano do nosso mandato não correu tão bem, porque esperávamos angariar fundos para a associação, mas as ajudas não foram tão grandes, visto a situação de crise que atravessamos”, esclareceu.

Este ano José Ferreira não pretende “cair na mesma asneira” e promete fazer uma festa “conforme o dinheiro que houver”.

Aldeia com mais de 130 atletas

É uma aldeia, mas conta com um número significativo de atletas. São mais de 130 os jovens que ocupam o seu tempo com o desporto, tanto no futsal, no futebol como no BTT. “O principal objectivo da associação era mesmo esse, para ocupar o tempo livre dos mais novos para que eles não andem por outros locais”, esclareceu o presidente.

No que diz respeito às instalações, a associação já esteve sedeada em três locais diferentes, todos cedidos por Abílio Azevedo, que durante os 14 anos da associação “nunca levou aluguer”. A última sede “é a melhor de todas”, pelo que José Ferreira pretende celebrar um protocolo para conseguir a cedência do espaço.

Quanto aos novos projectos, José Ferreira pretende “dar continuidade ao trabalho” sem “sonhar alto”, para que “tudo corra pelo melhor”, ficando as novas ideias para uma reunião entre os elementos da nova direcção.

José Ferreira aproveitou ainda para agradecer o apoio de todos os patrocinadores, “como a Câmara Municipal da Trofa, na organização da prova de BTT, e a Domingos Carneiro, Têxteis Lar Carriços, Pasual, Trofashopping e Trofaclima, que dão todo o apoio no futebol”.