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Joaquim Oliveira Joaquim Oliveira

Ano 2008

“A transformação foi brutal”

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Joaquim OliveiraO dia 19 de Novembro foi vivido com “muita alegria”, pois era “o concretizar de um sonho” para o autarca de Alvarelhos, Joaquim Oliveira. Agora tem outros “sonhos” para a freguesia e o mais importante é a conclusão da construção da sede da Junta de freguesia.

“Nunca nos conseguimos integrar no concelho de Santo Tirso e eles nunca nos trataram como parte integrante do município”. É este o sentimento de Joaquim Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Alvarelhos. Este era também o sentimento de muitos trofenses: “toda esta população ansiava pela sua emancipação”.

Porque “as pessoas de Santo Tirso nunca viram com bons olhos as pessoas da Trofa”. Esta rivalidade reflectia-se nos investimentos: “sentíamos que a nossa participação na receita do concelho era muito representativa e as contrapartidas que tínhamos eram zero ou quase zero e naturalmente sentíamos que produzíamos receita para termos outro tipo de obras, outro tipo de

relacionamento”.

O dia 19 de Novembro foi vivido com “muita alegria”, era “o concretizar de um sonho”, no entanto para o autarca foi um dia “arriscado”: “Assumimos a responsabilidade de levar 10 mil pessoas a Lisboa, mas não sabíamos se iria ser aprovada a criação do concelho na Assembleia da República, sabíamos que se houvesse uma resposta negativa seria muito complicado segurar 10 mil pessoas”.

Mas como reza a história, a resposta foi mesmo positiva e a emoção “foi muita”. Depois da independência “a transformação foi brutal” e “superou todas as nossas expectativas”, afirmou Joaquim Oliveira.

“Os equipamentos escolares eram dos piores que podia haver, mas deram uma volta completa. A nível de apoio social praticamente não existia nada, agora temos uma rede social instalada que está em franco crescimento. Em 1998 mais de 50 por cento das ruas da freguesia tinham lama, hoje praticamente não existe nenhuma. Está em fase de conclusão a rede de abastecimento de água e saneamento”, comentou.

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A Extensão de Saúde, os equipamentos desportivos, a sede da Junta de Freguesia, em fase de conclusão, são outras infra-estruturas “impensáveis” há dez anos atrás para Alvarelhos.

Mas Joaquim Oliveira tem outros “sonhos” para a freguesia. À medida que as obras se vão concretizando, outras prioridades vão surgindo: “a mais importante neste momento, é concluir a Sede da Junta de Freguesia, dentro de dois, três meses. A outra grande obra, que se vai iniciar no início de 2009, é aquela que vai representar o Apoio Social da Freguesia, do Centro Comunitário de Alvarelhos em parceria com a Mundos de Vida composto por Lar, Centro de Dia, Creche, Infantário e Apoio Domiciliário”

Quando questionado se vai continuar à frente nos destinos da freguesia, Joaquim Oliveira deixa a decisão nas mãos de Deus: “a única certeza que tenho é que tenho mandato até Outubro do próximo ano, esse mandato queria cumpri-lo para honrar essa responsabilidade que assumi para com o povo de Alvarelhos e em termos de futuro, só Deus o dirá”.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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