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Guilherme Ramos Guilherme Ramos

Ano 2008

“Estavam reunidas as condições para sermos concelho”

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Guilherme Ramos  O desenvolvimento da freguesia de S. Romão do Coronado foi notório depois da criação do concelho da Trofa, passados 10 anos, Guilherme Ramos, presidente da Junta de freguesia lembrou o dia 19 de Novembro com emoção: “São momentos únicos que irei recordar para sempre, era aquela altura e não haveria outra”, afirmou.

“O processo da criação do concelho é uma história longa”, para Guilherme Ramos, presidente da Junta de freguesia de S. Romão do Coronado, mas a autonomia e o começo de “uma vida nova” eram razões suficientes para iniciar a luta pela independência da Trofa.

O presidente da junta acreditava na força dos trofenses, no entanto e “por várias razões, devido ao facto de alguns movimentos terem tentado dividir o executivo, acabei no fim de Abril por renunciar à presidência”. Mas a dedicação à luta pelo concelho continuou: “dediquei-me totalmente a todo este trabalho, a todo o esclarecimento às populações porque acreditava que era esse o caminho certo”.

Sensibilizar cinco mil pessoas não seria fácil, mas segundo o presidente “as pessoas queriam era ver os problemas resolvidos e queriam que a sua qualidade de vida fosse melhorando”.

O dia 19 de Novembro chegou e “era um dia de sucesso. Para quem foi acompanhando o evoluir do mesmo percebeu que uns dias antes estavam reunidas todas as condições para que fossemos considerados concelho. De manhã já era um dia de festa”, recordou Guilherme Ramos.

“São momentos únicos que irei recordar para sempre, era aquela altura e não haveria outra”, afirmou.

Quando questionado sobre o dia da ida a Lisboa assegurou: “foi o maior dia da minha vida”, porque para o presidente “quem gosta de desafios, quem tem sempre muita vontade de trabalhar só tem que defender a sua autonomia e depois teríamos de mostrar isso, de uma vez por todas, aos “velhos do restelo” que não queriam grandes mudanças”.

A freguesia “só tinha a ganhar”, por isso lembrou os investimentos necessários. “Foi construída a EB 2,3 de S. Romão do Coronado, entrou em funcionamento em 1994 e daí até 1998/99 nunca foi possível, nem se encontrou vontade por parte de quem tinha essa responsabilidade de construir o pavilhão desportivo que era fundamental para o apoio à escola. E depois ao fim de dois anos de concelho da Trofa foi possível encontrar uma solução, fizemos uma parceria entre a Câmara e a DREN, conseguimos um equipamento excelente que serve a escola e que alberga actividades fora de horas para várias instituições do concelho”, afirmou. O saneamento e abastecimento de água também eram uma questão premente.

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“Hoje já temos instalado um centro de dia que vai funcionar a muito curto prazo, temos um óptimo espaço de aparcamento, e em curso o projecto de requalificação do edifício da quinta, onde estarão instalados alguns serviços.

A quinta de S. Romão e os terrenos envolventes necessita também de “recuperação do edifício e depois de toda a sua envolvente”, visto que segundo Guilherme Ramos é “um espaço único”.

“Há uma série de obras que se concretizaram, a habitação social foi mais um exemplo”, acrescentou.

Passados 10 anos S. Romão do Coronado é uma freguesia que “tem praticamente todos os arruamentos tapados, um ou outro que precisa de um melhoramento, tem crescido acima da média, mesmo acima de S. Martinho de Bougado”, adiantou.

No entanto por melhorar estão os espaços urbanos. Para o autarca “é aí que temos que trabalhar, a autarquia terá que dedicar mais atenção e mais algum investimento para permitir que as pessoas que vão chegando e que o concelho possa oferecer uma qualidade de vida”.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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