Guilherme Ramos  O desenvolvimento da freguesia de S. Romão do Coronado foi notório depois da criação do concelho da Trofa, passados 10 anos, Guilherme Ramos, presidente da Junta de freguesia lembrou o dia 19 de Novembro com emoção: “São momentos únicos que irei recordar para sempre, era aquela altura e não haveria outra”, afirmou.

“O processo da criação do concelho é uma história longa”, para Guilherme Ramos, presidente da Junta de freguesia de S. Romão do Coronado, mas a autonomia e o começo de “uma vida nova” eram razões suficientes para iniciar a luta pela independência da Trofa.

O presidente da junta acreditava na força dos trofenses, no entanto e “por várias razões, devido ao facto de alguns movimentos terem tentado dividir o executivo, acabei no fim de Abril por renunciar à presidência”. Mas a dedicação à luta pelo concelho continuou: “dediquei-me totalmente a todo este trabalho, a todo o esclarecimento às populações porque acreditava que era esse o caminho certo”.

Sensibilizar cinco mil pessoas não seria fácil, mas segundo o presidente “as pessoas queriam era ver os problemas resolvidos e queriam que a sua qualidade de vida fosse melhorando”.

O dia 19 de Novembro chegou e “era um dia de sucesso. Para quem foi acompanhando o evoluir do mesmo percebeu que uns dias antes estavam reunidas todas as condições para que fossemos considerados concelho. De manhã já era um dia de festa”, recordou Guilherme Ramos.

“São momentos únicos que irei recordar para sempre, era aquela altura e não haveria outra”, afirmou.

Quando questionado sobre o dia da ida a Lisboa assegurou: “foi o maior dia da minha vida”, porque para o presidente “quem gosta de desafios, quem tem sempre muita vontade de trabalhar só tem que defender a sua autonomia e depois teríamos de mostrar isso, de uma vez por todas, aos “velhos do restelo” que não queriam grandes mudanças”.

A freguesia “só tinha a ganhar”, por isso lembrou os investimentos necessários. “Foi construída a EB 2,3 de S. Romão do Coronado, entrou em funcionamento em 1994 e daí até 1998/99 nunca foi possível, nem se encontrou vontade por parte de quem tinha essa responsabilidade de construir o pavilhão desportivo que era fundamental para o apoio à escola. E depois ao fim de dois anos de concelho da Trofa foi possível encontrar uma solução, fizemos uma parceria entre a Câmara e a DREN, conseguimos um equipamento excelente que serve a escola e que alberga actividades fora de horas para várias instituições do concelho”, afirmou. O saneamento e abastecimento de água também eram uma questão premente.

“Hoje já temos instalado um centro de dia que vai funcionar a muito curto prazo, temos um óptimo espaço de aparcamento, e em curso o projecto de requalificação do edifício da quinta, onde estarão instalados alguns serviços.

A quinta de S. Romão e os terrenos envolventes necessita também de “recuperação do edifício e depois de toda a sua envolvente”, visto que segundo Guilherme Ramos é “um espaço único”.

“Há uma série de obras que se concretizaram, a habitação social foi mais um exemplo”, acrescentou.

Passados 10 anos S. Romão do Coronado é uma freguesia que “tem praticamente todos os arruamentos tapados, um ou outro que precisa de um melhoramento, tem crescido acima da média, mesmo acima de S. Martinho de Bougado”, adiantou.

No entanto por melhorar estão os espaços urbanos. Para o autarca “é aí que temos que trabalhar, a autarquia terá que dedicar mais atenção e mais algum investimento para permitir que as pessoas que vão chegando e que o concelho possa oferecer uma qualidade de vida”.