Assembleia de Freguesia ficou marcada por questões relacionadas com o cemitério local e a situação financeira da Junta.

“À espera de algumas decisões pendentes da Câmara Municipal da Trofa”, a Junta de Freguesia e a mesa da Assembleia de S. Mamede do Coronado optaram por agendar a sessão ordinária para o dia 7 de julho e não para o mês de junho, como habitualmente, já que as Assembleias ordinárias devem ser convocadas para os meses de abril, junho, setembro e novembro ou dezembro.

Modesto Torres, eleito pelo PSD, aproveitou para lamentar que a data da sessão coincidisse com a ExpoTrofa: “Parece que está a proibir as pessoas de lá irem”.

Durante a reunião de Câmara que decorreu em S. Mamede do Coronado foi atribuído um subsídio de três mil euros para a execução de uma obra na Rua António Aleixo. Modesto Torres quis saber se “essa empreitada foi adjudicada a alguma empresa ou se tinham sido os funcionários da Junta a executar os trabalhos”. O edil mamedense, José Ferreira, esclareceu que foram os colaboradores da Junta a fazer a obra, pelo que o membro da oposição mostrou a sua discordância com a atribuição do subsídio, “uma vez que os funcionários já recebem o ordenado mensal para fazerem o seu trabalho”.

As taxas cobradas pela transladação da parte antiga do cemitério para a nova voltaram a estar em discussão depois de Rui Machado, do PSD, ter recordado o compromisso de o executivo “apresentar esses valores nesta sessão”, uma vez que “variavam conforme o serviço prestado”. No entanto, já nesta sessão, José Ferreira garantiu que “para saber os valores destes serviços” basta “consultar a tabela de preços disponível na Junta de Freguesia”.

Ainda referente ao cemitério e algumas obras que a Junta está a executar, Modesto Torres questionou o executivo para saber se “o arquiteto Paulo Tedim, autor do projeto, está a par das alterações feitas pela Junta de Freguesia”. José Ferreira garantiu que sim: “Sabe da obra em curso e de outras alterações que temos previstas”. Todavia, o social-democrata contrariou as afirmações do edil ao atestar que tinha “falado há uma hora com o arquiteto e este não sabia de nada”.

Na apreciação da Conta de Gerência apresentada pelo executivo, Modesto Torres pediu esclarecimentos sobre “onde foram aplicados os 193 mil euros, referidos nas despesas”.

Segundo ele, “o saldo inicial em 1 de janeiro de 2011 era de 130.990,40 euros e as receitas desde a última assembleia até fim de maio são de 88.252, 92 euros, sendo as despesas no valor de 193.625,57 euros. A 31 de maio, o saldo era de 25.618,25 euros”. “Somando ao saldo inicial de 1 de janeiro e as receitas arrecadadas até ao dia 31 de maio, perfaz um montante líquido de cerca de 219 mil euros. Há uma despesa realizada de 193 mil euros”, continuou.

José Ferreira remeteu explicações para uma próxima sessão, onde será apresentado Relatório de Contas.

No momento da intervenção do público, Alvarim Costa solicitou ao executivo que fosse mais elucidativo para que todos acompanhassem os trabalhos. José Ferreira comprometeu-se a “ser mais esclarecedor” nas próximas sessões.

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