O PSD da Trofa promoveu um jantar para apresentar os elementos dos órgãos políticos, eleitos em novembro, onde Marco António Costa, vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD e secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, e Virgílio Macedo, presidente da Comissão Distrital do Porto do PSD, marcaram presença.

O Partido Social Democrata (PSD) da Trofa reuniu cerca de 400 pessoas num jantar de apresentação dos novos órgãos políticos, no sábado, dia 4 de fevereiro, na Quinta da Azenha. Sérgio Humberto, que foi reeleito presidente da Comissão Política Concelhia (CPC) do PSD da Trofa, afirmou que o grande objetivo para este mandato será “marcar uma mudança política na Trofa”, com “uma política diária, pautada por um modelo sério, honesto e credível”. “A fasquia que o Marco António Costa deixou em herança, na Comissão Política Distrital, é bastante pesada, portanto o trabalho tem que ser muito e desenvolvido de uma forma séria”, acrescentou o presidente da CPC, salientando que em 2013, quer ver o PSD vencer as eleições para a Câmara Municipal da Trofa.

 

Sérgio Humberto aproveitou para enumerar várias críticas ao atual executivo camarário, maioritariamente socialista, que, na sua opinião, tem tomado decisões “controversas e questionáveis, transmitindo uma imagem de desconfiança e descrédito no seu relacionamento com as instituições, munícipes e fornecedores”. “Este executivo camarário despreza o movimento associativo, constantemente. A maioria destas pessoas trabalha em instituições de forma voluntária e este executivo não lhes dá o devido e merecido valor, dificultando constantemente o trabalho que fazem em prol de todos os trofenses. A relação entre a Câmara Municipal e as juntas de freguesia, infelizmente, também não é a melhor. A autarquia desenvolve o papel do pai tirano: não dá nem deixa fazer”, asseverou.

Sérgio Humberto usou a Casa Mortuária de Santiago de Bougado para mostrar que “não há vontade” por parte da autarquia, pois, adianta, em dois anos o executivo “não negociou com o proprietário a cedência do terreno” para a sua construção, mesmo estando a Junta de Freguesia “disponível para construíla, às suas custas”. Também a Área de Localização Empresarial da Trofa (ALET), mereceu a reprovação por parte do social-democrata, que a classifica como “um desastre completo”. “Para quem diz que faz as coisas com transparência, o Tribunal de Contas e o Tribunal Administrativo de Penafiel provaram, absolutamente, o contrário: anularam todo o processo de adjudicação que a Câmara fez a um consórcio de Braga, identificando um conjunto alargado de irregularidades. Perderam-se dois anos, os prejuízos para a Trofa vão ser claros e agora não se sabe como vai ser com os fundos comunitários face à obra”, declarou.

No final frisou que, em dois anos, gastaram-se 40 milhões de euros e não houve “nem uma obra, nem uma ideia ou projeto, por parte deste executivo socialista”. “Os trofenses merecem ter à frente do seu destino, pessoas responsáveis, competentes, credíveis e dispostas a cuidar da nossa terra. E podem confiar no PSD, a social democracia é a nossa ideologia, a Trofa é o nosso desígnio”, finalizou.

Virgílio Macedo, presidente da Comissão Política Distrital do Porto, aproveitou o momento para falar sobre a reforma administrativa local, pedindo “um grande sentido de responsabilidade”, aos elementos do Partido Social Democrata, pois é necessário “saber transmitir a mensagem às pessoas”. “Temos que chamar a atenção, pois não vai haver extinção de freguesias. Haverá pessoas de Santiago do Bougado e de outras freguesias”, esclareceu.

Segundo Virgílio Macedo, esta agregação é uma mais-valia, porque vão passar “a ter a seu cargo tarefas que, hoje, não podem exercer por não terem dimensão”.

Durante o seu discurso, o presidente da Comissão Distrital elogiou o slogan, “Força e Credibilidade”, pois acredita que devido à “força das ideias, dos militantes e sobretudo da credibilidade”, o PSD da Trofa saberá “apresentar um projeto com força e credibilidade política, que vá de encontro aos interesses de todos os trofenses”, conseguindo a vitória nas eleições de 2013.

Marco António Costa, vice-presidente da Comissão Política Nacional do partido, elogiou o bom trabalho que a Juventude Social-Democrata (JSD) desempenha, pois tem “encontrado nos jovens, que assumem responsabilidades políticas, uma sensibilidade por aqueles que carecem de atenção por parte dos dirigentes”.

O social-democrata pediu a Sérgio Humberto, para que continue a fazer, o que tem feito, que “é unir, construir, juntar, propor e apresentar iniciativas benignas e positivas”. “Faz o que representas, (…) que é ser um homem bom, com sentimentos e acima de tudo com princípios. (…) As pessoas gostam de políticos que atuam com frontalidade e com seriedade, sobretudo que têm convicções, mas que não atuam nem para dividir, nem para destruir, e que procuram na sua ação política um sentido positivo e construtivo para a vida das pessoas”, elogiou.

Marco António Costa falou ainda das alterações que o atual governo implementou na área social, de educação, laboral e económica, afirmando que “não aceita que se diga que este governo não tem sensibilidade social, pois é dos poucos que conseguiu, numa conjuntura tão difícil, dois acordos históricos, na mesma semana”. “Um acordo com o setor solidário, que juntou governo, misericórdia, e mutualidades, que responde pelo bem estar de mais de um milhão de portugueses e que garante o emprego a mais de 250 mil pessoas (…) e no dia a seguir, apesar de todas as dificuldades sociais do país, foi assinado o acordo de concertação social que juntou sindicatos, entidades empregadoras e governo”, informou. “Este primeiro-ministro conduz e governa o País a olhar para o futuro, com sentido de responsabilidade, de tomar as decisões que têm de ser tomadas, neste preciso momento, sem nunca hesitar, nunca penhorando o futuro, pelo aplauso do presente. Prefere sempre a dificuldade da decisão do presente para a atual e as futuras gerações poderem colher os frutos do trabalho que o governo está a levar a cabo”, finalizou.

No início do jantar foram apresentados os elementos dos núcleos de Santiago de Bougado, Alvarelhos, Guidões, Muro e S. Martinho de Bougado, a mesa do plenário e a Comissão Política Concelhia.

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