O PS promoveu mais uma festa popular, desta vez em Alvarelhos. Adriano Teixeira é o candidato a retirar Joaquim Oliveira do poder e devolver a freguesia ao Partido Socialista. Aliado à “relação de proximidade” com a população, o candidato apresentou propostas e Joana Lima lançou várias críticas ao trabalho do executivo camarário.

Adriano Teixeira tem uma estatura baixa, mas não é a altura que o faz esmorecer no momento de lutar contra um adversário grande. O candidato socialista à Junta de Freguesia de Alvarelhos e toda a comitiva cor-de-rosa promoveram uma festa popular na freguesia para fazer tombar Joaquim Oliveira nas eleições de 11 de Outubro. Uma espécie de David que quer vencer Golias, mas ao contrário da lenda, o poderio físico tem que ser substituído pela força das palavras e do apoio dos alvarelhenses.

Largas dezenas de alvarelhenses associaram-se à festa e juntaram-se na iniciativa realizada perto da imagem da Senhora da Paz, para reconfortar o estômago e ouvir as propostas do candidato e de Joana Lima, candidata à Câmara Municipal da Trofa.

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Perante os apoiantes bem abastecidos e depois da animação do grupo Alvadance, Adriano Teixeira apelou à mudança na freguesia. Garantindo que estará disponível “24 horas por dia” caso seja eleito: “Alvarelhos vai mesmo mudar, pela simpatia, pela amizade. Comigo, quando vocês aparecerem, vamos conversar e vamos resolver os vossos problemas”.

Como principais propostas, Adriano Teixeira enunciou alguns arruamentos na freguesia, que precisam de ser requalificados, e a inserção de placas de sinalização. Um serviço de transporte – o “mini-bus” – que apoie os menos jovens de Alvarelhos e os leve aos pontos mais importantes da freguesia, como “à igreja, à Junta, ao centro de saúde” é outra das bandeiras de Teixeira, que também não se esquece dos mais pequenos. “Temos que atrair os nossos pequenos à escola. Temos que fazer com que eles sintam vontade de ir para escola. Para isso temos que dotar as nossas escolas de equipamentos que os façam não querer sair de lá”, explicou.

O candidato está confiante na vitória e aposta na relação de proximidade com a população para conseguir vencer nas autárquicas.

 

Joana Lima desafiou presidente da Câmara

Joana Lima mostrou total confiança no candidato socialista e o velho ditado “o homem não se mede aos palmos” não podia ser melhor para a candidata à Câmara Municipal iniciar o seu discurso.

Com um discurso inflamado, a candidata à Câmara Municipal da Trofa não poupou críticas ao trabalho do executivo camarário e uma delas debruçou-se sobre o dinheiro gasto no aluguer do actual edifício da autarquia. “Há 11 anos que a nossa Câmara está numa casa alugada, com rendas altíssimas, existe o pólo um, o pólo dois, o Centro Comercial da Vinha, em que quase todas as lojas são alugadas. Interroguem-se por que é que se paga mensalmente cerca de 38 mil euros de rendas, interroguem-se por que é que não foi capaz de se fazer uma Câmara Municipal condignos com o nosso sonho de há 11 anos”, referiu.

A candidata foi mais longe e disse ainda que “não é só falta de capacidade de liderança” que explica a não construção dos Paços do Concelho, mas também, afirmou, “há interesse em manter aquelas lojas alugadas”.

Joana Lima sustentou ainda a acusação com os exemplos de Vizela e Odivelas que se tornaram concelho na mesma altura da Trofa “e que já têm Paços do Concelho há cerca de quatro, cinco anos”, sublinhou.

Ainda sobre a sede do município, a socialista desafiou Bernardino Vasconcelos, presidente da Câmara, a “ter coragem” e a “dizer olhos nos olhos dos trofenses, onde é que ele acha que deve ser construída”.

A dívida municipal também foi um dos pontos abordados por Joana Lima, que afirmou que a autarquia “investe pouco e ganha muito”, assim como uma inspecção da IGAL (Inspecção-Geral da Administração Local): “Em três semanas o inspector da IGAL levantou 38 autos, 38 obras ilegais. Há alguma necessidade de se fazer obras ilegais? Há alguma necessidade de se fazer uma obra em 2005 e adjudicá-la ao empreiteiro em 2007? Chega deste tipo de prática e gestão”, frisou.

Não é possível aprovar o PDM antes das eleições”

Outro dos assuntos levantados por Joana Lima no discurso foi o Plano Director Municipal. A socialista criticou a data para a discussão pública escolhida pelo presidente da Câmara e afirmou que “não é possível aprovar o PDM antes das eleições”, afirmando que esta decisão não passa de “um engodo”. “Para bem de todos que não seja aprovado, porque há coisas no PDM que temos que estar com os olhos bem abertos. Há muitos anos vocês tinham muitos terrenos em Alvarelhos e outros pelo concelho fora, que não era possível construir, que não era zona de construção. Hoje vários hectares da vossa freguesia e do vosso concelho já são zona industrial e zona de equipamento”, sublinhou.

A socialista mostrou-se ainda confiante que a Trofa pode mudar, muito pelas reacções que tem colhido no porta a porta. “Tenho a certeza que os trofenses já incutiram que é importante para o nosso desenvolvimento que a Trofa mude. Irei trabalhar até ao último dia e não desistirei. Os trofenses merecem melhor e eu a cada dia que passa acredito que essa mudança está cada vez mais próxima de nós”, sustentou.