“Falsas” e “muito graves”. Foi assim que a comissão política concelhia do PS se pronunciou sobre as declarações proferidas na Assembleia Municipal de 30 de setembro, pelo presidente da Câmara Municipal, Sérgio Humberto, que visaram o líder concelhio socialista.

Em conferência de imprensa realizada a 9 de outubro, Amadeu Dias, elementos da comissão política concelhia e João Teixeira da Cruz, outro dos visados nas declarações do autarca, refutaram as acusações relacionadas com empregos na Câmara Municipal da Trofa em troca da aceitação a candidaturas aos órgãos do Município.

“Na última Assembleia Municipal, ficou claro que o senhor presidente de Câmara, numa tentativa de exercício de vidência, tentou anunciar que o PS Trofa andava a prometer empregos em troca da aceitação de integração nas listas do partido para as eleições autárquicas. Eu estou, perfeitamente, à vontade para dizer que o PS está, evidentemente, organizado e a reunir, vai fazendo os contactos que tem de fazer, mas nada do que o presidente de Câmara disse corresponde à verdade”, contestou Amadeu Dias.

A este respeito, o líder concelhio socialista referiu ainda que “talvez por ter sido assessor no município da Trofa no tempo do presidente da Câmara, Bernardino Vasconcelos, e com isso ter usufruído de um emprego com condições únicas, Sérgio Humberto confunda a sua prática com a retidão que os dirigentes do PS Trofa possuem”. “Exemplo da sua má conduta são os empregos com que alguns dirigentes da JSD têm sido presenteados durante os mandatos de Sérgio Humberto, nomeadamente a Presidente da JSD e seu Vice, entre outros. Aqui sim, podemos verificar uma efetiva relação de interesse”, acrescentou.

Perante o que dizem tratar-se de “ataques difamatórios constantes”, Amadeu Dias e a restante estrutura concelhia do PS consideram que chegou o momento de dizer “basta” e que, agora, só há um caminho a seguir: “Recorrer ao tribunal”.

“O Partido Socialista vai avançar com as devidas diligências, porque não podemos aceitar que continuem a ser ditas, no órgão máximo do concelho da Trofa, calúnias e difamações, com o único objetivo de tentar desestabilizar”, sublinhou o líder da concelhia.

Noutro plano, o PS da Trofa critica também a postura da presidente da Assembleia Municipal, Isabel Cruz, na condução dos trabalhos da Assembleia Municipal e a decisão de manter as sessões à distância. “É necessário que se faça o desconfinamento da democracia na Trofa. Não é plausível que a Câmara faça iniciativas, por exemplo, a inauguração do polo do Coronado, com inúmeros convidados, e que o órgão máximo que representa os trofenses e o lugar próprio para se discutir os interesses dos trofenses continue confinado”.

Amadeu Dias critica a “leviandade” com que “o presidente da Câmara e todos os elementos eleitos do PSD usufruem da palavra da forma e no momento que querem” e a forma como a Assembleia Municipal se tem tornado palco “do boato e do diz que disse”. “Não se pode permitir que digam tudo o que querem, inclusive insultar, e que o PS, sempre que tenta a sua defesa da honra, como o presidente da Junta o fez de forma impecável, haja tantos cortes pelo caminho”, sustentou..

Amadeu Dias referiu ainda que as referências, que considera “abusivas”, relativas ao grau de parentesco que tem com a ex-presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima, é outra forma encontrada por Sérgio Humberto para fugir ao esclarecimento de assuntos importantes para o concelho.