A Confraria do Cavalo interpôs uma providência cautelar para travar a organização da vertente equestre da Feira Anual da Trofa.
A ação entrou no Tribunal Administrativo de Penafiel e visou a Câmara Municipal da Trofa e a Junta de Freguesia de Bougado, que delegou na Equestrian Events Associação Equestre dos Templários, nascida recentemente, a organização da vertente equestre, função até agora assumida pela Confraria do Cavalo. Em causa está, alega a Confraria, o incumprimento da Junta de Freguesia e da autarquia no protocolo assinado, em 2010, para a organização da vertente equestre da Feira, que não terá sido denunciado por nenhuma das partes.
O NT teve acesso ao processo, que entrou em Tribunal com vista a que a organização da vertente equestre do certame seja devolvida à Confraria do Cavalo, que na ação mostra preocupação pela possível perda de qualidade da vertente equestre da Feira Anual.
Contactada pelo NT, fonte da Confraria do Cavalo escusou-se a prestar declarações, remetendo esclarecimentos para mais tarde.
Já o presidente da Junta de Freguesia de Bougado, Luís Paulo, afirmou que o executivo “cumpriu integralmente” o protocolo com a Confraria e explicou que a escolha para a organização da vertente equestre recaiu na Equestrian Events, porque “tinha de tomar uma decisão”. “Houve um grande problema entre eles e apesar de tentarmos um acordo, acabaram por se dividir. A Junta de Freguesia teve de tomar uma opção. Não se pode dizer qual o defeito de uma e as vantagens da outra, porque eram as duas excelentes opções. Em função de várias situações, tínhamos de optar”, argumentou.
O autarca mostrou esperança de que os elementos das duas associações se deixem de “guerrinhas e “se entendam” para que “se unam e trabalhem em conjunto”.
Quanto à providência cautelar, Luís Paulo confirmou a receção da ação, que considera “um ato irrefletido” dos elementos da Confraria. “Acho que não mediram bem as consequências, porque se ambos gostamos da Trofa e dos cavalos, só podemos querer que tudo corra bem e não me parece que a Confraria do Cavalo tenha vantagem a boicotar seja o que for”, sublinhou, deixando a garantia que “de maneira nenhuma” a organização da vertente equestre da Feira está em causa com a providência cautelar. 
Também a Câmara Municipal da Trofa foi questionada pelo NT, mas não respondeu até ao fecho de edição.