A primeira prova de fingerboard, na Trofa, realizou-se no dia 29 de dezembro na nova estação de comboios. O Fingerboard Crew, único grupo existente desta modalidade na Trofa, foi o organizador.

Para muitos a expressão fingerboard pode ser desconhecida. Esta modalidade consiste em dominar um skate com os dedos e, na Trofa, já existe um grupo de praticantes, os Fingerboard Crew. Com o objetivo de dar a conhecer esta modalidade e “chamar mais praticantes”, o grupo desenvolveu a primeira prova de fingerboard, e, se tudo correr bem “talvez no próximo  ano” possa existir mais provas.

O local escolhido foi a nova estação de comboios e foram dez os participantes que apareceram. Mesmo assim, para Nélson Sousa, um dos organizadores da prova, o número de participantes “não é o mais importante”, mas sim o convívio entre todos.

A competição começou pelas 16 horas com a prova Best Trick, onde o fingerboarder, nome atribuído ao praticante desta modalidade, tem um minuto para “dar o seu melhor truque”, seguindo-se o Game of Skate. Este último é disputado por dois jogadores, um fingerboarder tem que executar um truque e o seu adversário tem que o imitar na perfeição, caso isso não aconteça, o jogador é penalizado com uma letra “e, cada vez que perde,” é-lhe acrescentado mais uma letra até formar a palavra skate.

Para que tudo seguisse dentro das normas, os três organizadores fizeram de júris, onde controlaram o tempo da primeira prova e marcaram as letras da segunda. Bruno Santos foi o vencedor da prova Best Trick e, além do certificado, ganhou uma Blackriver Ramps Bench. Já Paulo Sousa arrecadou o 1º lugar do Game Of Skate e João Pinto foi considerado o melhor Fingerboarder da competição.

Pedro Trigo, que pratica esta modalidade há um mês, considera esta iniciativa importante, até “porque não há muitas provas destas e é bom para treinar”. Também para Fábio Nunes, que conta com meio ano de prática, estas provas são essenciais, pois “há pouca gente a saber da sua existência”, frisando que é importante divulgar mais esta modalidade. Para que esta competição fosse uma realidade, Nélson Sousa contou com o apoio de Iven Barbosa, gerente da Collective Trofa “SkateShop”, que, além de disponibilizar uma rampa para a prova, também ofereceu os prémios. As mesas e restantes rampas foram emprestadas pelo Gonçalo Reis, um dos organizadores. Além destes apoios, também contaram com a TrofaTv, a Câmara Municipal da Trofa e a Associação Recreativa de Paradela, que ajudou no transporte de materiais. Para José Luís Sousa, vice presidente desta associação, é muito importante “incentivar os jovens a fazer este tipo de iniciativas”.

Iven Barbosa partilha da mesma opinião que José Luís Sousa. “É sempre de louvar, ainda por cima partindo de uns jovens que mostram bastante interesse pelo desporto e tentam fazer alguma coisa. Eu acho que vai ficar mais conhecida. A nível de praticantes nota-se um aumento, também há alguma influência dos organizadores”, salientou Iven Barbosa. Se esta modalidade chamou à atenção, pode contactar o grupo através da internet.  Temos a nossa página na internet, estamos no facebook e temos os contactos, e eles que falem connosco e nós damos as nossas sugestões”, afirmou Nélson Sousa.

Pode contactar este grupo através do blogue: fingerboardcrew.blogspot.com, e também da página do facebook: www.facebook.com/FingerboardCrew.

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