O Largo Costa Ferreira, em S. Martinho de Bougado, transformou-se num consultório de enfermagem, durante o dia de segunda-feira. Paulo Martins e Ana Rita Fonseca assinalaram Dia Internacional do Enfermeiro com conselhos para uma alimentação saudável e cuidados a ter na exposição solar.

 

Inconformados com o estatuto de desempregados, Paulo Martins e Ana Rita Fonseca puseram mãos à obra para fazer o bem pela população. Licenciados em Enfermagem, mas sem emprego desde que terminaram o curso, vai fazer um ano em julho, os dois trofenses decidiram não desanimar e aplicar toda a experiência adquirida.

O Dia Internacional de Enfermeiro foi a oportunidade para conjugarem esforços e cumprirem um dos desígnios da profissão: promover a saúde. Com o patrocínio da Ordem dos Enfermeiros e o apoio de empresas privadas e da autarquia, Paulo e Ana Rita montaram um consultório ao ar livre, em plano Largo Costa Ferreira, em S. Martinho de Bougado.

A par da medição da tensão arterial – a cargo de outra enfermeira, Márcia Azevedo -, a alimentação e a exposição solar foram os temas aflorados pelos enfermeiros que falaram aos participantes dos cuidados a ter para uma vida saudável, através de uma dieta alimentar adequada. Para os mais pequenos, foi feito um quadro interativo, onde tinham que completar corretamente a roda dos alimentos.

Com o mesmo sistema, tiveram que colocar nos locais adequados os objetos necessários para uma ida à praia sem queimaduras solares.

“As crianças adoram praia, pelo que achamos que era uma forma de lhes passar informação e, por conseguinte, passa-la aos pais. Decidimos fazer educação para a saúde, através destes jogos, para que tenham uma boa imagem dos enfermeiros”, afirmou Ana Rita Fonseca.

Como organizaram a iniciativa num dia da semana, Paulo Martins e Ana Rita Fonseca não tinham muitas expectativas quanto a elevada participação, no entanto, a manhã “foi agitada” e obrigou a que os três enfermeiros se juntassem na medição da tensão arterial.

Também o envolvimento dos alunos das escolas primárias da freguesia ajudou a que os enfermeiros tivessem trabalho durante grande parte do dia.

Numa altura em que os enfermeiros atravessam um período difícil, onde a emigração tem sido a tábua de salvação para a maior parte dos recém-licenciados, Ana Rita e Paulo equacionam diferentes cenários. Se ela está ciente que o estrangeiro será a única forma de exercer a curto prazo, ele quer “continuar a lutar” no país e as atividades que tem desenvolvido graciosamente, como os rastreios pelas paróquias, têm dado frutos. Com essa experiência, Paulo Martins denota que “há défice excessivo de informação sobre a tensão arterial”, e que este tipo de ações nas populações mais rurais “devem continuar até as pessoas conseguirem assimilar bem a informação”. “Para além de nos autopromovermos, esta também foi uma forma de dizermos que nos preocuparmos com a população do concelho onde vivemos”, concluíram.