Feliciano Castro está há um ano a gerir os destinos da freguesia de Covelas. O presidente da Junta, que cumpre o primeiro mandato político, está a canalizar as receitas de capital para o alargamento do cemitério. Mesmo assim, diz, será necessário o apoio da autarquia.

O Notícias da Trofa (NT): Qual é o balanço que faz deste 1.º ano de mandato?
Feliciano Castro (FC): Posso dizer que é um balanço, para já, positivo. Depois daqueles primeiros meses de adaptação, com todo o movimento da Junta, temos conseguido ultrapassar as várias situações que vão surgindo. Como costumo dizer, vamos indo devagar para chegar longe. Estamos em colaboração com a Câmara, com quem temos tido um bom relacionamento e vamos ver o que depois, no futuro, nos reserva.

NT: Quais os projetos que tem para a freguesia?
FC: O prioritário é o arranjo do cemitério e, embora não esteja dependente de nós, o abastecimento de água e o saneamento básico são obras essenciais para a freguesia. Estamos atentos e a contactar com a Câmara e com os intervenientes para ver se as coisas avançam o mais rápido possível.

NT: Tem encontrado dificuldades na gestão autárqui-ca?
FC: Dificuldades não. Há sempre alguns casos para resolver, mas com o diálogo com as pessoas, temos conseguido ultrapassar as situações que têm surgido.

NT: Que pequenas obras e intervenções pretende fazer?
FC: Neste momento, esta-mos a pavimentar um acesso envolvente ao cemitério, em paralelo, numa extensão de 60 metros, e só não está concluído devido ao tempo bastante mau que tem estado, com chuva. Há pequenas intervenções, nalgumas ruas, mas obras de pouca monta. Em termos de grandes obras não temos para já nada planeado para a freguesia.

NT: Relativamente às áreas da Ação Social, Cultura, Desporto, Educação e Associ-ativismo, o que tem previsto fazer?
FC: Em termos de desporto temos o Grupo Desportivo de Covelas que está em atividade com uma equipa de futsal masculino. Está previsto, para breve, uma prova de atletismo em Covelas.
Em termos do associativis-mo temos um grupo de caridade que tem dado algum apoio a pessoas carenciadas. Na Junta, temos correspondido a alguns pedidos que nos têm aparecido, pessoas com dificuldades. Temos apoiado em géneros alimentares. A cultura é uma área que ainda não tem grandes desenvolvimentos e para já não temos nada agendado.
Relativamente à educação temos estado em colaboração com a Escola Básica 1 de Querelêdo. Temos dado o apoio com o material para a escola e outras solicitações que me têm sido feitas pela diretora, em termos de arranjos exteriores de jardins e pequenas reparações.

NT: Qual o valor do protocolo de delegação de competências com a Câmara Municipal da Trofa?
FC: Temos um protocolo, em termos de capital, a rondar os 35 mil euros e, essencialmente, o mesmo valor para as despesas correntes.

NT: Em que vai ser utilizada essa verba?
FC: Nas despesas de capital, estamos a canalizá-las para obras de investimento, que é o caso de obras de ruas e cemitério, cujo alargamento vai custar uma verba elevada e, inclusiva-mente, iremos ter que contar com apoio da Câmara Municipal.