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Ano 2008

Presidente do AC Bougadense analisou temporada

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Adalberto Maia fez um balanço positivo da temporada do AC Bougadense,mas admite que em termos financeiros o clube precisa de mais apoio dos empresarios do concelho da Trofa. O presidente revelou ao NT as situações que lhe provocaram "noites sem dormir" e assegurou que nunca lhe passou pela cabeça descer de divisão.

   Um relvado novo, um plantel que excedia o orçamento, uma dívida avultada e nenhuma solução rápida à vista. O Bougadense escreveu na época 2007/2008 uma das páginas mais "cinzentas" desde a sua existência. Quando todos saltaram para fora do "barco", prestes a afundar, Adalberto Maia resolveu dar continuidade à comissão administrativa que sucedeu à direcção liderada por José Olgário para tentar levar o emblema de Santiago de Bougado a "bom porto".

Em entrevista ao NT, o presidente revelou que só aceitou o convite do presidente da Assembleia do clube, António Pontes, porque "não havia ninguém que quisesse a não ser que se assegurasse dinheiro em caixa". Como essa condição "era impossível", resolveu juntar à comissão administrativa mais alguns elementos e formar uma lista que foi votada favoravelmente pelos sócios, em reunião extraordinária.

Nos primeiros dias, junto do parque de jogos da Ribeira, o sentimento predominante era o da descrença quanto à amenização dos problemas que se foram acumulando no sector administrativo do clube. Apesar das "dúvidas" o grupo liderado por Adalberto Maia conseguiu "saldar três meses de atraso aos atletas e alguns técnicos do departamento de formação" e ainda "chegar a acordo com alguns fornecedores para o pagamento de algumas dívidas".

Outra das medidas implementadas pela nova direcção foi a contratação de um novo responsável pelo departamento de futebol, Vasco Torres, pessoa "de confiança", que "com dedicação veio trazer muitas melhorias".

No que respeita aos patrocínios, o Bougadense assegurou o apoio de mais "três empresas", mas "não se notou muito apoio publicitário". Grande parte da ajuda proveio de "particulares que se dispuseram a ajudar, outros sócios que estavam ausentes e que passaram a frequentar mais o clube e o aumento do número de pessoas presentes nos jogos em casa".

A reviravolta no plantel e a escolha Agostinho Lima

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Outras das decisões "difíceis" de Adalberto Maia durante a temporada foi ter que dar um abanão na equipa principal, que ocupava o antepenúltimo lugar do campeonato, e dispensar alguns atletas. A decisão tomada "depois de noites em branco" não foi aceite pelo treinador Renato Pontes que colocou o seu lugar à disposição.

"Tentei a um acordo com ele, mas não concordou. Avancei, então, para uma reunião de emergência, em que chamei o responsável pelo departamento de formação para saber quais eram os jogadores que estavam no último ano de juniores e preparei-me no sentido em que fosse salvaguardado o próximo jogo. O Renato colocou o seu lugar à disposição e todo o plantel estava de saída. Chamei os atletas um a um, expliquei a situação e alguns acabaram por ficar", referiu.

Sem treinador e alguns jogadores, Adalberto Maia resolveu convidar Agostinho Lima para comandar a equipa até ao final da temporada. No domingo seguinte o Bougadense perdeu, mas foi "notório" que o clube tinha "garantido ali uma grande equipa", que a partir daí tornou possível a concretização do objectivo da manutenção.

"Nunca me passou pela cabeça descer de divisão e toda a gente que trabalhava comigo sabia que íamos conseguir manter a equipa na Divisão de Honra", confidenciou.

Manter equipa e treinador para 2008/2009

Assegurada a manutenção e resolvido parte do problema financeiro que assolou o clube, Adalberto Maia já começou a delinear a próxima temporada. O primeiro passo é "não entrar pelo mesmo caminho pelo qual se enveredou na época passada, em que se contrataram jogadores sem saber se havia onde ir buscar o dinheiro". O objectivo é o planeamento de um "orçamento adequado para o orçamento do clube", tentando manter a "espinha dorsal do plantel", com um ou outro ajustamento. Agostinho Lima também transita para a próxima época, assim como os jogadores jovens.

No que concerne ao departamento de formação, o projecto delineado no início da temporada é para prosseguir, até porque "já tem dado frutos". "Os juniores já lutaram pelos primeiros lugares e também já se notaram melhorias nos outros escalões, com um bom trabalho dos técnicos da formação e do coordenador, que está muito empenhado", atestou.

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O presidente fez um balanço positivo da temporada "pela manutenção e resolução de algumas situações financeiras", mas não deixou de frisar que "esperava algo mais dos empresários de Santiago de Bougado. Fiquei decepcionado, porque queria que os jogadores fossem de férias com os ordenados em dia, mas não consegui".

Adalberto Maia não garantiu nenhuma recandidatura à presidência do Bougadense, mas prometeu muito trabalho até ao fim do seu mandato: "Quando me associo a algo é para ficar até ao fim", concluiu.

Cátia Veloso

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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