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A questão do metro, dos Paços do Concelho, do PDM e do Parque das Azenhas, assim como a alegada “falta de infra-estruturas no concelho” foram os temas levadas à discussão na última sessão da Assembleia Municipal.

À semelhança de sessões anteriores, foi no período antes da ordem do dia que se registaram mais intervenções dos membros dos grupos municipais. As questões do PDM, da construção dos Paços do Concelho, assim como da Área de Localização Empresarial da Trofa (ALET) e das variantes à EN 14 e EN 104 voltaram a ser levantadas pela oposição.

Paulo Queirós, membro da assembleia municipal eleito pela CDU, lamentou que o PDM, os Paços do Concelho, a nova travessia sobre o Rio Ave, a ALET, a Plataforma Logística, o Parque das Azenhas, bem como as variantes e o metro ainda não sejam uma realidade na Trofa. “Há muito por fazer”, frisou Paulo Queirós.

Em resposta, Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia da Trofa, referiu que sobre a ALET o processo de candidatura a fundos comunitários tinha entrado no dia anterior, 29 de Junho. “São oito milhões de euros que bem falta fazem aos cofres da Câmara”, afirmou. Sobre o Parque das Azenhas, o edil trofense justificou que a autarquia aguarda resposta da candidatura que foi apresentada e relativamente ao PDM, Bernardino Vasconcelos, apesar de reconhecer que “poderá não ser politicamente correcto apresentar o PDM em véspera de eleições”, anunciou que “até ao dia 30 de Setembro haverá a discussão pública do PDM”.

Evocando a exposição que esteve instalada na Alameda do Parque Dr. Lima Carneiro até 9 de Julho, a questão do metro foi um dos pontos de discussão na sessão, ainda no período antes da ordem do dia. Enquanto Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia do Muro eleito nas listas do CDS/PP referia que “finalmente foi possível assistir à apresentação pública da linha do metro”, também António Barbosa eleito nas listas do PSD realçava o “investimento de 140 milhões de euros” da obra.

Já João Fernandes, eleito pelo PS, afirmou que “não acredita que houvesse metro se não houvesse governo”. “Felicito a Câmara por ser ter sido persistente para que o metro chegasse à Trofa, mas obviamente a própria Câmara deu conta de que isto não era possível sem a intervenção do Governo”, sublinhou.

O Parque das Azenhas, a Casa da Juventude e o Conselho Municipal da Educação, foram algumas das questões levantadas por alguns elementos do público que ocuparam a maior parte do período de intervenção do público. Enquanto Filipe Portela defendeu “acções de formação especializadas nas mais diversas áreas” para os trofenses, Miguel Ferreira acusou o executivo camarário do não cumprimento dos seus objectivos, evocando o Parque das Azenhas “que já devia estar no terreno”.

Já para Daniel Lourenço, o presidente da autarquia “é o responsável pelo atraso e pela deficiente evolução, desenvolvimento e formação de uma juventude que cada vez mais se vai perdendo aí pelas ruas”. Também José Santos interveio na Assembleia Municipal para questionar Bernardino Vasconcelos sobre um caso de atribuição de licença a uma obra em zona protegida em Covelas.

O período de intervenção do público deu ainda lugar ao covelense Domingos Faria e membro da assembleia de freguesia de Covelas eleito pelo PS, que questionou o presidente da autarquia sobre os diferentes dados publicados referentes à área geográfica de Covelas. A denominação do hoje chamado Rio Trofa foi outra questão levantada por Domingos Faria, que defendeu que o nome de origem do referido rio é “Rio Covelas” e que esse nome deveria ser preservado.

Em resposta aos primeiros elementos do público referidos, Bernardino Vasconcelos lamentou que ao longo dos últimos anos os mesmos não tenham tido uma intervenção e participação mais activa nos projectos que a autarquia dinamizou para a juventude do concelho.

Sobre a questão levantada por Domingos Faria, o presidente da autarquia referiu que defende que o rio “se deve chamar pelo nome que tem”.

Biblioteca Municipal poderá ser na antiga “Empresa Fabril da Trofa”

Entre outros pontos do período da ordem do dia, foi aprovada por maioria com 12 abstenções a proposta para a classificação do edifício da antiga “Empresa Fabril da Trofa” como Imóvel de Interesse Municipal. De acordo com António Pontes, vice-presidente da autarquia, o objectivo é “a Biblioteca Municipal vir a ser instalada naquele edifício”. Neste sentido foi efectuada uma candidatura ao QREN em Maio passado, avançou Pontes, realçando que “justifica ter uma biblioteca municipal no concelho” e que um auditório para acolher espectáculos “é necessário”.

A assembleia aprovou ainda por unanimidade a criação de um Sistema de Triagem, Recolha, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos do Norte Central. Neste âmbito foi criada a Resinorte para criar um grande sistema de tratamento de resíduos. Depois da aprovação da criação do sistema, segue-se a assinatura dos protocolos com os municípios, esclareceu ainda António Pontes.