Bernardino Vasconcelos, presidente da Camara Municipal da Trofa

“As piscinas Municipais vão estar prontas até final 2007”. Quem o diz é Bernardino Vasconcelos, presidente da Camara Municipal da Trofa, que em entrevista ao NT avançou que “até final do ano a estrutura tem obrigatoriamente de estar concluída sob pena de, a não se verificar, podermos perder o financiamento de fundos comunitários”.

Até ao fim do mês estará concluída a 2ª laje de piso (nível do rés-do-chão), e dar-se-á início ao volume nascente que contempla os acessos e o bar de apoio. No princípio do mês de Março toda a estrutura estará concluída e os trabalhos de alvenarias e de instalação de redes das diferentes especialidades já estarão iniciadas.

A obra está adjudicada à empresa Empreiteiros Casais SA, representa um investimento de quase quatro milhões de euros e será um complexo preparado para receber competições nacionais e internacionais.

“O espaço que mediará entre a conclusão e o início de funcionamento é muito reduzido. Estamos a estudar, simultaneamente, qual vai ser a melhor forma de gestão daquele espaço”, frisou Vasconcelos.

No que diz respeito aos pólos habitacionais de S. Martinho de Bougado e S. Romão dos Coronado, o presidente avançou que “o Tribunal de Contas notificou esta semana a Camara da sua decisão de permitir o endividamento para conseguir a juro bonificado o financiamento para a aquisições das 120 habitações a custo controlado”.

Assim a FDO – empresa construtora e proprietária dos dois pólos habitacionais vai receber 6 milhões e 600 mil euros, 40 por cento dos quais do Instituto Nacional da Habitação (INH), 20 por cento de capitais próprios da autarquia e os restantes 40 por cento também da responsabilidade da autarquia que tem já autorização para contrair um empréstimo a juro bonificado.

Vasconcelos garantiu que “agora só falta o Tribunal de Contas dar o visto para a minuta da escritura a celebrar com o construtor”, garantindo, sem no entanto avançar uma data precisa, que “esta situação deverá estar resolvida em poucos meses”.

A Plataforma Logística foi outro dos temas incontornáveis que Bernardino Vasconcelos não quis deixar de clarificar. “desde a primeira hora em que o projecto nos foi aprovado colocamos duas questões que para nos são fulcrais. Primeiro a minimização dos impactes ambientais na vila do Coronado e por outro lado é nossa convicção que a Plataforma tem de estar directamente ligada à auto-estrada nº3 e que o acesso à Plataforma seja feito pela variante à EN 14”.

Vasconcelos revelou ainda que” em reuniões com pessoas ligadas à REFER e em consonância com a Camara da Maia, sugerimos uma outra área de implantação para a estrutura que, ,não deixando de ficar na Trofa, porque isto vai trazer emprego e desenvolvimento para a cidade, conseguimos a sua deslocalização para “poupar” cerca de metade dos terrenos agrícolas de S. Romão e S. Mamede do Coronado”.

Assim a “Trofa e Maia conseguiram a Plataforma seja

Conseguimos conciliar uma ocupação diferente, que passa pela deslocalização para sul e para nascente dessa mesma mancha inicial. Esta proposta aceite pelos responsáveis”.

Vasconcelos mostrou-se ainda convicto que a construção da Plataforma vai de certa forma “ empurrar mais depressa a construção da variante e nas propostas para o QREN, anunciadas na segunda-feira na conferencia de imprensa do presidente da Junta Metropolitana, está taxativamente escrito na proposta que há problemas de mobilidade na área metropolitana e um desses problemas graves é a variante A14 e que ela tem que ser considerada no âmbito do novo Quadro de Referencia Estratégica Nacional que tem de encerrar em 2013, o que poderá querem dizer que nesta altura a obra estará já concluída”.

Projectos a desenvolver

“Acabar piscinas municipais, desenvolver o projecto do Parque das Azenhas, implementar a nova centralidade com a construção dos novos paços do concelho, continuar na aposta das infraestruturas básicas de forma a concluir em 2009, 90% a 95% de cobertura de saneamento e água. Finalizar a discussão pública do PDM e começar neste ano a desenvolver a localização dos equipamentos municipais, como o pavilhão desportivo municipal, que é isto que pretende até ao fim do mandato. E preparar todas as candidaturas que temos ao QREN. A pressão sobre o gabinete sobre este PDM é total, no sentido de querer com maior rapidez possível por cá fora o PDM para discussão pública. Nós sabemos que estes processos são demorados, longos, são de oito a dez anos de execução e até ficarem prontos e activos no concelho.

O edil foi peremptório ao afirmar que “a decisão para a extinção da Trofáguas é inquestionável. Há agora vários modelos em cima da mesa que podem passar pela integração em serviços camarários, concessionar a exploração a uma empresa…enfim todas as opções estão em aberto. Vamos escolher a mais positiva e económica para o concelho”. Vasconcelos não quis no entanto adiantar qual o futuro dos funcionários da empresa municipal, garantindo apenas que vai “ acautelar o futuro de quem lá trabalha, tendo sempre em vista prestar bons serviços à população”.