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Daniel Figueiredo Daniel Figueiredo

Ano 2008

Presidente da Assembleia recorda 19 de Novembro de 1998

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Daniel Figueiredo“A manifestação em Lisboa foi um espectáculo de civismo”

Uma década depois Daniel Figueiredo, presidente da Assembleia Municipal e um dos membros da Comissão Promotora, sente “vaidade” por fazer parte de um concelho novo. A festa do dia 19 de Novembro “durou toda a noite”, recordou, e todo o esforço conjunto da Comissão “justificou-se, porque o concelho veio-nos dar aquilo que pretendíamos”.

Uma “luta difícil” que culminou “num momento impossível de esquecer”. Foi desta forma que Daniel Figueiredo, actual presidente da Assembleia Municipal (AM) da Trofa, descreveu o dia 19 de Novembro de 1998, data que marcou o nascimento do concelho.

Antes da manifestação em Lisboa mantinha funções como presidente da Assembleia da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado e foi nessa qualidade que integrou a Comissão Promotora do concelho da Trofa.

Figueiredo afirma que a luta pelo concelho foi preenchida de momentos bons e maus, pelas inúmeras deslocações à Assembleia da República, onde a Comissão falou com partidos e comissões parlamentares. “Mas nem sempre vínhamos animados, pois muitas pessoas não queriam que a Trofa fosse concelho”, referiu o presidente da AM, em entrevista ao NT/TrofaTv.

Depois de muitas actividades e reuniões na Junta de Freguesia do Muro, “o trabalho de equipa” acabou por se revelar na “grande vantagem”, pois “todos, indepentemente do partido que defendiam estavam virados para o mesmo lado”.

Um dos momentos “decisivos” da luta trofense viveu-se na preparação da ida a Lisboa. “Havia o problema de transportar os trofenses a Lisboa e apenas uma semana para decidir. Houve um momento de hesitação, porque denotava-se dificuldades de compromisso para arranjar tantas viaturas. Mas a presença dos trofenses foi determinante, porque influenciou os decisores da Assembleia da República”, acrescentou.

A manifestação dos 10 mil trofenses na capital foi para Daniel Figueiredo um “espectáculo de civismo”, através da qual “a Trofa ficou marcada, para sempre, a nível nacional”.

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A festa “durou toda a noite”, recordou, e todo o esforço conjunto da comissão “justificou-se, porque o concelho veio-nos dar aquilo que pretendíamos”.

Uma década depois do “grito do Ipiranga” Daniel Figueiredo sente “vaidade” por fazer parte de um concelho novo.

“É um concelho com pessoas dinâmicas. Temos um povo que quer fazer mais e melhor, que tem ambição e vontade de crescer. A Trofa possui um núcleo duro, onde todos participam, tanto empresários como comerciantes que criam uma dinâmica que se espalha. Esta dinâmica motoriza o crescimento e por isso é que a Trofa continua a ser uma terra onde esperamos sempre mais”, frisou.

A comandar a Assembleia Municipal, Daniel Figueiredo classifica as reuniões municipais como um momento em que “existem sempre ideias diferentes, umas mais vivas que outras, mas todos os membros, de todos os partidos, procuram o melhor para a Trofa. E muitas vezes conseguimos consenso depois de muitas divergências. A democracia processa-se assim mesmo”, atestou.

Quanto ao futuro, o presidente da AM da Trofa espera “muito” do concelho que hoje “nada tem a ver com há 10 anos atrás”. Daniel Figueiredo considera que “há que reconhecer que se fez obra” e que agora a preocupação deverá estar “no que falta fazer”. Apesar de se estar a atravessar uma crise universal, Figueiredo adopta um discurso optimista: “Não podemos ser pessimistas. Temos que arregaçar as mangas e não estar à espera de um milagre ou de uma medida sobrenatural. Temos que mudar a mentalidade e apostar no rigor. Temos já muita coisa boa feita, que nos permite combater a crise. É preciso ver que na Trofa temos boas indústrias, pessoas a trabalharem bem e isso é um ponto que nos pode catapultar para um futuro melhor”, concluiu.

 

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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