Bernardino VasconcelosEdil trofense relembrou papel desempenhado pelos elementos da Comissão Promotora e pelo social-democrata Marques Mendes

Para trás ficam 10 anos de trabalho em prol de oito freguesias que se sentiam abandonadas pelo executivo de Santo Tirso. Para Bernardino Vasconcelos, edil trofense, o dia 19 de Novembro de 1998 ficará sempre marcado pela “imagem de milhares de trofenses cheios de civismo a festejarem com grande satisfação e alegria a votação dos projectos-lei que levaram à criação do concelho”.

O hastear das bandeiras foi a primeira iniciativa do dia que assinala os 10 anos do concelho da Trofa. Um concelho liderado por um executivo do Partido Social Democrata, mas festejado por todos. Ao lado de Sessao soleneBernardino Vasconcelos, edil trofense, figuravam dois rostos pertencentes à Comissão Instaladora do concelho de partidos diferentes: Afonso Paixão, do PS, e Paulo Serra, do PCP.

O convite endereçado pela autarquia a estas duas individualidades da Trofa simboliza, segundo o presidente, “a necessidade de todos nós, independentemente da cor partidária, partilhar da responsabilidade do desenvolvimento do nosso concelho”.

Para trás ficam 10 anos de trabalho em prol de oito freguesias que se sentiam abandonadas pelo executivo de Santo Tirso. O dia 19 de Novembro de 1998 ficará sempre marcado pela “imagem de milhares de trofenses cheios de civismo a Sessao solenefestejarem com grande satisfação e alegria a votação dos projectos-lei que levaram à criação do concelho”.

Bernardino Vasconcelos não esquece “o excelente trabalho da Comissão Promotora” nem o “papel extraordinário” de Marques Mendes, social-democrata já apelidado “pai da Trofa” e que “sempre acreditou no projecto para a Trofa e lutou para que o partido autorizasse a apresentação do projecto-lei”. Foi, aliás, “o PSD que deu força à votação final depois de um árduo trabalho em conjunto com os elementos da Comissão” e que culminava com sucesso, mesmo depois “das declarações do Presidente da República uma semana antes que punha em causa a criação de novos concelhos. Esta mensagem abalou um pouco a possibilidade dos projectos-lei subirem a plenário, havia projectos-lei para a criação de 22 Vitela assadaconcelhos, mas só passaram dois”.

Depois da festa era tempo de encetar esforços para preparar as oito freguesias para receberem os novos serviços municipalizados. Foram momentos “dolorosos” vividos pelos elementos da Comissão Instaladora que encontraram do lado tirsense uma muralha de obstáculos. “Foi possível em democracia haver um executivo que, não tendo a sensibilidade suficiente, cortou todos os serviços aos trofenses e que eles tinham direito. Se, quando tomamos posse tivéssemos uma atitude democrática de Santo Tirso, a organização dos serviços seria feita de outra forma e com mais calma, mas era necessário ter alguém que tivesse conhecimentos na área administrativa municipal. Agora, ainda hoje estamos a limar esses aspectos”, acrescentou.

Sessao soleneApesar de ainda notar “haver algumas atitudes que não dignificam a política”, Bernardino Vasconcelos assumiu manter “uma boa relação institucional” com o presidente da autarquia tirsense, Castro Fernandes.

Este ano a sessão solene do aniversário do concelho foi dedicada à educação, uma das áreas mais intervencionadas pelo executivo camarário. “Foi uma das vertentes em que apostamos para o desenvolvimento do concelho e fizemos bastante. O futuro passa por colocar em cada escola um quadro interactivo para que as crianças possam contactar com a realidade das novas tecnologias”.

O dia das comemorações ficou marcado ainda pela tradicional vitela assada, iniciativa levada cabo todos os anos e que relembra o mesmo donativo do trofense Eurico Ferreira em dia de festa, há dez anos atrás.