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Edição 559

Postes da luz da EN14 decorados com crochê colorido

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O desafio foi lançado a miúdos e graúdos: decorar os postes de iluminação ao longo da Estrada Nacional 14, desde a rotunda do Professor (junto aos supermercados) até à rotunda do Catulo, com croché colorido. Usando uma técnica artesanal histórica, à qual se inova com a cor e com o uso de botões, o objetivo é que as gerações criem arte urbana para que o público “se surpreenda por um padrão de cor ao longo do percurso”. O projeto é da delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), no âmbito do CLDS Trofa – 3G Motor de Oportunidades, um projeto nascido do Fundo Social Europeu, Programa Operacional Inclusão Social e Emprego, Eixo Prioritário 3 – Promover a inclusão social e combater a pobreza e discriminação.
A Arte Urbana foi um dos caminhos que a instituição encontrou para “facilitar o encontro e diálogo entre diferentes grupos sociais e etários”, e formou um grupo de 63 pessoas, utentes do Centro Social e Paroquial de S. Mamede do Coronado e alunos da Escola Básica e Secundária do Coronado e Covelas, de S. Romão.
O projeto será executado em seis meses e, para isso, a Cruz Vermelha precisa da ajuda da comunidade. Por isso, lançou o apelo “a quem tiver panos de renda e croché que não necessite, que os deixe na delegação, no Centro Social ou na Escola.

“Os diferentes participantes mostram-se motivados e consideramos que este pode ser um projeto que se pode estender a toda a comunidade trofense interessada. Não conseguimos assegurar formadores para todos os locais, mas conseguiremos tentar orientar todos os interessados em dar uma nova cor à Trofa”, afirmou fonte da instituição.
Além de fomentar o intercâmbio geracional, a Arte Urbana tem como missão “desenvolver e despertar o interesse dos indivíduos envolvidos, através da acessibilidade e experimentação artística” e “o acesso público aos diversos domínios da atividade artística, fomentando a descentralização e dinamização da oferta cultural, corrigindo as assimetrias regionais e promovendo a atividade artística como instrumento de desenvolvimento económico e de qualificação, inclusão e coesão sociais”.
“Pretende-se realizar intervenções de Arte Urbana na cidade da Trofa, valorizando os espaços urbanos da cidade e ambicionando o cruzamento de mundos tão diversos quanto a nossa imaginação nos possa levar e que ao mesmo tempo se possa estimular as diferentes faixas etárias envolvidas direta e indiretamente, despertando-os para uma sociedade mais cooperante, proativa, positiva e produtiva”, descreveu a mesma fonte.
Este é mais um projeto desenvolvido pela Cruz Vermelha no âmbito do CLDS Trofa 3G Motor de Oportunidades, que está no terreno desde 1 de outubro. Segundo a delegação, as ações promovidas já chegaram a “mais de 500 pessoas”.

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Edição 559

“Muito mais que paixão, o Trofense precisa de dinheiro” (c/video)

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paulo melro 3
“Acredito que possa haver alguém que possa ir acordando só agora com as notícias e olhando para os factos, mas esta, infelizmente, é uma realidade de há muitos anos, que não temos sido capazes de combater”. Foi desta forma que Paulo Melro, presidente do Clube Desportivo Trofense descreveu a atual situação do emblema mais representativo do concelho.

As dificuldades “são diárias” e face à incapacidade de cobrir as despesas, as dívidas acumulam-se e traçam um caminho perigoso para a sobrevivência do Trofense. Em entrevista ao NT e TrofaTv, Paulo Melro revelou que a dívida total do clube ronda os 2,7 milhões de euros, que foram alvo de um Processo Especial de Revitalização (inicialmente rejeitado pelo tribunal e que atualmente está a aguardar pelo desfecho do recurso), enquanto a Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas (SDUQ), criada para gerir a equipa sénior profissional, acumulou “500 mil euros” de dívida em dois anos e meio de existência, relativos a ordenados de jogadores e treinadores, Segurança Social e Autoridade Tributária. Também para este valor, o clube desencadeou um processo de reestruturação, uma vez que “um ex-treinador”, que Paulo Melro não quis identificar, “instaurou um processo” a reclamar direitos financeiros. Este caminho permite “ganhar tempo para tentar negociar com possíveis investidores”, que porém teimam em não aparecer. A entrada de capital é, segundo o dirigente, a única forma de tirar a corda da garganta do clube. Ainda houve, no início da temporada, “um grupo internacional de renome, que mostrou interesse em investir, mas a partir de novembro a vontade começou a esfriar, quando percebeu que não era este ano que a equipa ia lutar pela subida”, contou.
Mas as intenções não passam disso mesmo, intenções. Paulo Melro diz que é preciso mais. E é direto na mensagem: “Muito mais que paixão, o clube precisa de dinheiro”. E o “único meio” para isso é, segundo Melro, “vender a participação no futebol sénior”, uma vez que as receitas não cobrem as despesas, pois, mesmo com a “redução drástica” de orçamento para os “250 mil euros” em 2015/2016, os patrocinadores “cada vez mais têm dificuldade em libertar dinheiro para apoiar o futebol”. E a “almofada” que era a família Silva – de Rui Silva, antigo presidente do clube – desapareceu depois de largos anos de apoio financeiro. “Algum dia, tinha que parar”, sublinhou Paulo Melro. O horizonte é, por isso, “muito negro”, se nada acontecer nos próximos tempos.

 
paulo melro 3
Vai recandidatar-se?
“Ainda não pensei nisso”
 
Quanto às vozes de descontentamento que têm aumentado face à deterioração da situação financeira e estrutural do clube, Paulo Melro insiste na ideia de que “o problema que o clube atravessa é público e já foi anunciado, tanto na última assembleia-geral como através de comunicado”. E por isso mesmo não é convocada uma nova assembleia, também reclamada por alguns sócios. Melro justifica com a inexistência de desenvolvimento, no entanto sublinha que este “é um instrumento que está à disposição dos sócios” que queiram convocar. Mesmo assim, acrescentou, a direção do clube entendeu colocar-se à disposição dos associados, que queiram esclarecer dúvidas, apresentar propostas ou soluções. Brevemente, será publicado um “comunicado”, a explicar como poderá ser feito o agendamento das reuniões. “Isto mostra que não nos escondemos”, afirmou Paulo Melro, que disse ainda que se mantém no cargo porque sente a “responsabilidade” de “continuar a dar a cara pelo futuro do clube”. “Não vou fugir às minhas responsabilidades”, assegurou.
Por isso, é certo que, não aparecendo nenhuma solução, o presidente do clube não se demite até ao próximo ato eleitoral que será realizado em meados de “maio”. Questionado sobre se vai apresentar recandidatura, Paulo Melro respondeu: “Aquilo que temos vindo a fazer tem sido tão absorvente que não é, ainda, uma situação que me passe pela cabeça. Ou seja, não pensei se sim ou não. Aquilo que eu sei é que, tanto eu como os meus restantes colegas de direção estaremos sempre disponíveis para ajudar o clube”.
Sentir o pulsar dos sócios também será decisivo para a sua recandidatura e isso poderá acontecer na próxima assembleia-geral de março, para a apresentação de contas: “Se eu sentir que os sócios não me querem como presidente, obviamente não me candidatarei”. E o discurso continuou: “É mentira que nós não queremos ajuda ou que nós não fazemos tudo para ser ajudados. Se houver alguém que para ajudar precisa que eu não esteja aqui que o diga e no mesmo dia o lugar estará à disposição. Eu seria incapaz de ficar aqui mais um dia se sentisse que isso estava a prejudicar o clube”.
 
“Não podemos dizer que foi por falta de dinheiro que não conseguimos a fase de subida”
 
Para Paulo Melro, a falta de dinheiro do clube “não é a única responsável” pelo facto de a equipa sénior não ter conseguido garantir presença na Fase de Subida do Campeonato de Portugal. “Algo mais terá falhado e basta pegar no exemplo de equipas que atingiram esse desidrato e que têm orçamentos mais pequenos do que o nosso e as mesmas dificuldades”, justificou.
E, na mesma linha de pensamento, Paulo Melro considera que também não foi o dinheiro que pesou na decisão de alguns jogadores, como o capitão Hélder Sousa, de abandonar a equipa. “Foi a falta de motivação”, argumentou, sem deixar de deixar uma palavra de “gratidão” aos outros atletas “que estão na disposição de continuar”, assim como à equipa técnica, especialmente a “Vítor Oliveira e a Luís Pinto, que têm feito, não só de treinadores, mas também de diretores e psicólogos”.
As expectativas para a Fase de Manutenção do campeonato são contidas, mas ainda assim Paulo Melro alimenta a convicção de que o clube conseguirá manter-se na divisão, anunciando a chegada de jogadores “a custo zero” para “os próximos dias”.
 
Departamento de formação “não está salvaguardadados problemas”
 
Apesar de continuar a trabalhar com “o mesmo dinamismo” graças ao “empenho dos diretores e dos pais dos jogadores”, o departamento de formação não está imune aos problemas que assolam o clube. “É uma estrutura integrada no clube, pelo que não está salvaguardada de repercussões no caso de acontecer um problema de maior dimensão”, alertou.
A criação de um novo clube para transferir as camadas jovens e assim preservar a estrutura é vista como “o último dos recursos”, porque “não é um processo tão linear como se possa imaginar”. Até porque, Paulo Melro diz-se incapaz de “pensar no que vai acontecer depois de acabar o Trofense”, porque não quer aceitar que esse cenário se colocará.

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Porta do Centro de Saúde fechada “por questões de segurança”

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A decisão foi polémica e já levou vários utentes a demonstrarem incredulidade e descontentamento. A direção do Agrupamento dos Centros de Saúde (ACeS) Santo Tirso/Trofa decidiu fechar a porta traseira do Centro de Saúde em S. Martinho de Bougado, justificando com “questões de segurança”. Ana Maria Tato, diretora do ACeS, afirmou ao NT que “as pessoas entravam e saiam indiscriminadamente no Centro de Saúde, entravam nos gabinetes” e há casos “em que houve coisas que desapareceram”. Por essa razão, decidiu fechar a porta, que passou a ser acesso exclusivo a pessoas com mobilidade reduzida. Só que, por estar fechada, os utentes que, por dificuldades de locomoção, precisarem de entrar no Centro de Saúde, terão de se dirigir à receção, do lado oposto do edifício, e solicitar a abertura da porta. “Fechamo-la quer para proteção dos utentes, que estão na sala de espera, quer dos trabalhadores”, sublinhou Ana Maria Tato.
Ao NT chegaram alguns relatos de descontentamento com esta decisão, como de Catarina Inácio que disse “ter tido a pior experiência” no Centro de Saúde, quando se dirigiu com um carrinho de bebé à receção e “o segurança disse para deixar o carrinho na receção” e “pegar no menino e descer ao piso inferior pelas escadas”. “Pedi o livro de reclamações e responderam que não o podiam ir buscar, pois tinha de reclamar lá em baixo e voltaram a dar a mesma opção, ficando muito admirados de eu me recusar a deixar o carro na receção. No fim, quando já estava completamente enervada e visto não ter outra solução, voltei a sair à chuva com o carrinho de bebé e quando passei atrás do centro de saúde, o segurança apareceu e disse que já tinha a porta aberta e que eu não precisava de me chatear”, afirmou.
Confrontada com este caso, Ana Maria Tato mostrou dúvidas quanto a esta versão: “Não consigo acreditar, porque as orientações foram claras e as pessoas com carros de bebés, com cadeira de rodas ou macas entram pela porta traseira, que se abre de imediato”.

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