A decisão foi polémica e já levou vários utentes a demonstrarem incredulidade e descontentamento. A direção do Agrupamento dos Centros de Saúde (ACeS) Santo Tirso/Trofa decidiu fechar a porta traseira do Centro de Saúde em S. Martinho de Bougado, justificando com “questões de segurança”. Ana Maria Tato, diretora do ACeS, afirmou ao NT que “as pessoas entravam e saiam indiscriminadamente no Centro de Saúde, entravam nos gabinetes” e há casos “em que houve coisas que desapareceram”. Por essa razão, decidiu fechar a porta, que passou a ser acesso exclusivo a pessoas com mobilidade reduzida. Só que, por estar fechada, os utentes que, por dificuldades de locomoção, precisarem de entrar no Centro de Saúde, terão de se dirigir à receção, do lado oposto do edifício, e solicitar a abertura da porta. “Fechamo-la quer para proteção dos utentes, que estão na sala de espera, quer dos trabalhadores”, sublinhou Ana Maria Tato.
Ao NT chegaram alguns relatos de descontentamento com esta decisão, como de Catarina Inácio que disse “ter tido a pior experiência” no Centro de Saúde, quando se dirigiu com um carrinho de bebé à receção e “o segurança disse para deixar o carrinho na receção” e “pegar no menino e descer ao piso inferior pelas escadas”. “Pedi o livro de reclamações e responderam que não o podiam ir buscar, pois tinha de reclamar lá em baixo e voltaram a dar a mesma opção, ficando muito admirados de eu me recusar a deixar o carro na receção. No fim, quando já estava completamente enervada e visto não ter outra solução, voltei a sair à chuva com o carrinho de bebé e quando passei atrás do centro de saúde, o segurança apareceu e disse que já tinha a porta aberta e que eu não precisava de me chatear”, afirmou.
Confrontada com este caso, Ana Maria Tato mostrou dúvidas quanto a esta versão: “Não consigo acreditar, porque as orientações foram claras e as pessoas com carros de bebés, com cadeira de rodas ou macas entram pela porta traseira, que se abre de imediato”.