Associação para a Defesa do Ambiente e do Património do Litoral Norte realizou no sábado, 26 de outubro, uma palestra sobre “A energia oculta das plantas”, na sede da associação, situada na antiga escola básica de Mendões, em S. Mamede do Coronado.

“Todos nós sabemos que as plantas são seres vivos e sabemos também que são seres vivos surdos e cegos para nós humanos. Mas o que muitos de nós não sabem, é que elas têm um poder de perceção, capaz de sentir o que à sua volta se passa”. Numa palestra dedicada à temática “A energia oculta das plantas”, o fitopatologista Jaime Vieira, da Associação para a Defesa do Ambiente e do Património do Litoral Norte (ADAPALNOR), explicou aos participantes “a teoria” da existência de “uma contínua troca de energia entre as plantas e os seres humanos que as rodeiam”.

Segundo Jaime Vieira, a planta “sente o carinho e a ternura do nosso olhar, o cuidado com que a tratamos, as palavras ternas que lhe dirigimos e os elogios que lhe dispensamos perante os nossos amigos”. Mas há mais: “As plantas conseguem ‘perceber’ atos de agressividade praticados ou em vias de serem praticados em seu redor e têm a faculdade de perceber as intenções do ser humano”.

Uma teoria que é comprovada pelas notícias que divulgaram experiências realizadas. Uma delas, “a primeira de todas”, aconteceu na “segunda metade do século XX”, quando “o agente da polícia de Nova Iorque, Cleve Backster, especializado na deteção de mentiras, decidiu ‘brincar’ com o seu galvanómetro (aparelho que serve para medir as oscilações das células nervosas e assim detetar as emoções do ser humano) ligando-o às folhas de uma planta que tinha à sua frente, uma dracaena”. “Primeiro despejou água com abundância no vaso e não houve qualquer reação. De seguida, despejou uma chávena de café quente no vaso, o galvanómetro nada registou. Já prestes a desistir, Backster pensou em queimar uma folha da dracaena. Nesse mesmo instante, o galvanómetro registou uma forte oscilação. E isto, mesmo antes, de Backster ter pegado na caixa de fósforos. Ele não falou, apenas pensou”, contou Jaime Vieira, afirmando que o detetive “repetiu a experiência e obteve os mesmos resultados”.

Segundo o fitopatologista, seguiram-se “muitas outras experiências”, “todas” realizadas “com sucesso”, o que marcou “o princípio de uma nova era na descoberta da energia das plantas, na sua capacidade de perceção do que as rodeia”.

Para “os mais céticos”, Jaime Vieira lançou uma questão: “Já alguma vez notaram que o seu cão pressente a chegada dos donos, bastantes minutos antes de os mesmos entrarem em casa, mesmo a horas desencontradas?” “É essa capacidade de perceção que alguns animais têm, que as plantas têm igualmente”, concluiu.

A ADAPALNOR está a preparar mais dois “minicursos” para o dia 9 de novembro, na sua sede. A primeira, pelas 9.30 horas, é dedicada às “Orquídeas de interior”, enquanto o segundo, pelas 15 horas, é sobre “Plantas medicinais”. Para mais informações pode contactar a associação através do e-mail (dapalnor@gmail.com), telemóvel (929 042 420) ou do facebook (dapalnor).