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Edição 639

“Planeio uma nova qualidade de vida e novas centralidades”

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Entrevista a Nuno Moreira, candidato do PS à freguesia de Alvarelhos e Guidões

 

Nuno Moreira candidata-se à freguesia de Alvarelhos e Guidões, com a ambição de melhorar a qualidade de vidas das pessoas, fazendo desta freguesia um exemplo em termos de qualidade de vida e serviço ao cidadão.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à freguesia de Alvarelhos e Guidões?
Nuno Moreira (NM): Durante o primeiro semestre de 2017, fui sendo motivado por vários conterrâneos para dar um novo e reforçado contributo para a nossa freguesia. Recebi os apelos dos clientes do meu estabelecimento comercial, situado em Guidões, de colegas meus da comissão social de freguesia a que pertenço, de companheiros das comissões de festa, de empresários da nossa terra, de vizinhos e de amigos de todo este território. E, por fim, recebi o convite e o apoio do Partido Socialista para me candidatar a presidente da Junta de Freguesia. Decidi aceitar o desafio em nome de uma grande ambição: melhorar a vida das pessoas, fazendo desta freguesia um exemplo em termos de qualidade de vida e serviço ao cidadão. E, claro, candidato-me em nome de um profundo sentimento de ligação a esta terra. Uma terra que acredito ser única no concelho pela sua localização, beleza, gentes e potencialidades.

NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
NM: Temos de melhorar a mobilidade dos cidadãos. Melhorar as vias de acesso das zonas habitacionais às estradas nacionais e ligar melhor o centro de Guidões a Alvarelhos. É urgente melhorar o transporte público, procurando parcerias públicas ou com os agentes de transporte privado. Não temos de continuar tão longe dos centros das cidades vizinhas. Dar às pessoas possibilidade de caminhar mais e em segurança, faltam construir quilómetros de passeios para os peões. Uma estrada só é verdadeiramente requalificada quando inclui passeios para os peões e iluminação adequada. É importante prestar novos cuidados aos nossos idosos, depois de quatro anos onde, espantosamente, o centro de dia parou por completo. Planeio uma nova qualidade de vida e novas centralidades, nomeadamente, renovando o centro de Alvarelhos.

NT: Qual o projeto/área priori-tário(a) caso seja eleito?
NM: É verdade que temos um projeto extenso. Contudo, consigo identificar as principais prioridades que teremos enquanto presidente de Junta e executivo de freguesia. Reorganizar a rede viária, ligando, conveniente, o centro da freguesia de Alvarelhos à freguesia de Guidões, e os centros das freguesias às estradas nacionais e zonas industriais. Reabrir o processo do centro comunitário de Alvarelhos, compreendendo a razão para a paralisação dos últimos quatros anos, qual o destino do dinheiro atribuído e procurando soluções para a continuação da obra. Dar continuidade ao núcleo de Guidões da Comissão Social de Freguesia (CSF) e a constituição efetiva do núcleo de Alvarelhos desta mesma CSF. Reorganizar o centro da freguesia de Alvarelhos, trazendo mais dinamismo, mais espaços verdes, melhor fluxo automóvel e pedonal, pois Alvarelhos merece uma centralidade de grande beleza e dinamismo! E aproveitamento do terreno da Junta de Freguesia, no lugar de Vilar, em Guidões, para a construção de um parque lúdico-desportivo, com parque infantil, espaço de convívio e de prática desportiva. Obviamente, há temáticas que serão fruto de parcerias ou de obtenção de financiamentos públicos, contudo, desde o primeiro dia, trabalharemos para criar condições para tornar realidade estas prioridades.

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NT: Quais as principais carências da freguesia?
NM: Tenho por hábito falar das virtudes de Alvarelhos e Guidões, da sua beleza ímpar, e dos planos que temos para a freguesia, em vez de apontar as carências. Contudo, como podem constatar pelo projeto que temos apresentado, sinto que há necessidade de fazer melhor no âmbito dos arruamentos, mobilidade automóvel e pedonal. Temos de dar melhores respostas sociais, daí a minha preocupação com o centro de dia. Acredito que é possível melhorar a limpeza das ruas da freguesia e potencializar algumas características e monumentos, como o Castro de Alvarelhos, a zona da Santa Eufémia, os fontanários e tanques e as feiras da freguesia.
NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
NM: Respeito a democracia e a vontade popular. Acredito que temos condições para liderar a Junta de Freguesia e que o PS tem excelentes equipas também à Câmara Municipal. É verdade que não tenho uma opinião positiva sobre o mandato de Sérgio Humberto, nomeadamente, por não ter tratado por igual as freguesias, ou até mesmo as pessoas, dependendo do partido a que pertenciam. Contudo, aos eleitores quero dizer que acredito no poder local, com as suas limitações ou imperfeições, mas a partir de dia 1 de outubro trabalharei, com todos e para todos, pela construção de um melhor território e de uma melhor Junta de Freguesia. Os eleitores saberão fazer as escolhas certas.

NT: Quais as obras que considera mais urgentes serem realizadas pela Câmara Municipal?
NM: Repito, há obras que dependem de parcerias e de obtenção de financiamentos públicos. Por exemplo, o presidente Bernardino Maia, que admiro e que me inspira, foi muito perspicaz e competente na obtenção de fundos públicos, deixando a obra que todos reconhecem em Guidões. À Junta de freguesia cabe criar condições e fazer trabalho político junto das diferentes entidades. À Câmara Municipal da Trofa irei apresentar um plano para o mandato onde estará incluído: nova via entre Guidões e Alvarelhos, começando na EN 14 e terminando na EN 104, e abarcando o centro das duas comunidades. Imediato esclarecimento à população de todo o processo da obra do centro comunitário e empenho junto da sua direção, para que seja encontrada uma solução que vá de encontro com as necessidades da população. Expandir significativamente a rede de passeios para peões, ligando os centros de Alvarelhos e Guidões aos diferentes lugares da freguesia. Por fim, atenção aos campos de futebol das duas associações desportivas da freguesia, GCR Alvarelhos e Guidões FC, pois é lamentável o estado de abandono a que foi deixado.

NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
NM: Quero neste ponto referir como continuo a encarar como negativo o processo de fusão das freguesias. Aliás farei valer, junto do governo, o documento aprovado por PS, PSD e CDS, por unanimidade, que pede a revisão do processo. Estando os partidos de acordo nesta matéria é nosso dever corresponder à vontade democraticamente demonstrada. Sobre estes 18 anos, a independência do concelho da Trofa foi positiva para todas as freguesias. Contudo, certamente que concordamos que deveríamos estar já num outro patamar de qualidade de vida e desenvolvimento. Veja bem: temos os custos de vida mais caros do país! As taxas no máximo e a água mais cara do país. Só neste mandato de 2013 a 2017, os trofenses pagaram mais 14 milhões de euros em impostos face ao mandato anterior. Isto é injustificável e merece medidas compensatórias. Por isso, temos direito a exigir mais. As autarquias atuais pedem uma gestão moderna, competente e profissional. Um presidente de Junta de Freguesia é um voluntário ao serviço da freguesia, mas tem também de ser alguém com visão, com ambição e com uma estratégia para melhorar a vida das pessoas e dinamizar os territórios. Acredito que estes 18 anos são uma pequena amostra do grande desenvolvimento que deve existir nos próximos anos. Em nome de uma terra com maior qualidade de vida e com os cidadãos mais felizes.

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Crónica: “O atentado terrorista e o padre que foi preso”

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Normalmente quando acontecem revoluções políticas, existem sempre bolsas de resistência de movimentos oposicionistas ao novo governo/regime. A Revolução de 5 de Outubro de 1910 exemplo desse mesmo comportamento com várias bolsas de resistência ao novo regime aconteciam sobretudo no norte do país.
Um dos momentos de destabilização monárquica, ocorreu a 11 de julho de 1912, com um ou vários membros da causa monárquica, apoiantes de Paiva Couceiro a colocarem uma bomba na ponte de caminho de ferro que liga Lousado à Trofa.
O atentado ocorreu após o término da vigilância das infraestruturas, os mais fanáticos da causa república faziam vigilância apertada de várias infraestruturas importantes para a sociedade. Uma bomba foi colocada e um enorme estrondo se fez ouvir na madrugada na cidade da Trofa, causando muitos estragos na ponte.
Rapidamente a polícia república a Carbonária entrou em campo, recordando ou informando os estimados leitores que um dos fundadores da carbonária era um trofense, Heliodoro Trofense, a organização em que os mais devotos republicanos se agruparam antes da instauração da República e que se ia tornar a polícia política do regime republicano.
No passado e nas páginas deste periódico em crónica anterior, foi descrito que uma bomba tinha sido abandonada em Covelas, apeadeiro de Portela e rapidamente a Carbonária surgiu e nas diligências para perceber quem eram os autores daquele esquecimento, chegou inclusivamente a incomodar o Padre de Covelas.
Relativamente ao atentado na ponte, passados poucos dias as diligências da Carbonária teriam uma grande surpresa, ocorreram as primeiras detenções relacionadas com o atentado e um dos detidos foi o Padre António Moreira Dias da Costa que era Abade na freguesia do Muro.
As autoridades administrativas passaram revista à casa do Padre Dias da Costa e nada encontraram, após “rigorosa busca”. Acabou por ser detido e enviado para o Porto após ter sido capturado pelas 8h da manhã e seguindo apenas viagem depois de estar incontactável até as 14h30.
A imprensa apontava que o Padre tinha sido detido porque havia a suspeita que tivesse ligações com o atentado e tinha sido a terceira detenção, após dois indivíduos de Famalicão, foram detidos também a pedido da polícia do Porto.
Atitudes como estas foram assinando a sentença de morte da República…

 

por José Pedro Maia Reis

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“Quero concluir os projetos que iniciamos”

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Entrevista a José Ferreira, candidato do PS à freguesia do Coronado

 

Caso seja reeleito, José Ferreira pretende dar continuidade ao trabalho que tem desenvolvido, como a construção de passeios e de pavimentações de ruas, construir uma Praia Urbana na Quinta de São Romão e um circuito de manutenção.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à freguesia do Coronado?
José Ferreira (JF): Porque ainda há muito por fazer na Vila do Coronado e quero concluir os projetos que iniciamos. Mas, principalmente, pelo compromisso que assumi com a população da Vila do Coronado e pela confiança que em mim depositaram na condução dos destinos da nossa Freguesia.

NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
JF: Dar continuidade à construção de passeios para peões nas principais artérias da Vila do Coronado. Colocar abrigos de passageiros, em falta, nas paragens de autocarros. Dar continuidade à pavimentação das ruas em terra batida existentes na Vila do Coronado. Melhorar a sinalização da rede viária e postura de trânsito. Construir percursos pedonais. Continuar a requalificação dos Cemitérios da Vila do Coronado. Continuar a requalificação dos lavadouros públicos. Continuar a sensibilizar a Câmara Municipal para a conclusão de rede de saneamento básico e ligação à rede pública, em toda a Vila do Coronado. Incentivar a Câmara Municipal a recuperar os espaços desportivos degradados. Construir uma Praia Urbana na Quinta de São Romão. Construir um circuito de manutenção. Tornar o site da Junta de Freguesia mais interativo disponibilizando ferramentas para contato interativo com a Junta, nomeadamente, pela criação de um atendimento online.

Ambiente

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– Aumentar o número de ecopontos.
– Promover, junto dos proprietários, medidas de proteção das zonas florestais, através da implementação de programas de prevenção de incêndios e estabelecer protocolos de emergência no combate a fogos, junto das autoridades Municipais e Bombeiros.

Social

– Requalificar e ampliar as hortas comunitárias.
– Dar continuidade às políticas de envelhecimento ativo, como é o caso da Universidade Sénior do Coronado.
– Dar continuidade às atividades lúdico-desportivas, como é o caso do Coronado Ativo e Coronado em Férias.
– Criar uma rede de apoio domiciliário aos idosos e aos mais carenciados.
– Intensificar as relações com as Associações da Vila do Coronado e apoiá-las em tudo o que for possível.
– Implementar um modelo de orçamento participativo, disponibilizando uma percentagem das verbas anuais da Vila do Coronado para esse efeito. A Assembleia de Freguesia deverá decidir a atribuição dessa verba, após apresentação das propostas, as quais poderão integrar também projetos apresentados por cidadãos, coletividades, associações ou outras instituições da Vila do Coronado.

Turismo

– Promover a Vila do Coronado no âmbito turístico-desportivo através da apresentação de candidaturas para a receção de provas desportivas nacionais.
– Criar um guia turístico da Vila do Coronado com informações de restaurantes, alojamento, gastronomia e sua história.
– Promover o turismo rural, arqueológico e histórico da Vila do Coronado.
– Divulgar o potencial turístico da Vila do Coronado com utilização de todos os meios disponíveis, designadamente através da internet e eventos promocionais.
– Estabelecer protocolos com outras freguesias e municípios para promover o intercâmbio cultural.

NT: Qual o projeto/área prio-ritário(a) caso seja eleito?
JF: Sobretudo a área social, pois é onde se sente mais dificuldade em haver respostas efetivas às necessidades e solicitações que chegam à Junta de Freguesia. O estabelecimento de uma relação de proximidade com as pessoas para que a Junta de Freguesia seja encarada como uma solução e não como um problema.

NT: Quais as principais carências da freguesia?
JF: A falta de equipamentos e estruturas que se coadunem com o estatuto de Vila. Não adianta apregoarmos que somos e vivemos numa Vila se ainda temos as condições de uma aldeia. Faltam-nos ainda os equipamentos mais básicos como Parque Infantis, isto diz muito sobre a nossa qualidade de vida. A Câmara Municipal, ao fim de um ano, requalificou e ampliou o Parque Infantil instalado no Parque de Nossa Senhora das Dores. Aqui nem um ainda foi construído. Considero isto uma discriminação, pois as crianças são iguais em todo o concelho. A falta de um projeto de desenvolvimento sustentado e adequado às reais necessidades de cada uma das Freguesias do nosso concelho é o nosso principal problema.

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NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
JF: Não considero que seja importante. Desde que os responsáveis autárquicos saibam desempenhar com imparcialidade e sentido cívico o cargo que desempenham. Infelizmente isto não se tem verificado desde que somos concelho. As cores partidárias têm sido usadas como armas de batalha, alimentando guerras entre Executivos Camarários e de Freguesias, prejudicando seriamente as populações e a falta de investimento.

NT: Quais as obras que considera mais urgentes serem realizadas pela Câmara Municipal?
JF: A conclusão da cobertura em toda a Vila do Coronado da rede de saneamento básico e da rede de água. Considero esta a mais fundamental e básica de todas as obras.

NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
JF: Muito aquém daquilo que era espectável. Criaram-se muitas esperanças nas pessoas com a criação do concelho da Trofa, esperava-se mais desenvolvimento e, consequentemente, mais qualidade de vida. Nada disso aconteceu. Foram sendo feitas algumas obras avulsas ao sabor dos calendários eleitorais e assim continua. Não há um projeto de desenvolvimento sustentado e adaptado à realidade de cada Freguesia. Nunca desta forma se poderá falar em coesão municipal. A Vila do Coronado foi evoluindo muito à custa da resiliência dos sucessivos executivos das Juntas de Freguesia, das Coletividades, da Comunidade Religiosa e de alguns particulares. Todos têm em comum o gosto pela sua terra e isso tem marcado o pouco, mas muito bom desenvolvimento da Vila do Coronado.

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