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Edição 639

“É urgente um investimento na área social”

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Entrevista a Miguel Alexandre, candidato da CDU à freguesia de Bougado

 

Caso seja eleito, Miguel Alexandre tem como prioridade a criação de locais para a população sénior passar os tempos livres, bem como de polos de interesse para a juventude.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à freguesia de Bougado?
Miguel Alexandre (MA): Aceitei esta candidatura pela confiança num projeto coletivo e que marca uma diferença dos outros pela ligação aos bougadenses, aos seus costumes e tradições. Sabendo que é um projeto que ouve as populações e pugna para que os seus anseios sejam concretizados.
Aceitei porque tenho também por princípios de vida os princípios orientadores do projeto CDU – Trabalho, Honestidade e Competência.

NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
MA: Sendo a maior freguesia, e aquela onde tem a sua sede a Câmara Municipal, os problemas são diversos das outras freguesias, tendo, no entanto, problemas comuns.
O apoio aos mais idosos, fora das épocas dos “passeios”, tem que ser real e efetivo.
As associações de pais e as associações desportivas e juvenis têm de ser apoiadas pelos seus projetos e atividades e não pelos seus dirigentes.
A cultura tem que ser uma realidade nesta freguesia, que tem três auditórios (edifícios da Junta e Fórum XXI), mas que têm pouca utilização.
A aproximação da população ao seu rio tem de ser mais que a construção de um passadiço, temos de reordenar toda a zona ribeirinha.
Claro que a mobilidade, principalmente na cidade, tem que ser uma realidade. É preciso reordenar as ruas e os estacionamentos, muitas vezes, abusivos. Sinalizar as passadeiras e melhorar os pas-seios, de forma a tornar a mobilidade mais segura para todos.
Discussão sobre a possibilidade de reverter a chamada Lei Relvas de agregação de freguesias.
Medidas de atração de empresas e população realistas, tendo sempre em vista que é uma freguesia urbana, com uma grande área rural.
Revitalização da feira semanal, que nos atuais moldes caminha para o seu declínio e morte.

NT: Qual o projeto/área prio-ritário(a) caso seja eleito?
MA: Eleger uma área como prioritária é secundarizar todas as outras, no entanto, é urgente um investimento na área social, como a criação de locais, onde, durante todo o ano, seja possível a população sénior passar os seus tempos livres, bem como a criação de polos de interesse para a juventude.

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NT: Quais as principais carências da freguesia?
MA: Ordenamento viário, solução efetiva e definitiva para o problema de espaço no cemitério de S. Martinho, médicos de família em número suficiente para evitar longas esperas por consultas.

NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
MA: Não, porque isso seria acreditar no nepotismo e clientelismo. É uma relação baseada no trabalho, honestidade, competência e transparência. Quem acredita que esta relação é importante nunca se deveria candidatar.

NT: Quais as obras que considera mais urgentes serem realizadas pela Câmara Municipal?
MA: Construção dos Paços do Concelho, requalificação das vias mais afastadas do centro da cidade, promover políticas de proximidade e de promoção do concelho, construção de Centro de Dia e lares para a terceira idade, dignos e a preços acessíveis, espaços verdes, desportivos e de lazer para benefício de toda a população, apresentação de medidas concretas e reais para diminuição da despesa da Câmara, para que a possibilidade de diminuição de impostos à população da Trofa seja uma realidade.

NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
MA: A evolução da freguesia está muito ligada à evolução da cidade, até que há quatro anos houve a agregação das duas freguesias de Bougado, criando duas velocidades de desenvolvimento. Há, claramente, uma maior atenção à área da cidade, ficando a restante freguesia menos desenvolvida. Continua sem ter um “centro” da cidade, criando vários polos de desenvolvimento sem ligação entre eles. Falta a Bougado uma liderança forte e com ideias diferentes, mas que conheça os seus problemas e as suas gentes e, acima de tudo, que não tenha medo de mudar.

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Edição 639

Crónica: “O atentado terrorista e o padre que foi preso”

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Normalmente quando acontecem revoluções políticas, existem sempre bolsas de resistência de movimentos oposicionistas ao novo governo/regime. A Revolução de 5 de Outubro de 1910 exemplo desse mesmo comportamento com várias bolsas de resistência ao novo regime aconteciam sobretudo no norte do país.
Um dos momentos de destabilização monárquica, ocorreu a 11 de julho de 1912, com um ou vários membros da causa monárquica, apoiantes de Paiva Couceiro a colocarem uma bomba na ponte de caminho de ferro que liga Lousado à Trofa.
O atentado ocorreu após o término da vigilância das infraestruturas, os mais fanáticos da causa república faziam vigilância apertada de várias infraestruturas importantes para a sociedade. Uma bomba foi colocada e um enorme estrondo se fez ouvir na madrugada na cidade da Trofa, causando muitos estragos na ponte.
Rapidamente a polícia república a Carbonária entrou em campo, recordando ou informando os estimados leitores que um dos fundadores da carbonária era um trofense, Heliodoro Trofense, a organização em que os mais devotos republicanos se agruparam antes da instauração da República e que se ia tornar a polícia política do regime republicano.
No passado e nas páginas deste periódico em crónica anterior, foi descrito que uma bomba tinha sido abandonada em Covelas, apeadeiro de Portela e rapidamente a Carbonária surgiu e nas diligências para perceber quem eram os autores daquele esquecimento, chegou inclusivamente a incomodar o Padre de Covelas.
Relativamente ao atentado na ponte, passados poucos dias as diligências da Carbonária teriam uma grande surpresa, ocorreram as primeiras detenções relacionadas com o atentado e um dos detidos foi o Padre António Moreira Dias da Costa que era Abade na freguesia do Muro.
As autoridades administrativas passaram revista à casa do Padre Dias da Costa e nada encontraram, após “rigorosa busca”. Acabou por ser detido e enviado para o Porto após ter sido capturado pelas 8h da manhã e seguindo apenas viagem depois de estar incontactável até as 14h30.
A imprensa apontava que o Padre tinha sido detido porque havia a suspeita que tivesse ligações com o atentado e tinha sido a terceira detenção, após dois indivíduos de Famalicão, foram detidos também a pedido da polícia do Porto.
Atitudes como estas foram assinando a sentença de morte da República…

 

por José Pedro Maia Reis

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“Quero concluir os projetos que iniciamos”

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Entrevista a José Ferreira, candidato do PS à freguesia do Coronado

 

Caso seja reeleito, José Ferreira pretende dar continuidade ao trabalho que tem desenvolvido, como a construção de passeios e de pavimentações de ruas, construir uma Praia Urbana na Quinta de São Romão e um circuito de manutenção.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à freguesia do Coronado?
José Ferreira (JF): Porque ainda há muito por fazer na Vila do Coronado e quero concluir os projetos que iniciamos. Mas, principalmente, pelo compromisso que assumi com a população da Vila do Coronado e pela confiança que em mim depositaram na condução dos destinos da nossa Freguesia.

NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
JF: Dar continuidade à construção de passeios para peões nas principais artérias da Vila do Coronado. Colocar abrigos de passageiros, em falta, nas paragens de autocarros. Dar continuidade à pavimentação das ruas em terra batida existentes na Vila do Coronado. Melhorar a sinalização da rede viária e postura de trânsito. Construir percursos pedonais. Continuar a requalificação dos Cemitérios da Vila do Coronado. Continuar a requalificação dos lavadouros públicos. Continuar a sensibilizar a Câmara Municipal para a conclusão de rede de saneamento básico e ligação à rede pública, em toda a Vila do Coronado. Incentivar a Câmara Municipal a recuperar os espaços desportivos degradados. Construir uma Praia Urbana na Quinta de São Romão. Construir um circuito de manutenção. Tornar o site da Junta de Freguesia mais interativo disponibilizando ferramentas para contato interativo com a Junta, nomeadamente, pela criação de um atendimento online.

Ambiente

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– Aumentar o número de ecopontos.
– Promover, junto dos proprietários, medidas de proteção das zonas florestais, através da implementação de programas de prevenção de incêndios e estabelecer protocolos de emergência no combate a fogos, junto das autoridades Municipais e Bombeiros.

Social

– Requalificar e ampliar as hortas comunitárias.
– Dar continuidade às políticas de envelhecimento ativo, como é o caso da Universidade Sénior do Coronado.
– Dar continuidade às atividades lúdico-desportivas, como é o caso do Coronado Ativo e Coronado em Férias.
– Criar uma rede de apoio domiciliário aos idosos e aos mais carenciados.
– Intensificar as relações com as Associações da Vila do Coronado e apoiá-las em tudo o que for possível.
– Implementar um modelo de orçamento participativo, disponibilizando uma percentagem das verbas anuais da Vila do Coronado para esse efeito. A Assembleia de Freguesia deverá decidir a atribuição dessa verba, após apresentação das propostas, as quais poderão integrar também projetos apresentados por cidadãos, coletividades, associações ou outras instituições da Vila do Coronado.

Turismo

– Promover a Vila do Coronado no âmbito turístico-desportivo através da apresentação de candidaturas para a receção de provas desportivas nacionais.
– Criar um guia turístico da Vila do Coronado com informações de restaurantes, alojamento, gastronomia e sua história.
– Promover o turismo rural, arqueológico e histórico da Vila do Coronado.
– Divulgar o potencial turístico da Vila do Coronado com utilização de todos os meios disponíveis, designadamente através da internet e eventos promocionais.
– Estabelecer protocolos com outras freguesias e municípios para promover o intercâmbio cultural.

NT: Qual o projeto/área prio-ritário(a) caso seja eleito?
JF: Sobretudo a área social, pois é onde se sente mais dificuldade em haver respostas efetivas às necessidades e solicitações que chegam à Junta de Freguesia. O estabelecimento de uma relação de proximidade com as pessoas para que a Junta de Freguesia seja encarada como uma solução e não como um problema.

NT: Quais as principais carências da freguesia?
JF: A falta de equipamentos e estruturas que se coadunem com o estatuto de Vila. Não adianta apregoarmos que somos e vivemos numa Vila se ainda temos as condições de uma aldeia. Faltam-nos ainda os equipamentos mais básicos como Parque Infantis, isto diz muito sobre a nossa qualidade de vida. A Câmara Municipal, ao fim de um ano, requalificou e ampliou o Parque Infantil instalado no Parque de Nossa Senhora das Dores. Aqui nem um ainda foi construído. Considero isto uma discriminação, pois as crianças são iguais em todo o concelho. A falta de um projeto de desenvolvimento sustentado e adequado às reais necessidades de cada uma das Freguesias do nosso concelho é o nosso principal problema.

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NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
JF: Não considero que seja importante. Desde que os responsáveis autárquicos saibam desempenhar com imparcialidade e sentido cívico o cargo que desempenham. Infelizmente isto não se tem verificado desde que somos concelho. As cores partidárias têm sido usadas como armas de batalha, alimentando guerras entre Executivos Camarários e de Freguesias, prejudicando seriamente as populações e a falta de investimento.

NT: Quais as obras que considera mais urgentes serem realizadas pela Câmara Municipal?
JF: A conclusão da cobertura em toda a Vila do Coronado da rede de saneamento básico e da rede de água. Considero esta a mais fundamental e básica de todas as obras.

NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
JF: Muito aquém daquilo que era espectável. Criaram-se muitas esperanças nas pessoas com a criação do concelho da Trofa, esperava-se mais desenvolvimento e, consequentemente, mais qualidade de vida. Nada disso aconteceu. Foram sendo feitas algumas obras avulsas ao sabor dos calendários eleitorais e assim continua. Não há um projeto de desenvolvimento sustentado e adaptado à realidade de cada Freguesia. Nunca desta forma se poderá falar em coesão municipal. A Vila do Coronado foi evoluindo muito à custa da resiliência dos sucessivos executivos das Juntas de Freguesia, das Coletividades, da Comunidade Religiosa e de alguns particulares. Todos têm em comum o gosto pela sua terra e isso tem marcado o pouco, mas muito bom desenvolvimento da Vila do Coronado.

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