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Edição 639

“A qualidade de vida é a prioridade número um”

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Entrevista a Adelino Maia, candidato do PSD/CDS-PP à freguesia de Alvarelhos e Guidões

 

Adelino Maia tem como prioridades dar continuidade ao Centro Comunitário de Alvarelhos e a requalificação da estrada que liga o lugar do Bicho ao Muro.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à freguesia de Alvarelhos e Guidões?
Adelino Maia (AM): Candidato-me à freguesia por sentir que devo ficar outra vez e penso que o povo precisa de mim. Andamos na rua, ouvimos o povo e eu entendo que o povo está minimamente satisfeito. Muitos pressionaram-me para ficar outra vez e eu entendi que devia recandidatar-me. Arrisquei com uma tranquilidade enorme, na medida em que me entreguei às pessoas durante estes quatro anos, com muito amor e carinho, e estou pronto para fazer o mesmo, se for reeleito. A minha luta é fazer o melhor que posso pelas freguesias. A obra está no terreno e as pessoas vêm que, na verdade, há obra em Guidões e em Alvarelhos. Se disserem que é pouco, eu também queria mais, mas tenho noção que fizemos alguma coisa, sem marginalizar ninguém. E foi esse o motivo que me levou a recandidatar outra vez.

NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
AM: Apresentamos muitas necessidades que são precisas nas freguesias, mas não prometo fazer tudo. E, caso seja eleito, pode acontecer de fazer coisas que não estão no programa eleitoral, porque, às vezes, há imprevistos e emergências que temos que acudir. Tenho várias coisas para fazer, como a requalificação da estrada que liga o lugar do Bicho, em Guidões, até ao Muro, que é urgente. Já falei com o presidente da Câmara e disse-lhe que tínhamos urgência de requalificar esta rua, por ser a principal. Quanto às artérias, vamos indo lentamente, consoante as nossas posses. Queremos acabar com as ruas com piso em terra. Em Alvarelhos, a Rua das Mimosas, a Rua das Caleiras, a Rua da Costa, Travessa da Nascente, Rua Senhora da Alegria, Rua do Vale, Rua dos Caulinos, Rua da Silvosa, a Rua das Fontielas e a Rua Nova. Nesta última, se eu tiver voto na matéria, gostaria que se chamasse Rua Nova dos Vieiras, uma vez que foram dois primos desta família que cederam o terreno. É uma urgência pavimentar esta rua para desviar o trânsito do centro da nossa Igreja. Em Guidões, nós temos um centro de Igreja como poucos e, em Alvarelhos, queremos fazer e não podemos. Em Guidões, temos a Rua do Noval, a Rua de S. Francisco de Assis, que será uma das primeiras que quero resolver o problema, a Travessa Humberto Delgado, a Rua do Outeiro de Baixo, a Rua dos Sobreiros Juntos, a Rua do Fontanário do Bicho e a Rua da Senra.
Temos a construção de um ringue em Vilar num terreno da Junta que tinha sido feito um protocolo com um grupo para fazer um centro de dia, mas, como não foi possível, vamos reverter o terreno a Guidões. Nesse terreno magnífico queria fazer um ringue e um lugar de lazer, com mesas. Vamos fazer também, e já começamos com a obra, um parque infantil na Urbanização do Calhau Branco.
Caso seja reeleito, quero dar continuidade ao Centro Comunitário de Alvarelhos. O centro está começado há uns anos e a obra em si começa a ficar debilitada. Tenho pena que alguém tivesse duvidado do dinheiro que foi dado e tivessem chamado a Polícia Judiciária, o que é baixo e atrasa a obra.

NT: Qual o projeto/área prioritário(a) caso seja eleito?
AM: O de abraçar o centro de dia, para ver se conseguimos dar continuidade ao projeto em si. E depois há muitas obras, umas mais prioritárias do que outras, tendo sempre em causa o bem-estar do povo. Às vezes temos ideias e projetos, mas, de repente, aparece uma prioridade e nós temos que dar seguimento àquilo que é mais importante para o povo.

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NT: Quais as principais carências da freguesia?
AM: As nossas ruas têm muitas carências e eu, que as palminho todos os dias, noto que é uma necessidade urgente. Numa autarquia há muita necessidade e muita coisa a fazer. Há pessoas que dizem que está tudo feito. Para mim, está a começar e estou a fazer uma coisa de cada vez. A qualidade de vida das pessoas é a número um, depois as ruas e estarmos atento às crianças, para que não lhes falte nada, para que amanhã tenhamos alguém que nos suceda com qualidade.

NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
AM: Eu governo com qualquer partido político. Posso dizer que sou PSD, mas são todos bem-vindos, eu trabalho com gente que saiba ver, realmente, a necessidade do povo. Neste momento, é o meu partido, mas se tivesse que dizer mal, dizia mal. Acho que há uma abertura grande com o nosso presidente de Câmara e, portanto, tem mais-valias na medida em que digo o que é preciso e ele vem à obra e vê. Mas isso, fosse qual fosse o partido, era assim que devia funcionar. Se tivesse alguém do PS ou do PCP, que trabalhasse como o Sérgio Humberto, para mim era igual, se me atender àquilo que são as prioridades. E um político tem que ter coração e dar uso, se não estamos tramados. Havendo uma ótima relação com o presidente da Câmara quem ganha é o povo.

NT: Quais as obras que considera mais urgentes a ser realizadas pela Câmara Municipal?
AM: Eu tenho ouvido o presidente de Câmara a falar em fazer a sede da nossa Câmara, o que é bom, porque é tempo. Quando se fala nisso, eu penso que já não teremos tanta sorte em aumentar o protocolo, o que é preciso. Portanto, tem que se jogar com dinheiros de fundos, a ver se conseguimos juntar o útil ao agradável, para que não tire qualidade de vida às pessoas.

NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
AM: Não sou ninguém para avaliar, as pessoas é que poderão avaliar, mas também tenho a noção de alguma coisa. Eu penso que a freguesia não está tão má como isso. Daquilo que conheci, quem passou, tanto por Alvarelhos como Guidões, fez o melhor que pôde e soube e evoluiu a freguesia e eu estou a dar continuidade à evolução. Agora o povo é que poderá avaliar e penso que vai avaliar no dia 1 de outubro.

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Edição 639

Crónica: “O atentado terrorista e o padre que foi preso”

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Normalmente quando acontecem revoluções políticas, existem sempre bolsas de resistência de movimentos oposicionistas ao novo governo/regime. A Revolução de 5 de Outubro de 1910 exemplo desse mesmo comportamento com várias bolsas de resistência ao novo regime aconteciam sobretudo no norte do país.
Um dos momentos de destabilização monárquica, ocorreu a 11 de julho de 1912, com um ou vários membros da causa monárquica, apoiantes de Paiva Couceiro a colocarem uma bomba na ponte de caminho de ferro que liga Lousado à Trofa.
O atentado ocorreu após o término da vigilância das infraestruturas, os mais fanáticos da causa república faziam vigilância apertada de várias infraestruturas importantes para a sociedade. Uma bomba foi colocada e um enorme estrondo se fez ouvir na madrugada na cidade da Trofa, causando muitos estragos na ponte.
Rapidamente a polícia república a Carbonária entrou em campo, recordando ou informando os estimados leitores que um dos fundadores da carbonária era um trofense, Heliodoro Trofense, a organização em que os mais devotos republicanos se agruparam antes da instauração da República e que se ia tornar a polícia política do regime republicano.
No passado e nas páginas deste periódico em crónica anterior, foi descrito que uma bomba tinha sido abandonada em Covelas, apeadeiro de Portela e rapidamente a Carbonária surgiu e nas diligências para perceber quem eram os autores daquele esquecimento, chegou inclusivamente a incomodar o Padre de Covelas.
Relativamente ao atentado na ponte, passados poucos dias as diligências da Carbonária teriam uma grande surpresa, ocorreram as primeiras detenções relacionadas com o atentado e um dos detidos foi o Padre António Moreira Dias da Costa que era Abade na freguesia do Muro.
As autoridades administrativas passaram revista à casa do Padre Dias da Costa e nada encontraram, após “rigorosa busca”. Acabou por ser detido e enviado para o Porto após ter sido capturado pelas 8h da manhã e seguindo apenas viagem depois de estar incontactável até as 14h30.
A imprensa apontava que o Padre tinha sido detido porque havia a suspeita que tivesse ligações com o atentado e tinha sido a terceira detenção, após dois indivíduos de Famalicão, foram detidos também a pedido da polícia do Porto.
Atitudes como estas foram assinando a sentença de morte da República…

 

por José Pedro Maia Reis

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“Quero concluir os projetos que iniciamos”

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Entrevista a José Ferreira, candidato do PS à freguesia do Coronado

 

Caso seja reeleito, José Ferreira pretende dar continuidade ao trabalho que tem desenvolvido, como a construção de passeios e de pavimentações de ruas, construir uma Praia Urbana na Quinta de São Romão e um circuito de manutenção.

 

O Notícias da Trofa (NT): O que o leva a candidatar-se à freguesia do Coronado?
José Ferreira (JF): Porque ainda há muito por fazer na Vila do Coronado e quero concluir os projetos que iniciamos. Mas, principalmente, pelo compromisso que assumi com a população da Vila do Coronado e pela confiança que em mim depositaram na condução dos destinos da nossa Freguesia.

NT: Quais são os projetos que apresenta para o mandato?
JF: Dar continuidade à construção de passeios para peões nas principais artérias da Vila do Coronado. Colocar abrigos de passageiros, em falta, nas paragens de autocarros. Dar continuidade à pavimentação das ruas em terra batida existentes na Vila do Coronado. Melhorar a sinalização da rede viária e postura de trânsito. Construir percursos pedonais. Continuar a requalificação dos Cemitérios da Vila do Coronado. Continuar a requalificação dos lavadouros públicos. Continuar a sensibilizar a Câmara Municipal para a conclusão de rede de saneamento básico e ligação à rede pública, em toda a Vila do Coronado. Incentivar a Câmara Municipal a recuperar os espaços desportivos degradados. Construir uma Praia Urbana na Quinta de São Romão. Construir um circuito de manutenção. Tornar o site da Junta de Freguesia mais interativo disponibilizando ferramentas para contato interativo com a Junta, nomeadamente, pela criação de um atendimento online.

Ambiente

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– Aumentar o número de ecopontos.
– Promover, junto dos proprietários, medidas de proteção das zonas florestais, através da implementação de programas de prevenção de incêndios e estabelecer protocolos de emergência no combate a fogos, junto das autoridades Municipais e Bombeiros.

Social

– Requalificar e ampliar as hortas comunitárias.
– Dar continuidade às políticas de envelhecimento ativo, como é o caso da Universidade Sénior do Coronado.
– Dar continuidade às atividades lúdico-desportivas, como é o caso do Coronado Ativo e Coronado em Férias.
– Criar uma rede de apoio domiciliário aos idosos e aos mais carenciados.
– Intensificar as relações com as Associações da Vila do Coronado e apoiá-las em tudo o que for possível.
– Implementar um modelo de orçamento participativo, disponibilizando uma percentagem das verbas anuais da Vila do Coronado para esse efeito. A Assembleia de Freguesia deverá decidir a atribuição dessa verba, após apresentação das propostas, as quais poderão integrar também projetos apresentados por cidadãos, coletividades, associações ou outras instituições da Vila do Coronado.

Turismo

– Promover a Vila do Coronado no âmbito turístico-desportivo através da apresentação de candidaturas para a receção de provas desportivas nacionais.
– Criar um guia turístico da Vila do Coronado com informações de restaurantes, alojamento, gastronomia e sua história.
– Promover o turismo rural, arqueológico e histórico da Vila do Coronado.
– Divulgar o potencial turístico da Vila do Coronado com utilização de todos os meios disponíveis, designadamente através da internet e eventos promocionais.
– Estabelecer protocolos com outras freguesias e municípios para promover o intercâmbio cultural.

NT: Qual o projeto/área prio-ritário(a) caso seja eleito?
JF: Sobretudo a área social, pois é onde se sente mais dificuldade em haver respostas efetivas às necessidades e solicitações que chegam à Junta de Freguesia. O estabelecimento de uma relação de proximidade com as pessoas para que a Junta de Freguesia seja encarada como uma solução e não como um problema.

NT: Quais as principais carências da freguesia?
JF: A falta de equipamentos e estruturas que se coadunem com o estatuto de Vila. Não adianta apregoarmos que somos e vivemos numa Vila se ainda temos as condições de uma aldeia. Faltam-nos ainda os equipamentos mais básicos como Parque Infantis, isto diz muito sobre a nossa qualidade de vida. A Câmara Municipal, ao fim de um ano, requalificou e ampliou o Parque Infantil instalado no Parque de Nossa Senhora das Dores. Aqui nem um ainda foi construído. Considero isto uma discriminação, pois as crianças são iguais em todo o concelho. A falta de um projeto de desenvolvimento sustentado e adequado às reais necessidades de cada uma das Freguesias do nosso concelho é o nosso principal problema.

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NT: Considera importante que a Câmara e a Junta de Freguesia sejam governadas pelo mesmo partido político? Porquê?
JF: Não considero que seja importante. Desde que os responsáveis autárquicos saibam desempenhar com imparcialidade e sentido cívico o cargo que desempenham. Infelizmente isto não se tem verificado desde que somos concelho. As cores partidárias têm sido usadas como armas de batalha, alimentando guerras entre Executivos Camarários e de Freguesias, prejudicando seriamente as populações e a falta de investimento.

NT: Quais as obras que considera mais urgentes serem realizadas pela Câmara Municipal?
JF: A conclusão da cobertura em toda a Vila do Coronado da rede de saneamento básico e da rede de água. Considero esta a mais fundamental e básica de todas as obras.

NT: Como avalia a evolução da freguesia ao longo dos 18 anos do Município da Trofa?
JF: Muito aquém daquilo que era espectável. Criaram-se muitas esperanças nas pessoas com a criação do concelho da Trofa, esperava-se mais desenvolvimento e, consequentemente, mais qualidade de vida. Nada disso aconteceu. Foram sendo feitas algumas obras avulsas ao sabor dos calendários eleitorais e assim continua. Não há um projeto de desenvolvimento sustentado e adaptado à realidade de cada Freguesia. Nunca desta forma se poderá falar em coesão municipal. A Vila do Coronado foi evoluindo muito à custa da resiliência dos sucessivos executivos das Juntas de Freguesia, das Coletividades, da Comunidade Religiosa e de alguns particulares. Todos têm em comum o gosto pela sua terra e isso tem marcado o pouco, mas muito bom desenvolvimento da Vila do Coronado.

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