Foi entre inúmeros sulcos, fios soltos e muita lama que a Câmara da Trofa organizou, ontem, uma visita às obras do futuro complexo das piscinas municipais do concelho, que está a ser construído no Lugar de Real, em S. Martinho de Bougado, em frente ao Hospital da Trofa. No interior daquilo que é, ainda, apenas uma estrutura feita de paredes de cimento nu, vai nascer um espaço "multifunções", onde a prática do desporto se conjugará com a aprendizagem e lazer, disse o presidente da Autarquia, Bernardino Vasconcelos, durante o périplo pelo esqueleto do equipamento.

 A obra, a cargo da Empreiteiros Casais, SA, estará concluída até ao final de Dezembro, devendo abrir ao público somente entre Março e Abril de 2008, garantiu, ao JN, o autarca trofense, que justificou o hiato temporal com a necessidade de haver formação para os técnicos. O edil não descartou, contudo, a eventualidade de "contratempos que possam fazer derrapar a conclusão da obra".

Projectado para ser visto do exterior mas, também, para poder ver-se para fora a partir do interior – muitas zonas são envidraçadas, oferecendo vistas sobre o rio Ave e o Parque das Azenhas -, o edifício terá duas piscinas, sauna, dois ginásios polivalentes, salas de musculação e cardiofitness, um bar/esplanada, parque de estacionamento, e uma zona envolvente com espaços verdes lúdicos. Além do tanque principal (25 metros por 12,5) está a ser feita uma piscina de aprendizagem (de 12,5 metros por 12,5) para crianças, idosos e deficientes.

O piso inferior terá espaço para uma "sala multifunções". Será uma área independente, com capacidade para cerca de 100 pessoas, onde poderão organizar-se eventos fisicamente menos extenuantes, como conferências.

O presidente da Câmara assegurou que o complexo dará resposta total à "carência" concelhia a nível de piscinas. "É um grande esforço para o Município", sublinhou Vasconcelos. Orçada em três milhões e 400 mil euros, a empreitada teve uma comparticipação de fundos comunitários de 940 mil euros, cerca de "30%", calculou o edil, que aproveitou a oportunidade para lançar responsabilidades a Santo Tirso, concelho no qual as oito freguesias estiveram integradas até 1998.

"Foi pena a Trofa não ter sido concelho em 1988, porque tínhamos tido capacidade de absorver mais apoios comunitários. Quem os devia ter aproveitado nessa altura não o fez. É mais uma razão para termos sido concelho", sentenciou.

Ana Correia Costa – in JN