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Ano 2008

Pinto da Costa e o CSI da Secundária

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Cinco alunos do 12º ano de escolaridade da Escola Secundária da Trofa escolheram o tema das ciências forenses para apresentar um trabalho na disciplina de Área de Projecto. Pinto da Costa, doutorado em medicina legal, foi o convidado especial para a palestra realizada pelos estudantes, na passada sexta-feira.

 pinto_costa_csi.jpg Um grupo de alunos da Escola Secundária da Trofa promoveu uma palestra sobre investigação criminal, para a qual contaram com a presença do especialista em medicina legal José Eduardo Pinto da Costa.

Integrada num trabalho da disciplina de Área de Projecto, a palestra realizou-se no salão polivalente do estabelecimento de ensino, que foi pequeno para acolher todos os interessados pelo tema das ciências forenses.

Cinco alunos do 12º ano de escolaridade escolheram o tema influenciados pelas "séries televisivas" que invadiram as grelhas dos canais televisivos no Verão, associando-o também ao facto de estar "integrado na área da saúde", pretendida para seguir no percurso académico.

Em declarações ao NT, Gisela Silva explicou os passos do trabalho que começou com um trabalho teórico, que mereceu a nota máxima de 20 valores: "Tínhamos que traçar objectivos para no final apresentarmos um trabalho à escola. Como trabalho teórico apresentamos um filme do género "CSI" (Crime Sob Investigação) para chamarmos à atenção dos alunos para a dificuldade destes processos, porque ao contrário do que surge nos filmes, não são em dois dias que se resolvem um crime. Para esse trabalho contamos com a colaboração dos Bombeiros Voluntários da Trofa, GNR da Trofa, de uma pastelaria da cidade, do Sargento Fernandes, de Nuno Araújo, presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, José Sá, e do vereador do pelouro da Acção Social, Jaime Moreira".

Apesar do entrave à afluência de alguns alunos do 10º ano, que estiveram ocupados com uma ficha de avaliação intermédia a Física e Química, Gisela Silva, Cláudia Azevedo, Joana Guimarães, João Alves e Fábio Ferreira mostraram-se satisfeitos com o número de participantes e sublinharam o interesse demonstrado pelos alunos, "que durante a preparação da palestra vinham ter connosco perguntar sobre o trabalho".

A dificuldade no agendamento da palestra não impediu José Eduardo Pinto da Costa de estar presente nesta iniciativa na Escola Secundária da Trofa, uma das muitas que lhe solicitam participação em trabalhos do género. "Tive de enquadrar as datas no meio de todas as actividades que tenho. Mas foi com muito prazer que estive aqui porque nunca pensei que iria aparecer tantos alunos", referiu. O número de alunos presentes na sala traduz "o interesse que a investigação criminal desperta junto da juventude, que se mostra também com uma certa ansiedade, à espera de respostas mais céleres, pois talvez têm consciência que as coisas na justiça andam um bocadinho mais lentas".

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Sobre o sistema que regula os mecanismos para a resolução de processos criminais em Portugal, Pinto da Costa referiu que é premente a integração de técnicos na polícia portuguesa. "A polícia não dispõe de técnicos em número suficiente. Terá que haver uma reformulação para que possamos beneficiar das mais altas tecnologias a nível internacional. O grande drama é que existem os recursos materiais mas não temos recursos humanos. Podemos ter grandes aparelhos de ponta, mas se não houver alguém que saiba trabalhar com eles é como se não existisse nada, com a agravante de que com o tempo os aparelhos vão-se deteriorando", frisou.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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