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Ano 2008

O METRO EM VIA SIMPLES – A Trofa desconsiderada

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 A decisão de executar a extensão do metro, em linha simples, até à Trofa é uma clara demonstração de que somos o parente pobre da Grande Área Metropolitana do Porto.

afonsopaixao.jpgFoi uma decisão conseguida às prestações e devíamos estar contentes porque, finalmente, parece que o assunto entrou numa direcção que parece não ter retorno. Mas, a decisão de construir a linha do metro em linha simples, deixando estudos preparados para futura duplicação, tem aspectos com os quais não posso estar de acordo.

Para quem ouve falar em tantos milhões para algumas obras públicas, esta decisão aparece como uma indisfarçável má vontade.

Se os trofenses tivessem sido informados, e as autarquias, do que se passaria a seguir, teriam concordado com a desactivação do caminho-de-ferro que nos conduzia a Guimarães e à estação da Trindade, no Porto, incluindo as localidades pelo caminho, algumas das quais do nosso concelho?

Que estudos técnicos suportam esta decisão? Então, uma obra feita em prestações não é muito mais cara do que uma obra feita duma só vez?

E porque é que somos quase os últimos se fomos os únicos prejudicados e estivemos previstos para a primeira fase?

Com a linha simples andamos algumas décadas para trás. Voltamos ao tempo em que o atraso dum comboio provocava o atraso de todos os comboios da mesma via. Com as composições do metro a terem que se cruzar, se houver atraso dalguma, provocará atrasos em cadeia porque apenas podem cruzar nas estações.

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Isto é: passaremos a ter um transporte menos desconfortável mas, em termos de rapidez, damos um enorme passo atrás.

Já há muito tempo que temos vindo a ser mal tratados neste assunto.

Primeiro foram os autarcas, administradores da Metropor, que foram puxando a brasa à sua sardinha e quase duplicaram a rede do metro com tantos acréscimos de rede para servir os seus respectivos concelhos prejudicando e adiando, sistematicamente a extensão da Trofa.

Depois, veio o governo que mostrou o cartão amarelo. Só que, em vez de punir os "infractores", decidiu punir o concelho lesado.

E é assim que, mais uma vez, aparecemos na posição de andar a pedir aquilo que temos o direito de exigir.

Porque é que não anulam ou atrasam obras que não estavam previstas no início? Porque é que, invariavelmente, é a Trofa que fica mal no meio desta confusão? É por sermos pequenos?

Não creio que nos devamos acomodar. Temos razão e temos o dever de lutar por ela.

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Não será fácil porque o Poder pode muito e quem tem o dinheiro terá que ser conquistado para as nossas razões que são mais do que muitas.

O papel mais importante a desempenhar neste processo caberá, naturalmente, à Câmara Municipal e às freguesias afectadas.

Os utentes terão poucas possibilidades, mas poderão apoiar as suas autarquias que não deixarão de fazer sentir as nossas razões.

Esperemos que este assunto tenha um bom desfecho e a Trofa não seja descaradamente tratada por parente pobre.

 

Afonso Paixão

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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