A equipa 002 ordem para criar, constituída por três alunos da Escola Secundária da Trofa, realizou um trabalho sobre a cidade da Trofa e participou no projecto Cidades Criativas organizado pela Universidade de Aveiro. Os alunos conseguiram retirar algumas conclusões que se prendem com a cidadania na idade jovem, que segundo os estudantes "é quase inexistente".

   Nuno Azevedo Silva, João Maia e José Rui reuniram-se na disciplina de Área de Projecto, na Escola Secundária da Trofa, para se associaram ao Concurso Cidades Criativas, iniciativa lançada pela Universidade de Aveiro, a todos os alunos do 12º ano de escolaridade.

A passada quarta-feira marcou o culminar do projecto com a Festa das Cidades Criativas, na qual foram entregues os prémios aos melhores estudos sobre as cidades em que os estudantes vivem. Apesar da qualidade do trabalho dos alunos da Trofa, a sua proposta não foi vencedora.

O programa das festividades começou de manhã com um conjunto actividades de animação promovido, em conjunto, pelos alunos participantes no concurso e por algumas entidades e agentes culturais da cidade de Aveiro. Durante a tarde, na Sala de Traduções da Reitoria, a comissão organizadora apresentou as principais conclusões do projecto.

O Concurso Cidades Criativas pretendia levar os alunos a reflectir sobre a cidade onde vivem e/ou estudam, identificando o seu potencial urbano, cultural e tecnológico. O projecto mereceu a atenção de 460 equipas, constituídas por mais de dois mil alunos e 275 professores, de cerca de 130 autarquias do continente e ilhas.

A equipa 002 ordem para criar, constituída pelos alunos da Trofa, realizou um trabalho sobre a cidade da Trofa e conseguiu retirar algumas conclusões que se prendem com a cidadania na idade jovem. Nuno Silva, João Pedro Maia e José Rui Ferreira referiram que "há um grande fosso entre a escola secundária e a cidade", sublinhando que a cidadania nas pessoas jovens "é quase inexistente".

"Estes projectos são necessários e damos os parabéns à Universidade de Aveiro por ter apostado neste projecto importante para consciencializar os jovens das necessidades da cidade e projectos a fazer para o seu desenvolvimento", acrescentaram.

Esta não é a área pretendida pelos alunos, que pretendem enveredar pela física, engenharia electrotécnica e desporto, mas serviu apenas para marcarem "um papel activo na cidade".

Durante o primeiro período os alunos foram distinguidos por terem o melhor blogue da zona Norte e ainda mereceram as felicitações do principal mentor do projecto, José Carlos Mota.

António Leite, professor de Biologia e Geologia e responsável pela disciplina de Área de Projecto da turma 1202 mostrou o projecto aos três alunos, que chegou via informação dada ao Conselho Executivo da escola.

Destacando a importância da iniciativa para o desenvolvimento cívico dos alunos, o docente lamentou "a pouca ajuda prestada pela Câmara Municipal. Fiz tudo o que foi possível para os ajudar, participamos em colóquios tanto em Aveiro como no Porto e acho que a Câmara Municipal devia ter ajudado mais estes alunos"asseverou.

Este projecto teve um grande impacto nos estabelecimentos de ensino de Portugal e mobilizou milhares de alunos para um exercício cidadania e de diagnóstico dos problemas e potencialidades das suas cidades. Os estudantes envolveram-se em dezenas de debates, com a participação das autarquias e agentes locais, dinamizaram blogues relativos à temática e delinearam um quadro de propostas de acção futura para as suas cidades.

Este concurso de âmbito nacional "Cidades Criativas" foi promovido pela Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas da Universidade de Aveiro em colaboração com a Associação Portuguesa de Planeadores do Território – APPLA.

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