O Trofa – Dakar já está na pista. A partida foi dada no dia 5 de Janeiro, na sede do Clube Slotcar da Trofa, com 31 pilotos desejosos de chegar à etapa final, ao Senegal. O NT esteve à conversa com alguns dos "condutores" das miniaturas que já correm nas pistas arenosas.

   O convívio entre os amantes do slotcar, parece ser o mais importante na realização de mais uma competição, o Trofa – Dakar. Os carros, que não vão para além das pistas com paisagens áridas, camelos e palmeiras, deslizam o mais rápido possível e o objectivo é não descarrilar. Quanto às ameaças de atentados bombistas parecem não preocupar os pilotos e a organização, que se mostraram satisfeitos com a concretização desta prova pelo segundo ano.

Carlos Stretch, representante do Núcleo de Slotistas de Matosinhos confessou que os objectivos da equipa "passam a cima de tudo pelo convívio, tomando a participação como uma nova experiência, porque no plástico com areia e terra, é bem mais diferente do que o que estamos habituados a fazer em plástico limpo". Stretch congratulou-se com a qualidade da prova organizada pelo Clube Slotcar da Trofa , frisando que " apesar do verdadeiro, o Lisboa – Dakar, não se ter realizado este ano, o Clube da Trofa realizou uma prova numa escala mais reduzida, que não está sujeita a qualquer tipo de atentados", brincou.

Piloto regular nas provas de rali do Clube Slotcar da Trofa, José Carlos, veio de Coimbra para participar no Dakar da Trofa, que "além de ser uma grande iniciativa, é inédito porque vai ser realizado durante sete dias", afirmou.

O que realmente o alicia é a "competição saudável", em mais uma prova, desta feita em pistas arenosas. Quanto ao cancelamento do Lisboa – Dakar, José Carlos foi peremptório "os motivos pelos quais foi cancelado são válidos, mas eu nunca cancelaria um rali daquela envergadura. Não compreendo mas aceito", afirmou. Habituado à qualidade das iniciativas organizadas pelo Slotcar da Trofa, o conimbricense lembrou que "relativamente ao ano passado nota-se que há uma evolução e isso a mim agrada-me".

Para além de pilotos portugueses, o Rali Trofa- Dakar tem também um participante Catalão, Jordi Oliveras que diz participar neste Dakar pelo "gosto" que tem pelos carrinhos e de participar em provas deste tipo. "O objectivo é divertir-me com as pessoas que estão aqui por um hobbie comum", afirmou. A realização do Rali da Trofa lembra as questões de segurança postas em causa no verdadeiro rali que acabou por ser cancelado, mas para Oliveras "em primeiro lugar está a segurança, ainda que seja uma decisão difícil, penso que foi acertada, porque uma vida vale muito mais do que qualquer corrida", concluiu.

Os trofenses também participam nesta prova, Mário Costa é um deles. "Aqui felizmente não temos problemas de segurança tem corrido tudo muito bem referiu Mário, frisando que "esta iniciativa é mais uma das várias iniciativas que temos no clube. Esta tem uma importância muito elevada, daí o meu interesse na participação na prova".

Ansiosos pela implementação dos novos traçados, repletos de areia, camelos, oásis e palmeiras, os pilotos esperam ainda uma competição saudável e sem contra-tempos até à chegada ao Senegal, mesmo nas perigosas areias da Mauritânia.