O restaurante Flôr do Ave é conhecido pelo famoso leitão, mas é com a especialidade do Arroz Pica no Chão que se irá apresentar no Fim-de-semana Gastronómico, que decorre este sábado e domingo na Trofa.

Os segredos daquele que consideram ser o melhor Arroz Pica no Chão da região não foram revelados pelos irmãos Azevedo, gerentes do restaurante Flôr do Ave, mas garantiram que a qualidade do frango é o aspecto mais importante a ter em conta. “O nosso segredo é a qualidade do frango e mais alguns, mas esses ficam em sigilo da casa”, confirmou Artur Azevedo.

Considerando que “a boa gastronomia chama muitas pessoas à Trofa”, Fernando Azevedo enalteceu a iniciativa da autarquia que ajuda a “divulgar o concelho”.

Mas o Arroz Pica no Chão, ou Arroz de Cabidela, como também é conhecido, não é servido apenas no fim-de-semana da gastronomia. Todas as quartas-feiras é o prato predilecto no Flôr do Ave e durante os restantes dias da semana é necessário fazer reserva.flor-do-ave

Instalado há 26 anos na Trofa, o Flôr do Ave destacou-se nos primeiros anos de casa com o Bacalhau à Flor do Ave, o prato mais requisitado. Passados seis anos, surgiu a ideia do Leitão Assado. “A ideia surgiu há 20 anos, tínhamos um amigo da Mealhada, que tinha lá um dos melhores assadores da zona e ele é que nos incutiu essa ideia de o trazer para cá para experimentar. Nós como estamos sempre abertos a novas experiências, trouxémo-lo para cá e começámos a fazer o leitão e a dar aos clientes a provar e foi daí que começou o sucesso do Leitão e a casa ficou conhecida quase no país inteiro”, contou Artur Azevedo.

Mas o segredo do sucesso não é apenas esse. “O leitão tem um segredo muito grande, porque se não tivesse era fácil de o fazer”, confessou Fernando Azevedo. Os “mimos que se dão ao leitão”, “o gosto pelo que se está a fazer” e não deixar que o leitão, da raça bísara, cresça mais do que “as quatro semanas”, tempo durante o qual é apenas “alimentado pela própria mãe”, são os segredos do sabor distinto do leitão do Flor do Ave.

Tendo começado com três fornos, a fama foi-se espalhando e hoje são 18 os fornos que têm capacidade para preparar 68 leitões de duas em duas horas.

As instalações também aumentaram e agora com três salas, o Flôr do Ave poderá receber até 400 pessoas que vêm de todo o país. “Tem dias que pouca gente conheço cá dentro e a casa está quase sempre cheia, quer dizer que os clientes vêm de muito longe. Entre “jogadores de futebol, o José Mourinho, Durão Barroso”, esteve também Amália Rodrigues. Mas o cliente que marcou mais os irmãos foi Emídio Guerreiro, fundador do PSD, que já faleceu. “Um senhor de 106 anos que vinha cá de quinze em quinze dias comer o leitão”, recordaram.

Para além do famoso leitão, o Flôr do Ave disponibiliza ainda uma diversa variedade de pratos de carne e peixe. “Quatro ou cinco pratos de peixes frescos e o restante em carnes variadas: o Cozido à Portuguesa, as Tripas à Portuguesa, Lombinhos de Vitela com molho Champignon, Costeletas Recheadas, Postas à Mirandesa, entre outros”, frisou.